segunda-feira, 31 de outubro de 2011

JOE SATRIANI despejando "If I Could Fly" e "Summer Song" - Dois Petardos em Sextinas e Septinas para quem ouvir, dormir Feliz!

Os dez mandamentos do turista 2.0 - Postagem de Paco Nadal no Blog do Turismo da Folha de São Paulo dá uma 'viajada bíblica' legal

http://blogdoturismo.folha.blog.uol.com.br/

O blogueiro Paco Nadal, que escreve para o canal “El Viajero” do jornal diário espanhol “El País”, fez uma divertida lista sobre os dez mandamentos do turista 2.0, a partir de um suposto e-mail trocado entre Deus e Moisés sobre o tema.

Segundo ele, o disco rígido do iPad encontrado em escavações nos arredores do mar Morto estava muito danificado, mas foi possível recuperar um arquivo .docx cujo conteúdo traduzo livremente logo abaixo.

(Claro, isso é uma brincadeira com uma dose de ironia, mas a ideia é se deixar levar pelo senso de humor!)

"Moisés" (1659), de Rembrandt, que hoje está na Germäldegalerie, museu localizado em Berlim (Crédito: Wikimedia Commons)

“Assunto: os dez mandamentos do turista 2.0
De: Deus
Para: moises@gmail.com


1. Não adorarás os guias de papel e tampouco os ídolos estranhos; baixará tudo o que precisa gratuitamente no seu iPhone

2. Santificarás os comentários de outros viajantes no Facebook

3. Ligarás teu celular tão logo que uma roda do avião toque a terra (o mundo não poderá aguentar mais sem ter notícias tuas)

4. Ao chegar em um hotel, antes do preço ou da disponibilidade de frigobar, perguntarás com ansiedade: “tens Wi-Fi?”

5. Não maldirás a letra pequena da internet das companhias aéreas baratas da Europa (no fim das contas, viajas graças a elas)

6. Tuitarás ao menos uma foto a cada duas horas

7. Esquecerás a carteira ou o passaporte, mas jamais cometerás a imprudência de esquecer o carregador do celular

8. Evitarás os pensamentos impuros e os lugares sem redes

9. Não escreverás falsos testemunhos tampouco mentiras nos comentários do TripAdvisor, Booking e outros sites de resenhas de viagens

10. Não furtarás o tempo às redes sociais com banalidades como desfrutar de um pôr do sol em silêncio ou falar com o povo local

Todos esses mandamentos se resumem em um só: durante a viagem, amarás as suas contas do Twitter e do Facebook acima de todas as coisas, e a Mark Zuckerberg como a si mesmo.”

Escrito por Marina Lang às 18h45

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SLADE - Mama weer all crazee now

ÀS VÉSPERAS de a CEF INJETAR MAIS 340 BI no PANAMERICANO Josias anuncia - PF indicia ex-presidente do PanAmericano por rombo

PF indicia ex-presidente do PanAmericano por rombo

Gabo Morales/Folha

Rafael Palladino (foto), ex-presidente do banco PanAmericano, foiindiciado pela Polícia Federal pela prática de meia dúzia de crimes.

Entre eles formação de quadrilha, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.

Foi durante a gestão de Palladino que floresceu o rombo de R$ 4,3 bilhões descoberto no balanço do PanAmericano em 2010.

Intimado pela PF a depor, Palladino preferiu silenciar diante da autoridade policial. Na saída, falou aos repórteres. Mas nada explicou:

"Quando eu estiver à disposição para falar eu vou chamar vocês e vou explicar tudo o que realmente aconteceu. Não estou fugindo, nunca fugi de ninguém.”

O repórteres questionaram o ex-gestor sobre o buraco financeiro do PanAmericano.

E Palladino: "Em primeiro lugar a gente põe em dúvida o rombo. Deixa chegar a hora e, quando eu puder falar, vamos chamar vocês."

A advogada Elisabeth Queijo disse que o cliente cala "não porque não ele tenha o que dizer”.

Como assim? “Ele tem muito a dizer, mas vai falar perante uma autoridade imparcial, em juízo."

