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sexta-feira, 11 de março de 2011

Cuidado com essa marombeira - 'Rata' de academia nos Estados Unidos rouba 17 carros em 2 meses

NOTICIA VELHA DO G1 - Cynthia Eliza Huster-Forrest fez arrastão em 7 academias.

Americana foi presa no Texas ao fazer nova vítima.

Do G1, em São Paulo

Cynthia Eliza Huster-Forrest visitou 7 academias em dois mesesCynthia Eliza Huster-Forrest visitou 7 academias
em dois meses (Foto: Divulgação/Polícia do Texas)

Uma mulher foi presa em Austin, no estado do Texas (EUA), acusada de roubar carros de diferentes academias da cidade.

Cynthia Eliza Huster-Forrest, de 29 anos, frequentou mais de sete academias em apenas dois meses. No entanto, ao invés de malhar, ela roubava os pertences e os carros dos outros alunos.

Ao todo, a polícia de Austin contabilizou 17 carros roubados de sete academias da cidade.

Cynthia usava do mesmo truque. Visitava o lugar, analisava as vítimas e fingia ser mais uma frequentadora. No vestiário ela roubava as chaves dos carros e os levava na primeira oportunidade.

A mulher foi detida durante um roubo e a polícia encontrou documentos falsos com ela. A maioria dos carros foi recuperada, mas cartões de crédito, joias e dinheiro que estavam nos veículos foram perdidos.

sábado, 11 de abril de 2009

MUNDO CÃO PODRÃO - Não solte PUM perto de Jose Ramirez


Irritado com os gases que seu amigo Juan Antonio Salano Castellano (35) exalava incontinenti, Jose Braule Ramirez (33) atacou o colega com uma faca em um quarto de um hotel. Juan Castellano, o peidão responsável pelo fudum insuportável sofreu apenas ferimentos leves, segundo a polícia. O caso do pum virou ocorrência de polícia na cidade de Waco, Texas (EUA). A reportagem publicada pelo jornal norte-americano "Waco Tribune-Herald".


sábado, 4 de abril de 2009

El Tigre and LesPaul Corvette em O Repasto dos Abutres - Um parto no deserto Texano

Joel Dee, um dos vizinhos esquisitos do parque de trailers em que moramos as últimas quatro semanas com uma vagaba acelerou seu velho Malibu azul bebê pelas estepes texanas. Destino, Las Vegas. 15 quilos de haxixe acompanhavam a empreitada escondidos sob a lataria esburacada. Caraglio, Texas não tem estepes. Phlóda-se. Corríamos a 100 milhas por hora, coisa pra cacete. Algo como 175 km/h. O tiro que transpassara a banda esquerda de minhas nádegas cicatrizara. A cara gorda de Joel Dee concentrava bem no centro seus olhos vesgos, cobertos por indefectíveis óculos com lentes grossas como fundo de um garrafão esverdeado. No final da inacabável reta, a moldura avermelhada do sol do deserto debruçando-se sobre o horizonte em sua morte diária. Ojos arroxeados pela imensidão seca e empoeirada. Os óculos de Joel Dee refletiam as carcaças revolvidas por abutres tétricos. El Tigre, mi perro maconheiro e compañero de camiñada olhava com certo carinho aquela carga de banha inerte, peluda e suada. Só podia estar chapado e com larica.

