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terça-feira, 6 de setembro de 2011

A verdade segundo o PT

Enviado por Ricardo Noblat -
6.9.2011
| 18h02m
POLÍTICA
Guilherme Fiúza, ÉPOCA

O Congresso Nacional do PT, em Brasília, apontou o grande problema do país no momento: a imprensa.

Faz sentido. Se não fosse a imprensa, não haveria necessidade de faxina. A sujeira estaria muito bem acomodada debaixo do tapete, que a toda hora é levantado por esses agentes sádicos da mídia burguesa.

A resolução aprovada pelo partido é bem clara:

“O PT deve repelir com firmeza as manobras da mídia conservadora e da oposição de promover uma espécie de criminalização generalizada da conduta da base de sustentação do governo.”

Fora a criminalização do português (“manobras de promover”), é isso aí.

Os companheiros do PR, por exemplo, estavam em paz no Dnit, superfaturando suas obras sem incomodar ninguém, quando veio a mídia criminalizá-los.

O companheiro ex-ministro da Agricultura, fiel aliado do PMDB, também estava na dele, “utilizando como carona” jatinhos de empresários do setor. Se a imprensa não viesse criminalizá-lo, ele ainda estaria no cargo, voando cada vez mais alto.

Foi a mídia também quem criminalizou os companheiros Palocci e Erenice, atrapalhando suas taxas de sucesso no balcão do palácio.

Por que a imprensa burguesa insiste em torpedear essa rede solidária que sustenta o governo popular? Só pode ser inveja.

Seja o que for, isso não vai ficar assim. O PT decidiu retomar sua proposta de regulação da mídia – decisão imediatamente encampada por dois ministros de Dilma. Agora vai.

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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

DO MESMO SACO - Nunca houve faxina, nem eficiência administrativa e nem tampouco política externa diferentes da praticada por Lulla

A constatação vem facilitada, passado o embevecimento que assomou colegas da imprensa com a limpeza que ora se assanhava no Planalto. No manuseio da vassoura, a presidente Dilma Rousseff. Esqueceram-se todos esses mesmos analistas que antes haviam carimbado - com apenas 30 dias passados da posse, alguns com mera semana e meia - um novo perfil de governo, gestor, ágil e empreendedor sob a batuta da eficiência 'gestora' da presidente Dilma e percebem hoje quase tudo parado. Os mesmos que também viam mudanças na política externa com a saída do megalonanico Celso Amorim (trazido de volta ao Planalto) e ora percebem o silencio do Governo brasileiro quando o assunto refere-se a Líbia, a Síria, Battistis ou `a violação aos direitos humanos em alguma ditadura que lhe pareça sensivel ideologicamente. Esqueceram-se, como dito, que nenhum dos problemas emergiram da Oposição (que não existe - Demo, PSDB e a maioria foram quando governo no passado, o PT da ultima década, encastelado no poder central). Esqueceram-se, ainda, que a ' faxina' não foi fruto de investigação ou controle do Executivo contra a corrupção. O Governo andou a reboque dos jornais e revistas, sem empenho nenhum em defenestrar o cancro moral herdado da era Lulla. Dilma, mae do PAC e ministra da Casa Civil de Lulla fica entre a cruz e a calderinha: faxina se faz aonde tem sujeira e lixo, e o lixo foi deixado pelo 'painho' politico que a criou e sob seu nariz. As vísceras do Executivo, emprenhadas pela inexistência de senso ético são objeto de paliativas intervenções, todas feitas com precisão cirúrgica, no limite da necessidade medida pela repercussão. E apenas quando inevitáveis. Na saída do jantar de ontem com o PMDB, um apropriado transporte seria uma frota de caminhões da COMLURB.


Rodeada de PMDB, Dilma exclama: ‘Me sinto em casa’

Sérgio Lima/Folha
A presença da vice-primeira-dama Marcela Temer era um prenúncio de que a noite seria de confraternização social, não de articulação política.