A defensora de Palladino criticou os métodos da PF. Queixou-se do fato de seu cliente não ter sido ouvido durante o inquérito:

"Hoje, foi chamado para um indiciamento sobre o qual não tivemos sequer ciência dos fundamentos lançados nos autos."

Além de Palladino, a PF culpa outros seis ex-gestores do PanAmericano pelo rombo financeiro.

Alguns já foram indiciados na semana passada. Outros enfrentarão o dissabor nesta semana.

É contra esse pano de fundo conturbado que a Caixa Econômica Federal, sócia da encrenca, analisa a hipótese de injetar mais R$ 340milhões na ex-casa bancária de Silvio Santos.

- O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h18

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MICO ALADO - Voo com destino ao Piauí pousa em aeroporto do Maranhão por 'engano'

Segundo companhia aérea Azul, houve falha operacional.

Empresa afirma que causas do ‘equívoco’ são apuradas.

Do G1, em São Paulo

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aeroportos (Foto: Editoria de Arte/G1)

Um voo da Azul Linhas Aéreas que partiu de Fortaleza, no Ceará, com destino ao Piauí neste domingo (30) acabou pousando por "engano" em um aeroporto privado de Timon, no Maranhão. O motivo do equívoco não foi esclarecido.

Segundo informações da companhia aérea, o voo 9136, que saiu de Fortaleza com destino a Teresina, se aproximava do aeroporto Senador Petrônio Portella, na capital do Piauí, quando foi desviado para um aeroporto privado de Timon, no Maranhão, o Domingos Rego.

“Uma vez constatado o equívoco, a tripulação prosseguiu viagem, decolando de Timon e pousando minutos depois no Aeroporto Senador Petrônio Portella, as 13h05 (horário local)”, informou a empresa em nota.

Segundo a companhia, a distância entre os dois aeroportos é de seis quilômetros, e o pouso equivocado ocorreu em razão de uma “falha operacional”. “O atraso na chegada foi de apenas 20 minutos em relação ao horário previsto”, diz ainda a companhia.

“O voo 9136 prosseguiu normalmente em sua programação, decolando rumo a São Luiz do Maranhão, Belo Horizonte e Campinas. Os possíveis fatores contribuintes para este evento estão sendo apurados”, complementou a Azul

FernanDEZ - Maior Ídolo do Figueirense dos últimos anos, Fernandes é um 'Camisa 10' bom caráter que ainda se emociona aos 33 anos

31/10/2011 15h57 - Atualizado em 31/10/2011 16h01

Agora 'de seleção', ídolo Fernandes brinda à mãe e festeja fim de jejum

Meia pôde dedicar gols a Dona Adelaide, falecida em maio, acabou com seca de sete meses e entrou na seleção da rodada

Por Fred GomesRio de Janeiro



Maior artilheiro da história do Figueirense, o meia Fernandes vivia um jejum de sete meses sem gols - o último havia sido feito na vitória por 2 a 1 sobre a Chapecoense, em 27 de março. Neste domingo, os dois marcados contra o Bahia lhe garantiram numa tacada só o triunfo (2 a 1), entrada na seleção da rodada do Troféu Armando Nogueira e a oportunidade de homenagear sua mãe, Dona Adelaide, falecida em maio.

- Foi bem emocionante, estava um tempo bem grande sem fazer gols. Não tinha feito nenhum no Brasileiro e pensei: 'Será que vou passar em branco?' (risos). Foi uma alegria muito grande e até queria fazer um gol bem antes, pois minha mãe faleceu em maio e gostaria de homenageá-la. Independentemente do tempo que demorou para os gols saírem, os dois são dedicados a ela e ao meu pai (Ângelo), que está segurando essa barra depois de 40 anos junto com ela - disse, orgulhoso de seus dois heróis.

Fernandes comemora gol do Figueirense (Foto: Futura Press)Fernandes é abraçado por Bruno Vieira, Juninho e reverenciado por Júlio César (Foto: Futura Press)

Outra coisa que contribuiu para a emoção demonstrada por ele ao fim do jogo, segundo o próprio, foi uma gripe que o perseguiu durante a semana.

