Aproximadamente a 125 quilômetros de Chicago (73 milhas), Milwaukee esconde segredos aos olhos menos treinados e aos viajantes desavisados. Depois de uma temporada vagando de bar em bar em Chicago e com o ouvido entupido do melhor Blues da América - isso mesmo, incauto leitor, o melhor blues da América não está no delta do Mississípi, El Tigre (mi perro louco) finalmente chega na fronteira nor-noroeste dos EUA com o Canada. Ainda faz muito frio, e hoje os termômetros bateram na casa dos -8 graus centígrados, desconsiderados os ventos que sopram rajadas atordoantes neste canto do planeta. Ouvimos (ele me arrumou um trampo de segundo motorista/segurança à diva que queria percorrer esse retalho dos EUA. De carro e incógnita, o que me impede por contrato de contar quem é a bela e sua mucama...).
Como dizia, ouvimos do tradicional ao mais eclético e menos ortodoxo blues da Terra. Ótimas casas espalhadas por toda Chicago desvelam em seus pequenos palcos, todos emoldurados por uma indefectível cortina escarlate ou roxa, feitas de um veludo pesado pelo fumo saturado de seus salões, geniais guitar players e músicos, em geral, da melhor qualidade. Gente que sabe que não atravessará o portal da fama, e resignada, queima as digitais nas seis cordas de sua guitarra noite após noite. Night after Night.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Some News from Milwaukee by Les Paul and El Tigre. Pure Warm Blues in a cold winter. Quem será a diva que conduzem pelo Nor-Noroeste americano?
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