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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

IVAN LESSA e O Gato Envenenado - Leitura imperdível na árida seara da WEB


Ivan Lessa: O caso do gato envenenado

Atualizado em  9 de janeiro, 2012 - 06:01 (Brasília) 08:01 GMT
Por motivos que nada têm a ver com o caso atual, leio em coluna idônea que no Brasil há uma marola de sinofobia varrendo, de leve, o país.
Coisas comerciais. Nada entendo disso. Li, porém, a vida inteira, ficção de crime e descrições de assassinatos nas folhas.
Sou classe C pouco esclarecida.
Os chineses são mestres em surpreender. Uma espécie de marcianos que aterraram lá no fim do mundo onde pintam o sete.
Sim, deram-nos, se é verdade, os fogos de artifício, o espaguete, o genocídio planejado, cortesia do camarada Mao e seus pensamentos (“Homem mau merece bala na testa”), e que mais?
Há chinês que não tem fim. Deles será a Terra e tudo que nela brilhar, florescer e der uma nota, juntamente conosco, a Rússia, a Índia e a África do Sul.
Chamam-nos de BRICS, como se uma boutique ascendente.
Chinês come somente uma vez por mês, dizia o sambinha. Chamava-se Lig-lig-lé e andava na ponta do pé, sempre segundo nosso cancioneiro. Não é bem assim.
Os chineses comem e espalharam pelo mundo iguarias insuperáveis. Para mim, só perdem para a cozinha italiana.
Por outro lado, são chegados a pratos inaceitáveis indignos de quem pertence ao BRICS.
Comer cérebro de macaco de pauzinho, com o bicho ainda meio vivo no meio da mesa, é inaceitável. Cachorro, só na hora do desespero, e não como prato principal servido no China Pau às quartas-feiras.
Castigo anda a cavalo (que, aliás, eles também comem, mas isso beira o universal ) me informou um jornal semana passada.
No sul da China, na província de Guangdong, próspera como o resto do país, há um restaurante, o Cat Meat Hot Pot City (província e estabelecimento especializados em guisado de gato, simplificando), que, como o nome indica, serve nossos bichanos companheirinhos irracionais como prato principal sob a tradicional forma culinária.
Deu-se que dois homens de negócios, disputando uma vasta (num país onde tudo é vasto) área de terra florestal, combinaram um almocinho no Cat Meat (só de digitar o nome me dá arrepios): Long Liyuan e Huang Guang.
Tudo bem, riram o riso cada vez mais escrutável dos chineses prósperos, comeram seus gatinhos à moda da casa (a receita é “segredo de estado”) e seguiu cada um seu caminho.
Um probleminha: Long Liyuan passou mal e morreu algumas horas depois de refeição. A família não teve por onde: acusou o outro china, o Huang Guang, de assassinato.
Teria ele, afirmam, por uma disputa em torno de terras, envenenado o companheiro com a popular, na China ao menos, “heartbreak grass” (“relva do desgosto”).
Envenenamento com fins comerciais. Um caso perfeito para Hercule Poirot desvendar, ou, mais perto de casa, Charlie Chan.
O restaurante quase que ia pagando o pato, digo, gato, quando as autoridades intervieram.
Alguém mais sagaz tirou as devidas conclusões, peritos foram chamados e o caso de “envenenamento homicida” encontra-se agora na etapa de julgamento, possivelmente, de condenação ou multa (ah, os chineses!).
Ao que tudo indica, justiça será feita. À moda chinesa, mas feita.
Menos aos gatos chineses, que continuarão, em forma de guisado ou croquete, fazendo com que nossos co-irmãos de BRICS estalem a língua só de pensar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

DEATH KISS - Assista ao vídeo do BEIJO da desconhecida que evitou o suicídio de um jovem que ameaçava se jogar de uma passarela na China

O beijo salvador Foto: Reprodução

A chinesa Liu Wenxiu, de 19 anos, conseguiu salvar um garoto de 16 anos que ameaçava se jogar de uma passarela na cidade de Shenzhen, na China, com um simples beijo. Liu estava passando pelo local quando viu dezenas de pessoas acompanhando o drama do adolescente, que estava com uma faca na mão, pendurado na passarela. Ela conseguiu se aproximar do garoto dizendo para a polícia que era namorada dele e a razão pela qual ele pretendia cometer suicídio.Na verdade, de acordo com a imprensa local, o menino estava desesperado porque a mãe dele havia falecido e a madrasta não o tratava bem. Para completar, a mulher havia fugido com todo o dinheiro do pai. “Ele me disse que não tinha mais ninguém, ninguém se preocupava com ele ou confiava nele. Eu mostrei as cicatrizes que tenho nopulso direito, de quando eu tentei o suicídio porque ninguém na minha família estava feliz (...). Eu já estive no lugar dele e sei exatamente como foi”, disse Liu.Durante a conversa, a chinesa beijou o adolescente e a polícia aproveitou para fazer o resgate. Se os dois mantiveram contato depois, não se sabe. Mas Liu Wenxiu foi convocada para ajudar a polícia novamente. O garoto, que foi levado para a delegacia, disse que só contaria a verdadeira razão da tentativa de suicídio se a falsa namorada estivesse presente.

