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terça-feira, 29 de março de 2011

China, EUA e Coreia do Sul detectam radiação vinda do Japão


Yumi Saitou, moradora de Fukushima, é testada para detectar possível radiação

Moradores de Fukushima vêm sendo sendo submetidos a testes

Autoridades de China, EUA e Coreia do Sul afirmaram nesta terça-feira terem detectado radiação vinda do Japão.

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos disse ter detectado indícios de radiação na água da chuva de diferentes Estados americanos, como Alabama, Califórnia, Havaí, Idado, Nevada, Washington, e em territórios do país como Ilhas Mariana do Norte e Guam.

A agência divulgou comunicado no qual afirma que ''a quantidade de isótopos radiativos é condizente com o incidente nuclear japonês'', em referência às explosões que ocorreram na usina de Fukushima Daiichi, pouco após o tsunami e o terremoto que abalaram o Japão no último dia 11 de março. A agência acrescentou, entreanto, que eles não constituem um perigo para a saúde.

Já o Ministério da Proteção Ambiental da China disse que doses ''extremamente baixas'' do iodo-131, um material radioativo, têm sido encontrados nas zonas costeiras do país, como Guangdong, Jiangsu, Xangai, Zhejiang, Anhui e Guangxi.

O ministério já havia detectado vestígios de material radioativo no ar da província de Heilongjiang, no nordeste do país.

Mas as doses encontradas, de acordo com o ministério, foram tão pequenas que não representam ameaça para a saúde pública. O ministério chinês afirmou ainda que não seria necessária a adoção de qualquer medida especial.

Veto

A China vem realizando testes na água e em alimentos para monitorar níveis de radiação. Permanece em vigor a proibição da importação de certos produtos importados japoneses.

No Vietnã, o jornal Thanh Nien relatou que cientistas vietnamitas também encontraram pequenas quantidades de radiação no ar do país.

O Instituto Sul-Coreano de Segurança Nuclear disse que detectou vestígios de iodo-131 em Seul e em sete outros lugares no sul da Coréia do Sul.

Um funcionário do Ministério da Agricultura disse à agência de notícias AFP, entretanto, que "nenhum vestígio de radiação tem sido encontrado até agora, quer no nosso próprio peixe ou os importados do Japão".

Plutônio

A empresa japonesa Tokyo Electric Power (Tepco), que administra a usina nuclear de Fukushima Daiichi, anunciou na segunda-feira que técnicos detectaram plutônio no solo de cinco locais da usina Fukushima Daiichi.

A Tepco afirmou que o nível de plutônio encontrado não oferece risco à saúde. Mas a empresa disse que reforçará o monitoramento do ambiente dentro e nos arredores de Fukushima Daiichi.

As autoridades japonesas anunciaram horas antes que água com alto teor de radiação havia sido encontrada pela primeira vez do lado de fora de um dos reatores da usina nuclear.

A Agência de Segurança Nuclear e Industrial do governo disse que a Tepco precisará retirar mais água contaminada que vaza de um túnel ligado ao reator número 2.

O vazamento da usina elevou os temores de uma possível contaminação ambiental provocada por líquidos radioativos que estariam escapando do local.

A água contaminada foi encontrada em um túnel subterrâneo que tem uma das entradas localizadas a apenas 55 metros do mar.

Mas a Tepco afirmou que não há indícios de que a água contaminada tivesse chegado ao mar.

domingo, 13 de março de 2011

Níveis de radiação no complexo de Fukushima aumentam no Japão

Nível exato de radiação no local não foi divulgado.

País enfrenta emergência nuclear após terremoto e tsunami na sexta-feira.

Do G1, com agências internacionais*

emergência nuclear no japão (Foto: Arte/G1)

A empresa de energia japonesa Tokyo Electric Power (Tepco) relatou ao governo um aumento dos níveis de radiação no complexo nuclear de Fukushima Daiichi. O nível exato de radiação no local não foi divulgado.

O sistema de refrigeração da usina, situada a 240 km ao norte de Tóquio, foi danificado pelo terremoto e tsunami da última sexta-feira, forçando o operador a liberar gás radioativo para reduzir a pressão.

Mais cedo, funcionários estavam se preparando para injetar água do mar no reator número 2 da usina, conforme informou neste domingo (13) a agência de notícias Jiji, citando a companhia de energia elétrica responsável pela planta. A meta é esfriar os equipamentos na unidade, afetada após o forte terremoto de sexta-feira e local de uma explosão no sábado.

A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão, já está injetando água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.