Os convidados começaram a chegar ao Palácio do Jaburu às 20h15. O carro que levava Dilma Rousseff cruzou o portão da residência oficial de Michel Temer perto das 20h30.

Juntaram-se no salão principal mais de uma centena de pessoas. Excetuando-se meia dúzia de petistas, todos os demais eram congressistas e ministros do PMDB.

O convite previa que seria servido um jantar. Antes, serviu-se um par de discursos. Primeiro falou o anfitrião. Depois, a convidada de honra. Pronunciamentos ligeiros.

Temer realçou a natureza do encontro: “Uma homenagem do PMDB à presidenta Dilma.” O primeiro encontro do gênero desde a posse, em janeiro.

Embora ciente de que seu partido encontra-se trincado no Senado e na Câmara, Temer escorou-se no número de presentes para exaltar a “unidade” do PMDB.

Ao agradecer, vendo-se cercada de pemedebês por todos os lados, a petista Dilma exclamou: “Ao lado do PMDB, eu me sinto em casa!” Arrancou palmas da audiência.

Elogiou a fidalguia de Marcela. Referiu-se a Temer como “meu vice.” Recobriu José Sarney de afagos. Na pessoa do presidente do Senado, saudou a “todos.”

Disse que PMDB e PT constituem os “pilares” que asseguram a “estabilidade” da aliança governista.

Vaticinou: “Vamos entregar em 2014 um país ainda melhor do que recebemos.” Expressou-se assim, no plural. Ouviram-se novos aplausos.

Encerrou a intervenção com um chiste à Lula: “Nós viemos aqui pra beber, não pra conversar.” E pôs-se a circular entre os convivas.

Os garçons do Jaburu serviram vinho tinto, água e refrigerantes. Destoando da maioria, Dilma encomendou guaraná. “Guaraná diet”, ela enfatizou.

A presidente que desfilou pelo mármore do Jaburu não se parecia com a Dilma dos rompantes, com fama de durona. Era como se estivesse, de fato, “em casa.”

Ao cruzar com Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, Dilma brincou: “O Henrique não tem o direito de me pedir mais nada. Ganhou um aeroporto.”

Referia-se ao aeroporto potiguar de São Gonçalo do Amarante. Levado ao martelo em leilão da véspera, tornou-se o primeiro terminal do país a atrair investidores privados.

Dilma deu de cara com o ministro Pedro Novais (Turismo), que, horas antes, havia enfrentado uma inquirição no Senado sobre os malfeitos que vicejam em sua pasta.

São problemas “do passado”, dissera Novais aos senadores, apontando para o legado da gestão Lula.

Despida do figurino de “faxineira” que a fez colecionar quatro ex-ministros, Dilma sorriu para Novais. Apertou-lhe a mão.

Falou-se de tudo no encontro do Jaburu, menos de crise. Servido o jantar, os convidados de Temer foram intercambiar amenidades em várias mesas.

Na principal, além dos anfitriões e de Dilma, acomodaram-se: Sarney; o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS)...

...Os líderes Henrique Alves, Renan Calheiros e Cândido Vaccarezza (PT-SP), o presidente interino do PMDB, Valdir Raupp...

...E dois ministros do PT: José Eduardo Cardoso (Jutiça) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), que compareceu seu o marido, o também ministro Paulo Bernardo (Comunicações).

Como que decidido a deixar Dilma à vontade, Temer convidou os ministros petistas com sala no Planalto.

Além de Gleisi, sentados noutras mesas, estavam Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidencia) e Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

Os senadores Pedro Simon (RS), Roberto Requião (PR) e Jarbas Vasconcelos (PE) não deram as caras. Requião explicou a ausência num telefonema a Temer. Simon, nem isso.

Quanto a Jarbas, ninguém esperava que aparecesse. Ainda mais porque dispunha de um álibi. Festejava seu aniversário. Temer ligou para dar-lhe os parabéns.