- Fiquei muito mal, gripado. Até o sábado estava torcendo para melhorar, pois estava bem para baixo. Achava que não conseguiria ficar à disposição, por isso que os gols ajudaram ainda mais para eu me emocionar. Foi um domingo abençoado por Deus, que guardarei comigo por toda a vida - prosseguiu.

Um dos maiores ídolos de todos os tempos do clube, ele, de 33 anos, diz que já em 1999, ano de sua chegada ao Scarpelli, era possível imaginar a construção de uma identificação sólida. Hoje consagrado, vislumbra escrever uma nova página histórica no Alvinegro: chegar à Libertadores.

- Tive uma sorte muito grande, cheguei em 1999 e decidimos logo o Catarinense com o Avaí, nosso maior rival. Isso nunca mais se repetiu depois. Aquela vitória ajudou muito. Além disso, são 12 anos de vínculo, saí apenas em empréstimos (para Palmeiras, Jeonbuk-COR e Al-Shaab-UAE) Agora, temos a possibilidade de buscar algo muito maior que é uma vaga na Libertadores, seria histórico. Sei das dificuldades, de que não dependemos apenas de nós, mas vamos lutar até o fim - prometeu. (veja os gols contra o Bahia acima)

O aviso de que havia entrado na seleção da 32ª rodada do Armandão veio por um e-mail, de um amigo. A surpresa, é claro, também o emocionou.

Fernandes fez seu 100º gol pelo Figueira em fevereiro

- Recebi agora de manhã um e-mail de um amigo meu. Dei uma olhada e fiquei muito feliz. É muito legal ser lembrado entre os melhores, me deixa com uma motivação ainda maior para quem sabe dar uma alegria bem maior à torcida do Figueirense - encerrou o ídolo, autor de 104 gols com a camisa alvinegra.

Herói da vitória contra o Bahia, meia Fernandes se emociona no Scarpelli

Jogador chama Estádio de 'casa'. Maior artilheiro da história do clube faz dois gols que dão os três pontos ao time de Jorginho

Por ClicRBSFlorianópolis

Maior artilheiro da história do Figueirense, o meia Fernandes balançou a rede duas vezes contra o Bahia e se sagrou herói da vitória por 2 a 1 na 32ª rodada do Brasileirão. O jogador, que substituiu Maicon no segundo tempo, levou os torcedores catarinenses ao delírio no Estádio Orlando Scarpelli.

Emocionado após o segundo gol, ele chegou a esboçar um choro. Após o confronto, com a sensação de dever cumprido, ele se emocionou.

- Eu fico realmente muito emocionado e feliz de voltar a marcar, depois de muito tempo, principalmente aqui no Scarpelli que é a minha casa. Estou muito feliz. Tive uma semana complicada, fiquei doente, mas me recuperei e estava pronto para ajudar o time. Agradeço o apoio de todo mundo e estou contente em ajudar o Figueirense a conquistar essa importante vitória - disse.

O técnico Jorginho divide os louros da vitória com Fernandes. Afinal, foi ele quem alterou o esquema do Furacão, colocando Aloísio no lugar do meia Elias e adiantando a equipe. O primeiro gol do veterano saiu logo aos dez do segundo tempo, logo após o Bahia abrir o placar do jogo. Ele chutou de longe, no ângulo de Marcelo Lomba. Aos 23 minutos, o meia recebeu do atacante Júlio César e, com a perna esquerda, bateu sem chances para o goleiro adversário.

Clique e confira os vídeos do Figueirense

Dublê morre nas filmagens de longa "Os Mercenários 2" de Sylvester Stallone

Dublê morre nas filmagens de longa de Sylvester Stallone

Outro ator ficou ferido no set de "Os Mercenários 2"

Stallone estrela filme com Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis e Jean-Claude Van Damme - Ver Descrição / Ver Descrição




Um dublê morreu e outro ficou ferido durante as filmagens na Bulgária do longa-metragem Os Mercenários 2, protagonizada pelo americano Sylvester Stallone e outras estrelas do cinema de ação. "Um incidente durante as filmagens deixou um morto e um ferido", afirma um e-mail de um porta-voz da sequência do filme de 2010, que conta ainda com participações de Arnold Schwarzenegger, Bruce Willis e Jean-Claude Van Damme.