O governo do Japão alertou, mais cedo, sobre o risco de uma nova explosão. O premiê Naoto Kan disse que a situação da usina ainda era muito grave. As autoridades, no entanto, dizem que não esperam danos em nenhum reator do complexo.

O ministro porta-voz Yukio Edano disse que oreator número 3 da unidade sofre problemas em seu sistema de refrigeração, mas que não há risco de fusão do núcleo.

Edano considerou possível que aconteça uma explosão no recipiente de contenção do reator devido a uma acumulação de hidrogênio, como ocorreu no reator 1, mas insistiu em que o previsível é que não cause danos graves.

Ele também afirmou que uma eventual explosão não causaria novas retiradas de moradores da região, após a mudança para outros lugares de cerca de 180 mil pessoas que vivem em um raio de 20 km em torno da usina nuclear.

Sobre as informações de um possível processo de fusão no núcleo de um reator, Edano disse que não há nenhum dado que confirme que aconteceu essa fusão, embora tenha admitido uma possível “deformação” de uma parte do núcleo devido a um superaquecimento.

Foto divulgada pela TEPCO mostra o teto danificado do reator 1, na usina nuclear Fukushima Daiichi, danificado pela explosão de sábado (12). (Foto: AP)Foto divulgada pela TEPCO mostra o teto danificado do reator 1, na usina nuclear Fukushima Daiichi, danificado pela explosão de sábado (12). (Foto: AP)

Edano destacou, no entanto, que ambos os casos são diferentes e é necessário ser cauteloso com a terminologia, pois segundo ele “uma deformação do núcleo não equivale a uma fusão”.

O porta-voz do governo disse que o nível de radiatividade que desprendia a central de Fukushima chegou a superar em um ponto o limite permitido de 500 microsievert até alcançar os 1.557 microsievert, mas 50 minutos depois tinha se reduzido para 184 microsievert.

“O nível atual não é prejudicial para a saúde”, afirmou Edano, que equiparou o nível máximo de radiatividade emitido pela central com três radiografias de estômago.

Segundo a agência local Kyodo, apesar das retiradas maciças, pelo menos 22 pessoas foram expostas à radiatividade.

Em Fukushima, os esforços se centram em tentar reduzir a temperatura de seis reatores das usinas nucleares 1 e 2, cujos sistemas de refrigeração ficaram danificados pelo terremoto. Para isso, estão sendo usadas água do mar e ácido bórico.

sábado, 12 de março de 2011

Acidente nuclear de Fukushima está no nível 4 em escala até 7, diz Japão

Usina foi danificada por conta do tremor de magnitude 8,9 na véspera.

Governo japonês tenta tranquilizar população, mas preocupação persiste.

Do G1, com agências internacionais

O acidente nuclear ocorrido neste sábado (12) na central de Fukushima 1, no nordeste do Japão, foi avaliado no nível 4 numa escala que vai até 7, anunciou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão.

A explosão na usina foi decorrência doforte terremoto de magnitude 8,9 que atingiu a costa do país na véspera, gerando um tsunami devastador e mais de cem fortes réplicas.

A preocupação em relação à possibilidade de contaminação nuclear persiste, apesar de o governo japonês ter tranquilizado a população em relação às consequências do desastre.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o acidente em Three Mile Island, nos EUA, em 1979, ficou no nível 5, e o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, no grau 7 da INES (Escala Internacional de Eventos Nucleares).

Na escala, o nível 0 corresponde à ausência de anomalias, e o 7, a um acidente grave. No nível 4, o envento já pode ser considerado um "acidente".

mapa usina fukushima (Foto: Arte G1)

A explosão que fez com que parte do prédio que comporta o reator número 1 derretesse. No entanto, o governo afirmou que o exterior do reator não foi danificado e pediu que a população local mantenha a calma.

Ainda assim, as autoridades ordenaram a retirada dos habitantes a um raio de 20 km da usina.

O porta-voz do Estado, Yukio Edano, acrescentou que a radiação no local havia "diminuído bastante" após a explosão.

Rússia se previne
O premiê da Rússia, Vladimir Putin, ordenou a verificação dos planos de de emergência na zona oriental russa, em seguida ao incidente na usina, informou a agência de notícias Ria-Novosti.

O primeiro-ministro falou sobre o assunto numa reunião com o titular da Energia Igor Setchine, com o responsável pela agência russa de energia nuclear Rosatom, Serguei Kirienko, e que contou com a participação do vice-ministro das Situações de Emergência, Rouslan Tsalikov.

As autoridades russas, no entanto, mostram-se tranquilas em relação à possibilidade uma ameaça de poluição radioativa.