No rol dos deputados, fizeram-se representar no Jaburu todos os subgrupos do PMDB. Inclusive a ala que votou no tucano José Serra em 2010.

Lá estavam os ex-serristas gaúchos Osmar Terra, Darcísio Perondi e o suplente Eliseu Padilha, devolvido à Câmara após a transferência de Mendes Ribeiro para a Agricultura.

Mais variado do que o elenco reunido ao redor de Dilma, só o cardápio provido pela cozinha do Jaburu.

Foi um repasto para todos os gostos. Havia salada, peixe (anchovas), carne (filé mignon), arroz (risoto) e massa (rondelli).

Após uma hora e meia de convívio, que incluiu um périplo pelas mesas, fotografias e muito lero-lero, Dilma despediu-se por volta das 22h45.

Deixou atrás de si um rastro de gentilezas que tonificou a sensação de que decidiu seguir os conselhos de Lula, achegando-se de vez ao PMDB.

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Escrito por Josias de Souza às 03h53

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Agenda política tenta "algemar" Polícia Federal. Quem teme as investigações da PF?

Só sobraram os Bombeiros e a Polícia Federal. E o Governo ainda condena quando a PF faz a limpeza necessária? Deixa a PF trabalhar, apenas faltará cadeia. Só isso. No mais, é mandar bronca na cacalhada que suga as prostitutas tetas da Viúva, consumidas avidamente por políticos viciados no tutu que jorra nos ralos do erário (erário é sempre público, portanto, não seja pleonasticamente redundante, tal qual muitos jornalistas, políticos etc etc etc e técnicos de futebol).

11/08/2011 | 19:18

ADPF condena críticas feitas pelo governo sobre a operação voucher

Xaxá
Foto
PRES. DA ADPF, BOLIVAR STEINMETZ

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal condenou as críticas do governo à Operação Voucher. “A Polícia Federal já está sofrendo com os cortes impostos pela agenda econômica do governo. O órgão não pode ser pautado também pela sua agenda política”, alerta o presidente da ADPF, Bolivar Steinmetz. Entre os que criticaram a operação, está o líder do governo, Cândido Vacarezza. "Independentemente da apuração, é evidente o abuso da autoridade do juiz, do promotor e na ação da Polícia Federal. Como existe uma indignação justa contra a corrupção, as pessoas não ficam indignadas com as algemas. Não estou questionando a autonomia, estou questionando o 'como'. Algema é uma tortura psicológica", disse.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ideli suplica apoio parlamentar e recebe 'dura'de Dilma em reunião do Conselho Político

Da Coluna do Cláudio Humberto...
Sponholz
11/08/2011 | 00:00

Súplica de Ideli...

Na reunião anterior do conselho político, Ideli Salvatti tomou bronca após um apelo para o Congresso votar: “Peço, imploro aos senhores...”


Enviar por e-mail Imprimir Twitter
11/08/2011 | 00:00

...desautorizada

Dilma interrompeu, desautorizando a ministra e provocando mal-estar: “Ideli, isso de pedir, implorar, é coisa sua, não minha, nem do governo”.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MP quer anular passaportes. Promopigs, lulluzinhos?


MP recomenda anulação de passaportes diplomáticos

12 de janeiro de 2011 | 16h 35

VANNILDO MENDES - Agência Estado

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília recomendou ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) a identificação de todos os passaportes diplomáticos concedidos no País entre 2006 a 2010 e a anulação dos atos de concessão do documento a pessoas não contempladas pela lei. A medida alcança os passaportes obtidos por dois filhos e um neto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 30 de dezembro último, além do bispo Romualdo Panceiro Filho, da Igreja Universal.

Por lei, o passaporte diplomático só pode ser concedido a presidentes, vices, ministros de Estado, parlamentares, chefes de missões diplomáticas, ministros de tribunais superiores e ex-presidentes, além de dependentes de até 24 anos de idade. Os filhos do presidente - ambos acima da idade limite - e o neto não se enquadram nas exigências. Mas o ministro Celso Amorim se baseou num artigo da lei que lhe permite a emissão excepcional do documento "no interesse do País".