Na encruzilhada para um pequeno ponto no mapa chamado Conquest, uma vigorosa freada nos tirou do estado letárgico. El Tigre olhou pra mim e eu para El Tigre. Uma trombada entre uma van e uma motocicleta havia pouco acontecera. Na van seguiam uma mulher grávida, duas melancias de uns 9 quilos e meio, `além de centenas de estudantes pós-adolescentes com suas saiazinhas plissadas e ar juvenil-sem-vergonha`. - Quieto, El Tigre, não viaja, porra! Exclamei para o teclado. Joes Dee mais bêbado que uma garrafa de steinhagger mirou sua fuça para o cabra esticado ao lado da moto. Retalhado pelos milhares de pedaços de vidro que agora adornavam sua face sem-vergonha, Inês é morta. Sim, só podia estar morto. Exangue, nenhum sangue saía. Olhei ao derredor desértico. El Perro and mi percebemos que a jovem senhorita iniciara o trabalho de parto. Ou a poça que se formara sob seu vestido era de xixi e ela pretendia inundar o planeta. Resolvemos fazer o parto da incauta que já se contorcia a espera de seu rebento. El Perro, estetoscópio em riste, determinou a incisão providencial. Respondi-lhe que não, o parto seria normal. - Nada de cesariana. Joel Dee esquentou um pouco de água em um velho fogareiro. O sol se fora e a noite brigava com o horizonte escarlate. A luz de um giroscópio aponta no infinito. - Iria levar ainda uns 12 minutos e 39 segundos para os homi chegarem, rosnou El Tigre, um tanto quanto matemático. Deitamos Allicia Carlston (leia aliCHIA cal-rïstom) na traseira de sua van. Joel Dee depositou a água quente em uma bacia imunda catada à beira do asfalto. – Respire fundo, dona. A moça aquiesceu. E começou a respiração cachorrinho, sôfrega, inquieta, agonizante. Parecia que iam nascer trigêmios, tamanho o esforço. O carro dos ratos se aproximava mais rápido que os cálculos de El Tigre. Chegariam em 9 minutos e 21 segundos, o que reduzia o tempo em que poderíamos ajudar a infeliz e ainda nos safarmos com o haxixe. - - Pronto, pronto, está saindo, digo nascendo. El Tigre, feliz, então apresenta uma enorme melancia à dona Allicia. Ela tem um repentino ataque puerperal e tenta destroçar seu rebento. – Queria que fosse um melãozinho. Repetia sem parar com seu inglês caipira. A sirene está bem próxima, nos despedimos apressados de Allicia e quando nos viramos para partir... tchan, tchan, tchan tchan ... o Malibu já ia longe levado por Joel Dee que nos abandonara a própria sorte, má-sorte. (To be continued)

sábado, 28 de março de 2009

Les Paul e El Tigre, su perro maconheiro come back the road in Texas Desert

Um latido rouco me acordou naquela manhã fria do deserto texano. Era El Tigre voltando da balada de carona no Cadillac cor de ameixa seca de Lauren Linecrost (leia lainecróstchi). Eu ficara no trailer de Lauren, estacionado a pouco mais de 10 km do povoado em que a vagaba levantava uns trocados todas às noites. Exceto aos sábados, dia que guarda puro e impoluto até a meia-noite de seu evangélico preceito. Não havia mais que uma dúzia de fracassados no acampamento de latas velhas. O cemitério de caminhonetes dividia espaços para enjambrações de compensado e fórmica. A casa de Lauren era a mais ajeitadinha, um trailer metálico anos 50, com as aberturas pintadas de pink fosforescente. El Tigre, o perro argentino que me acompanha na aventura ao redor do mundo se sentia em casa como nunca. Desde que deixara para trás El Caminito, na Boca em Buenos Aires, não se sentia tão bem. Fumava um baurete com a piranha logo de manhã cedinho, mijava no cactus mais próximo e se arrumava sob a rede pendurada à sombra das únicas duas árvores que ousaram desafiar a aridez daquele fim do mundo.
Eu esperava apenas cicatrizar o buraco da bala que transpassara a banda esquerda da minha bunda e seguir o quanto antes para São Francisco. Só isso. Não agüentava mais aquela pocilga, junke food, os porres de Jim Bean e as desventuras que assombravam meu caminho nos últimos dois meses. Já estava ali há duas semanas. A hora de partir se aproximava com a certeza das noites que cauterizam as feridas do dia-a-dia. Exceto para os que morrem na poeira à luz do sol. Joel Dee, um dos vizinhos esquisitos, ia levar uma carga de haxixe até Las Vegas e eu e El Tigre iríamos de carona. Foi o que consegui. Um Malibu caindo aos pedaços dirigido por um velho mecânico com cara de porco, um duroque adiposo e mal-humorado. Os olhos obtusos revelavam algum retardo mental. Mas não era perigoso. Era a segunda vez que aportaríamos em Las Vegas na desesperada tentativa de chegar a São Francisco, pegar meus tickets de volta ao mundo e me mandar pro Oriente.


Mais de seis meses se passaram desde que deixei Buenos Aires, depois São Paulo, Chicago e a tentativa de atravessar até a costa oeste de moto. O reencontro com El Tigre, o cachorro maconheiro órfão do casal de velhos que cantava pungentes tangos nas ruas da capital argentina. Não pude acreditar quando nos encaramos em um boteco na Jamaica, ele coberto de dread locks, um charo em homenagem a Bob Marley no canto das mandíbulas, olhos injetados como um Mefisto diabólico, sorvendo vagarosamente uma garrafa de Red Stripe. E todas as aventuras que partilhamos embarcados em uma banheira de ferro, mais velha que Cristóvão Colombo, quicando de ilha em ilha durante a pior temporada de furacões das Caraíbas de todos os tempos. Farinha, cocos, crânios e armas foram contrabandeados no nosso humilde cargueiro, até soçobrarmos na costa de El Passo, no rabo do Furacão... To be continued - IMAGEM - www.flickr.com/photos/harizma/778519839/