Confira o vídeo com a reportagem da TV local e momento do beijo

quarta-feira, 6 de abril de 2011

BORROU-SE À TRAMELA DO 'JOÃOZINHO' - Bob Dylan estreia na China aos 69 anos, BUT... sem músicas de protesto

Público de 10 mil fãs quase lotou Ginásio dos Trabalhadores de Pequim.

Cantor tocou faixas como 'Like a rolling stone' e 'A hard rain's a-gonna fall'.

Da EFE

Bob Dylan em show na China nesta quarta-feira (6) (Foto: Reuters)Bob Dylan em show na China nesta quarta-feira (6)
(Foto: Reuters)

Foi preciso esperar 50 anos de carreira, mas nesta quarta-feira (6) Bob Dylan finalmente se apresentou na China, embora sem cantar seus hinos políticos mais famosos, "The times they are a-changin'" e "Blowin' in the wind".

O público de Pequim, no entanto, pareceu não se importar, vibrou emocionado e respondeu com aplausos, especialmente quando Dylan tocou outra de suas músicas mais populares, "Like a rolling stone".

Cerca de 10 mil pessoas, aproximadamente 90% da capacidade máxima, assistiram ao histórico show no Ginásio dos Trabalhadores de Pequim, que não via tanta animação desde quando acolheu as disputas de boxe nas Olimpíadas de 2008.

O público, formado em sua maioria por jovens e estrangeiros, também se entusiasmou com outro de seus clássicos, "A hard rain's a-gonna fall", embora tenha se mostrado um pouco frio no início do show, quando Dylan tocou alguns de seus trabalhos mais recentes.

O artista, que no dia 11 de abril comemorará 50 anos de carreira, preferiu em boa parte da apresentação desviar o centro das atenções para seus companheiros de banda, tocando quase sempre o teclado em uma das laterais do palco, embora em algumas ocasiões tenha prendido o violão no pescoço e lançado mão de sua inseparável gaita, que quando soou obteve mais palmas do público.

Tudo isso em um cenário austero, no qual a longa sombra do cantor e seu chapéu foram na maior parte do tempo a única decoração. Dylan quase não falou com o público entre as músicas, mas compensou dando o máximo de sua rouca voz em cada canção e pondo a plateia de pé no final da apresentação, algo raro em um país onde todos os shows são sentados.

Plateia assiste ao show de Bob Dylan na China (Foto: AFP)Plateia assiste ao show de Bob Dylan na China (Foto: AFP)

No fim do espetáculo, ao contrário de sua performance anterior - em Taipé, a capital da ilha de Taiwan -, Dylan não recitou sua ode contra a guerra, "Blowin' in the wind", e optou por uma canção sem conotações políticas na qual se declarou disposto a continuar na estrada por muitos anos: "Forever young".

A ausência de canções como "The times they are a-changin'", que nos anos 1960 alimentou os sonhos revolucionários ocidentais, faz pensar se a censura chinesa, como ocorreu há meia década com os Rolling Stones, não teria enviado aos organizadores uma lista de canções "não permitidas", embora a pergunta a esta dúvida, como diria Dylan, está pairando no vento.

Contudo, a apresentação do antigo "rebelde", que será repetida dentro de dois dias em Xangai, é um detalhe, embora simbólico, da abertura do país ao exterior, em um momento especialmente difícil para as liberdades no gigante asiático, devido à perseguição à dissidência elevada com a prisão do mais famoso artista nacional, Ai Weiwei.

Bob Dylan (Foto: AP)Bob Dylan se apresenta pela primeira vez em Pequim (Foto: AP)

O show desta terça-feira (5), unido ao apresentado recentemente em Pequim por outros artistas veteranos como The Eagles, levanta a hipótese de que as autoridades culturais chinesas abandonaram o receio sobre as estrelas de rock estrangeiras que se iniciou em 2008, quando a islandesa Björk pediu a independência do Tibete em Xangai.

Dylan, por sua vez, tem nos próximos dias outro evento de grande importância simbólica para sua carreira: um show marcado para o próximo dia 10 de abril em Ho Chi Minh, a antiga Saigon.

Será sua primeira atuação no Vietnã, um país cuja guerra foi condenada pela juventude americana enquanto ouvia as canções deste pai do rock alternativo.

terça-feira, 29 de março de 2011

China, EUA e Coreia do Sul detectam radiação vinda do Japão


Yumi Saitou, moradora de Fukushima, é testada para detectar possível radiação

Moradores de Fukushima vêm sendo sendo submetidos a testes

Autoridades de China, EUA e Coreia do Sul afirmaram nesta terça-feira terem detectado radiação vinda do Japão.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos disse ter detectado indícios de radiação na água da chuva de diferentes Estados americanos, como Alabama, Califórnia, Havaí, Idado, Nevada, Washington, e em territórios do país como Ilhas Mariana do Norte e Guam.