O MP viu indícios de que o Itamaraty tem feito má interpretação da lei no que se refere às exceções. Em nota, o MPF explicou que o decreto disciplinador de passaporte diplomático prevê só três exceções. "No caso de cônjuge, companheiro ou companheira e dependentes; no caso de funcionários de outras categorias do serviço público, levando-se em consideração as peculiaridades do país onde estiverem a serviço em missão de caráter permanente; e quando se tratar de função do interesse do País".

Embora tenha origem na primeira instância, a notificação ao Itamaraty foi encaminhada por intermédio do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por exigência legal. Conforme a recomendação, as providências sugeridas devem ser concluídas no prazo de 60 dias. "O objetivo é evitar e conter eventuais irregularidades na concessão de passaportes diplomáticos, como tem sido amplamente noticiado pela mídia nos últimos dias", diz a nota.

O MPF explicou que as duas últimas exceções, inclusive a que se refere ao "interesse do País", conferem à autoridade responsável o poder discricionário de decidir pela concessão do passaporte. "A discricionariedade, no entanto, não se revela absoluta, devendo ser balizada pelos critérios impostos pelo próprio Decreto Presidencial", explica. O Ministério das Relações Exteriores tem dez dias para enviar resposta sobre o cumprimento das recomendações.

domingo, 6 de dezembro de 2009

'Canga' cria alentosa expectativa de que o início do fim de uma era esteja, enfim, começando pelas mãos da Polícia Federal

cangablog



DOMINGO, 6 DE DEZEMBRO DE 2009

Escândalo estourando?

Deu no Cacau agora

Interrogatório

Na quarta-feira, quando esperava para embarcar para o Oeste, mais precisamente para Cunha Porã, o futuro governador do Estado, Leonel Pavan, teve uma desagradável surpresa. Agentes da Polícia Federal não permitiram o embarque e o entregaram intimação para depor. Sem opção, Pavan ficou mais de duas horas depondo na sede da PF, em Florianópolis. Os federais investigam negociações envolvendo várias autoridades, o governo de SC e uma empresa do Paraná.

Deu ontem no Prisco:

PF

Está prestes a estourar um gigantesco escândalo político, que tem tudo para produzir reflexos devastadores na sucessão estadual de 2010, bem como na própria transição administrativa.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Musas, João Gilberto, 'narizes de cêra', chinêses e provérbios egípcios inexistentes. Tudo no Pravda!


Mais uma vez, nas últimas semanas, maisbarulho encontra um interessante socorro na coluna do respeitado jornalista Geneton Moraes Neto. Na entrevista com o russo Oleg Ignatiev, também jornalista, publicada em três episódios no especialíssimo espaço que dispõe no Blogs e Colunas da Globo.Com., Geneton nos brinda esta semana com um daqueles 'causos' ilustrativos sobre redações 'tocadas' sob a vara ditatorial de tempos bicudos (enquanto na Rússia continuam matando jornalistas e aqui censurando blogs e até o sagrado direito à opinião). E, mais uma vez, as passagens do texto (http://colunas.g1.com.br/geneton/) que nos pautam, servem 'àquelas' ratazanas de redação pensarem intestinos dilemas. Do tempo em que minha velha Remington tinha a atenção roubada pela musa que sentava ali logo em frente e tão longe, noutra editoria, 'malhando' João Gilberto, e que cartas e horóscopos eram solicitados aos 'berros', sem qualquer pudor ético (os berros nem tanto, pois eram milhões de decibéis dividindo o ar repleto pela fumaça de 60 jornalistas), o texto sobre Sun-Tsé-Lin, operário chinês criado pelo jornalista Oleg Ignatiev tem o condão de desenterrar reminiscências apagadas pelo tempo, levadas no rio da memória sabe-se lá para aonde. Passagens hoje engraçadas, como a invenção de provérbios egípcios e cartas de um chinês inexistente, tinham contornos sombrios na redação do Komsomolskaia Pravda, época em que o tacão das botas ditatoriais do Comitê Central do Partido Comunista esmagava qualquer etéreo laivo de insatisfação. O mundo procurava nas entrelinhas do Pravda (o porta voz oficial do partido) o que acontecia na Rússia pós-Stalin e de Brejenev, o primeiro chamado pelo jornalista de criminoso, o segundo de fraco. MAIS DO MESMO acessando o link acima.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Você sabe quem disse a célebre frase...

Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo.

Não é de hoje que a célebre frase de Abraham Lincoln ornamenta faixas, as faixas ornamentam passeatas, e nesse círculo virtuoso de propagação cultural, o axioma vai perpetuando-se nas sub-culturas às mais variadas, seja pelo matiz político ou ideológico de inspiração (de regra, não cabem mais na mesma equação), seja pelo financiamento que cada um desses 'movimentos' (que empunham faixas e bandeiras) recebe. Mas o busilis do post é outro: estava lá hoje, 17/11, a faixa em frente a sede do INCRA da Rua Deodoro, em Florianópolis, e nela a frase estampada vinha assinada: Valtamir. Ninguém sabe as fontes, as referências do Valtamir, nem souberam tampouco me dizer se ele estava ali, ou se a assinatura significava a propriedade da faixa...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Justificativa 'familiar' para farra das passagens aéreas é conversa pra boi dormir. Na mesma linha desse papo-trouxa a tal falta de regulamentação.


PROIBIÇÃO EXPRESSA X A PERMISSÃO EXPRESSA - A CESAR O QUE É DE CESAR. E as passsagens não eram e nem nunca foram dos parentes de César. Pergunte a um caminhoneiro, mêses longe de casa, da família, morto de saudades do convívio familiar, do cheiro da comida e da patrôa, dos filhos e de seu cantinho abençoado, perguntre se ele não queria estar com sua família todo o final de semana. Vai dizer por obviedade palmar que sim. Pergunte se ele recebe algum adicional 'laboral-familiar' por estar longe de seus entes queridos. Claro que não. A diferença entre o gestor público e nós do lado de cá do balcão é muitíssimo simples. Quem não faltou às aulas inaugurais de qualquer cursinho de Direito, mesmo os mais fuleiros que abundam país afora, sabe por comezinho: na atividade privada não podemos fazer nada que a lei proiba. O gestor público, ao contrário, só pode fazer o que a LEI PERMITE. Assim, não cabe esse papo trouxíssimo pra boi nanar, de que não havia uma regulamentação clara sobre as passagens. SE A LEI NÃO PERMITIA EXPRESSAMENTE, NÃO PODIAM sair a torto e direito usando o que a LEI NÃO LHES DAVA, dispondo do patrimônio público cuja fatia (generosa e abusada) o regulamento não lhes facultava dispor. Aliás, isso está muito além do campo ético.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Porrada em grevistas da prefeitura retira expressiva assinatura de manifesto da APRASC contra Luis Henrique

Ouço há pouco mais de meia hora, ali no calçadão da R. Felipe Schmidt esquina com R. Deodoro, no centro de Florianópolis, o seguinte diálogo: - se não tivessem baixado a porrada nos grevistas da prefeitura eu até assinava. Era a resposta de um senhor de aproximadamente 65 anos ao apelo que saia monocórdio do serviço de som da APRASC, conclamando os transeuntes a assinarem mais um dos trocentos manifestos contra Luis Henrique, traidor das promessas aos praças, da PM et coetera et coetera. No coments, uma vez que a frase que fala por si só revela um sentimento real de parcela da população, que SERIA parceira política das reivindicações dos militares. Soma-se ainda nessa conta, o sentimento de insegurança, a balbúrdia e a imundície que se tornou o Centro da Capital...