O acidente aconteceu na quinta-feira passada em uma cena na qual os dois dublês estavam envolvidos em um tiroteio e que incluía uma explosão em um bote perto do lago Ognyanovo, no sudoeste da Bulgária. A produtora Image/Millennium Films informou que está cooperando com as autoridades na investigação.

O CEMITÉRIO DE PRAGA de Umberto Eco visto e revisto por Selvino Antonio Malfatti

Já tem em Português. MaisBarulho passou o final de semana lendo... Em breve, uma recensão ceítica!


SEXTA-FEIRA, 11 DE MARÇO DE 2011

O CEMITÉRIO DE PRAGA, de Umberto Eco - Selvino Antonio Malfatti



Com certeza todos se lembram do belíssimo filme “O Nome da Rosa“ baseado no romance de Humberto Eco, filósofo e literato italiano. Nesse filme, Guilherme de Baskerville, franciscano, discípulo de Roger Bacon- e seu aprendiz - Adso de Melk, Frei e amigo de Guilherme de Occam - chegam a um convento nos Alpes. Como pano de fundo o enredo gira em torno da explicação das mortes que ocorriam naquele convento. No entanto, o verdadeiro objetivo era discutir os métodos científicos da indução e dedução.
Agora Humberto Eco nos brinda com outro romance, “O Cemitério de Praga”. Pelo que me consta, ainda não foi traduzido para o português. Este romance, em forma de diário, é narrado através de um personagem com dupla personalidade. Nele, cada personalidade escreve alternadamente, narrando os acontecimentos de que foi protagonista como se fossem duas pessoas distintas.
O romance prende o leitor desde o início até o fim. O período que se desenrola é o final do século XIX e o ambiente se passa em Turim e Palermo, na Itália, e Paris, na França. No início é bastante cômico, devido às definições dadas aos padres, povos e organizações. Os jesuítas são chamados de maçons vestidos de mulher, os judeus devoradores de crianças cristãs, os maçons continuadores dos templários decididos a acabarem com hebreus, cristãos e a monarquia. Os comunistas são identificados como conspiradores e sabotadores.
Após esta parte hilariante o romance toma um rumo amedrontador, cheio de atentados e assassinatos. A parte final é tenebrosa. Há uma trama generalizada. Um abade morre duas vezes, cadáveres são enterrados nos pátios das casas ou bóiam sobre o rio Sena, Missa Negra, navios explodem em pleno mar mandando para os ares todos os tripulantes. Os jesuítas conspiram contra os maçons, estes estrangulam os padres com as próprias tripas. Personagens conspiram uns contra os outros. A versão da Comuna de Paris é descrita como um fiasco. A trama de serviços secretos envolve italianos, franceses, prussianos, russos, numa ação de espionagem e contra espionagem.
O centro da trama se refere a um documento falso, um “borderau”, sobre uma reunião de sábios judeus no antigo Cemitério de Praga. Consta que Hitler teria tido conhecimento deste documento e o teria usado para exterminar os judeus nos campos de concentração. Foi um documento forjado a várias mãos, mas com o retoque final do personagem principal do livro, o tabelião falsário, capitão Simonini. O documento fala de uma reunião, naquele cemitério, dos chefes dos rabinos de várias partes da Europa, os quais firmam os Protocolos dos Sábios Anciãos de Sião. Nesses Protocolos estariam traçados os planos dos judeus para conquistarem o mundo e a aniquilarem o cristianismo. Conforme o documento, á meia-noite, no Cemitério de Praga, chegaram doze indivíduos envoltos em mantos escuros, e uma voz, saindo do fundo de uma tumba os saudou como os doze Rosche-Bathe-Abboth, chefes das doze tribos de Israel, e cada um deles respondeu. “Saudamos-te, filho do condenado.” Daí prosseguia a voz. “Passaram-se cem anos desde o nosso último encontro. Donde vindes e a quem representais?” E cada um se apresentou dizendo-se representante de Amsterdam, Toledo, Worms, Peste, Cracóvia, Roma, Lisboa, Paris, Constantinopla, Londres, Berlim e Praga. Após isso, cada uma das vozes proclamou as riquezas de sua localidade. Calculadas as riquezas, passa-se a descrever o plano para aniquilar os cristãos e apoderarem-se do mundo. Para tanto seriam tomados os bancos, os meios de comunicação, a educação, as ciências, as artes. Enfim, o Plano do Cemitério de Praga seria um projeto para os judeus tornarem-se senhores de tudo o que houvesse sobre a terra.
( IL CIMITERO DI PRAGA, Umberto Eco. Milano, Bompiani, 2010)