A agência divulgou comunicado no qual afirma que ''a quantidade de isótopos radiativos é condizente com o incidente nuclear japonês'', em referência às explosões que ocorreram na usina de Fukushima Daiichi, pouco após o tsunami e o terremoto que abalaram o Japão no último dia 11 de março. A agência acrescentou, entreanto, que eles não constituem um perigo para a saúde.

Já o Ministério da Proteção Ambiental da China disse que doses ''extremamente baixas'' do iodo-131, um material radioativo, têm sido encontrados nas zonas costeiras do país, como Guangdong, Jiangsu, Xangai, Zhejiang, Anhui e Guangxi.

O ministério já havia detectado vestígios de material radioativo no ar da província de Heilongjiang, no nordeste do país.

Mas as doses encontradas, de acordo com o ministério, foram tão pequenas que não representam ameaça para a saúde pública. O ministério chinês afirmou ainda que não seria necessária a adoção de qualquer medida especial.

Veto

A China vem realizando testes na água e em alimentos para monitorar níveis de radiação. Permanece em vigor a proibição da importação de certos produtos importados japoneses.

No Vietnã, o jornal Thanh Nien relatou que cientistas vietnamitas também encontraram pequenas quantidades de radiação no ar do país.

O Instituto Sul-Coreano de Segurança Nuclear disse que detectou vestígios de iodo-131 em Seul e em sete outros lugares no sul da Coréia do Sul.

Um funcionário do Ministério da Agricultura disse à agência de notícias AFP, entretanto, que "nenhum vestígio de radiação tem sido encontrado até agora, quer no nosso próprio peixe ou os importados do Japão".

Plutônio

A empresa japonesa Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a usina nuclear de Fukushima Daiichi, anunciou na segunda-feira que técnicos detectaram plutônio no solo de cinco locais da usina Fukushima Daiichi.

A Tepco afirmou que o nível de plutônio encontrado não oferece risco à saúde. Mas a empresa disse que reforçará o monitoramento do ambiente dentro e nos arredores de Fukushima Daiichi.

As autoridades japonesas anunciaram horas antes que água com alto teor de radiação havia sido encontrada pela primeira vez do lado de fora de um dos reatores da usina nuclear.

A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do governo disse que a Tepco precisará retirar mais água contaminada que vaza de um túnel ligado ao reator número 2.

O vazamento da usina elevou os temores de uma possível contaminação ambiental provocada por líquidos radioativos que estariam escapando do local.

A água contaminada foi encontrada em um túnel subterrâneo que tem uma das entradas localizadas a apenas 55 metros do mar.

Mas a Tepco afirmou que não há indícios de que a água contaminada tivesse chegado ao mar.

domingo, 20 de março de 2011

QUE O COZINHEIRO TENHA O MESMO FIM - Peixe servido em restaurante chinês tem o corpo frito, mas cabeça ainda se mexe

Imagens foram publicadas na internet e causam polêmica.

Antes de comer, clientes tocam animal para vê-lo se mexer.

Do G1, em São Paulo

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O corpo do peixe está frito, coberto por um molho, pronto para o consumo. Mas a cabeça, ainda 'crua', se mexe, como se o animal ainda respirasse.

Um vídeo desse prato inusitado e polêmico, servido em um restaurante na China, foi publicado na internet e é tema de uma reportagem no site do jornal britânico "The Sun" (veja o vídeo).

Foto: Reprodução/The Sun

Prato é servido com molho na China. (Foto: Reprodução/The Sun)


Nas imagens, clientes tocam a cabeça do animal com hashis – palitinhos usados como talher – para vê-la se mexendo, antes de comer a carne frita.

De acordo com o "The Sun", o grupo Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, em inglês) condena a prática. "Toda pessoa decente deveria ficar chocada quando maltrata um animal que está morrendo", disse um porta-voz da entidade.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mondo Cane - Chinêses alteram digital com cirurgia para fugir para o Japão.


O Ministério da Justiça japonês afirmou que oito estrangeiros, vindos da China, de Sri Lanka e do Irã, foram presos entre janeiro e outubro deste ano tentando entrar no país com impressões digitais alteradas.

Uma chinesa presa no Japão, acusada de violar as leis de imigração do país, confessou ter alterado suas impressões digitais cirurgicamente, afirmou a polícia japonesa nesta segunda-feira.

De acordo com a imprensa do Japão, Lin Rong, de 27 anos de idade, alterou as digitais dos dedos de suas mãos em uma cirurgia clandestina, o que permitiria que ela entrasse no país com uma identidade falsa. O Japão costuma checar as impressões digitais de estrangeiros que entram no país para tentar detectar fugitivos ou deportados. A polícia diz acreditar que, após a operação, Lin entrou no Japão com um passaporte falsificado em dezembro de 2008.

A chinesa já havia sido deportada em 2007 por ter ficado no país ilegalmente. Lin foi detida em novembro deste ano, acusada de envolvimento em um casamento falso com um japonês de 55 anos de idade. Ao ser questionada sobre o casamento, os investigadores desconfiaram das cicatrizes de seus dedos.


segunda-feira, 23 de novembro de 2009