terça-feira, 31 de março de 2009

SC será vítima hoje de uma morte anunciada - MARINA SILVA fala sobre a bárbarie ambiental aprovada com as digitais da AL de SC


Sob a epígrafe "A nova tragédia de Santa Catarina", a Senadora Marina Silva deu voz nacional na edição da Folha de São Paulo de ontem, 30/03/2009, ao descalabro ambiental maquiado que a Assembléia Legislativa catarinense vota hoje. "Santa Catarina deu a senha para arrombar a porta." Leia o artigo e tire suas próprias conclusões:



No final de 2008, as imagens da grande tragédia de Santa Catarina impregnaram de dor e perplexidade os olhos e corações de todos os brasileiros. Enchentes acontecem, mas o impacto foi muito maior devido à destruição sistemática do ambiente no Estado, campeão nacional de desmatamento dos remanescentes da mata atlântica na última década.

Agora, mais precisamente amanhã, nova tragédia ameaça Santa Catarina e o Brasil. Desta vez ela é política. A Assembleia Legislativa votará, em meio a um megaesquema de propaganda agressiva contra os ambientalistas, projeto de lei que inacreditavelmente pretende, entre outros absurdos, reduzir a faixa de proteção das matas ciliares, nas margens dos cursos d”água, de 30 para apenas 5 metros!


Desde 2001 há iniciativas para elaborar um código ambiental estadual. Em 2006, entidades do setor produtivo recomendaram que ele se fundamentasse na “estrutura fundiária do Estado e em suas peculiaridades regionais”. O que isso queria dizer vê-se agora. Ao longo de 2007, debates coordenados pelo órgão ambiental estadual (Fatma) resultaram em proposta encaminhada à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e entregue solenemente ao governador em março de 2008. Desde então, governo e membros da Assembleia desfiguraram de tal modo o texto que ele pode ser chamado de Código Antiambiental.


Retira competências e responsabilidades dos órgãos estaduais na proteção ambiental, reduz áreas protegidas e atenta contra a Constituição e a legislação federal, numa verdadeira desobediência civil às avessas, em nome de um pretenso desenvolvimento. Bons tempos em que a desobediência civil era praticada em favor da sociedade.Desse tipo de desenvolvimento já conhecemos os resultados, tanto no nível global quanto no local, como muito bem sabem os catarinenses que perderam suas famílias e casas nas enchentes de 2008.

Aonde querem chegar? Impossível não associar o que acontece em Santa Catarina com as reiteradas tentativas, no Congresso Nacional, de mudança no Código Florestal para flexibilizar normas ambientais. Como a pressão da sociedade e a atenção da mídia nacional têm empatado essas articulações em Brasília, parte-se agora para uma estratégia de minar o código nos Estados, apostando no fato consumado de “leis estaduais” sob encomenda, que desfigurem a legislação federal. Santa Catarina deu a senha para arrombar a porta. Agora é o momento de saber de que substância é feito o Estado brasileiro. Marina Silva - Senadora - Acre

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Edmar, o DEMO que veio da roça e ficou milionário com uma empresa de segurança é o Corregedor que não quer apurar nada


O novo corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira (DEM-MG) talvez não esteja tão enleado quanto supõem nossas esperanças. Ex-integrante da Comissão de Ética conhecido por votar contra a punição dos 'mensaleiros', com sua escolha à Corregedoria da Câmara dos Deputados, teve a vida examinada com lupa pela mídia. Uma vez que os senhores deputados não se acanharam em elevá-lo ao posto de juiz de seus comportamentos, descobre-se agora, que a lupa da imprensa seria desnecessária houvesse um pingo de ética no escrutínio que o alçou ao trono da IMPORTANTE e emblemática função/cargo. Sem qualquer trocadilho com o Castelo de R$ 25 MILHÕES que construiu e não declarou à Receita. Imagem: profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user...