Deu no JOSIAS que vai rolar mais grana estilo PROER - PanAmericano: CEF retoma análise sobre novo aporte


A diretoria da Caixa Econômica Federal retoma nesta segunda (31), a análise sobre o novo aporte de recursos públicos no banco PanAmericano.

Conforme noticiado aqui, na sexta-feira (28), a Caixa analisa a hipótese de empurrar para dentro do balanço da ex-casa bancaria de Silvio Santos mais R$ 340 milhões.

O PanAmericano pede mais de R$ 600 milhões. A diferença seria provida pelo BTG Pactual, que entrou na sociedade em janeiro, ao comprar a parte do dono do Baú.

Travado longe dos holofotes, o debate tornou-se uma corrida contra o relógio. O PanAmericano terá de apresentar seus resultados agora, no início de novembro.

Sem as novas injeçõe$, pode vir à luz um patrimônio líquido precário, abaixo dos patamares mínimos exigidos pelo Banco Central.

A encrenca ressurge num instante em que a Polícia Federal abre na investigação sobre o rombo do PanAmericano uma picada política.

Em artigo levado à página 2 da Folha, o repórter Melchiades Filho provê um bom resumo sobre os novos rumos do inquérito policial.

O título é sugestivo: “O Outo do Pan”. A leitura, instrutiva. Vai abaixo o texto de Melchiades:


Se a queda em série de ministros acusados de corrupção já provoca uma autocrítica sobre o arranjo partidário herdado por Dilma Rousseff, imagine o que acontecerá se esclarecidas as fraudes e a matriz política do socorro ao banco PanAmericano, o episódio mais nebuloso do ocaso da era Lula.

Ninguém do governo, atual ou anterior, explicou de modo convincente por que, no final de 2009, o Planalto autorizou a injeção de R$ 740 milhões de dinheiro público num banco para lá de encrencado.

A rigor, ninguém nem tentou explicar, na expectativa de que o silêncio ajudasse a circunscrever o caso às áreas técnicas da Caixa Econômica Federal, de onde partiram os recursos, e do Banco Central.

O roteiro mudou, porém, após a Folha publicar o conteúdo de e-mails interceptados pela polícia ao apurar o rombo de R$ 4,3 bilhões.

Os diálogos confirmaram o imaginado: os executivos inflavam balanços financeiros e maquiavam dados de clientes, com o objetivo de engabelar a fiscalização.

Mas os e-mails produziram uma extraordinária revelação: o banco serviu de base a um esquema de desvio de dinheiro para políticos.

Nas mensagens, diretores festejam ‘a ajuda dos amigos’ do governo Lula -uma teia de influência que ‘deixou boquiaberto’ Silvio Santos, o dono do PanAmericano.

Mencionam, entre outros, Guido Mantega (Fazenda) e os ex-ministros Luiz Gushiken e Antonio Palocci. Discutem o acesso a fundos de pensão, doações a partidos e a pressão para empregar gente do Planalto.

Ao menos R$ 100 milhões evaporaram -para o bolso dos executivos e para o caixa dois eleitoral.

Diante do noticiado, a polícia não teve opção senão a de abrir inquéritos específicos. O potencial de dano é similar ao da Castelo de Areia, investigação que aterrorizou palácios e empresas até ser convenientemente engavetada pelo Judiciário.

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Escrito por Josias de Souza às 06h34

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