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sábado, 18 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 7 de abril de 2011
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quarta-feira, 9 de março de 2011
Ana Hickmann fala sobre os embassos na Sapucaí: 'Estou com hematomas pelo corpo'
08/03/2011 22h06 - Atualizado em 08/03/2011 22h18
Modelo caiu duas vezes na Sapucaí, em desfile pela Grande Rio.
Pela Vai-Vai, Ana Hickmann desfilou como madrinha da escola.
Carolina IskandarianDo G1 SP
"Até sexta-feira, gente. No desfile das campeãs." Foi assim que a apresentadora Ana Hickmann se despediu dos foliões que lotam a quadra da Vai-Vai na noite desta terça-feira (8), no Bixiga, região central de São Paulo.
Ana desfilou como madrinha da Vai-Vai, na madrugada de sábado (5), e foi prestigiar a agremiação na quadra, nesta terça, mesmo com o joelho esquerdo machucado pelos dois tombos que levou no desfile pela Grande Rio, na Sapucaí. "Deixei as muletas no carro, vim carregada", contou ela, que disse ter tido uma lesão no tendão do joelho.
"O tombo foi feio. Estou com hematomas pelo corpo. Vou ficar três semanas de muletas, mas valeu a pena."
Ela afirmou "com certeza" que estará no desfile das escolas campeãs paulistas, na próxima sexta-feira (11), nem que seja em um carro alegórico. "Eu tinha certeza que a gente ia ficar entre as primeiras colocadas", afirmou a apresentadora, bastante assediada pelos fãs.
Ana levantou a taça e foi saudada pela multidão que tomou conta das ruas no entorno da quadra. "A escola fez muito bonito." Ela descreveu a sensação de ficar no chão, perto do público no desfile paulista. "Poder ficar perto das pessoas é demais. É uma sensação única."
Ana Hickmann desfilou pela Vai-Vai, que homenageou o maestro João Carlos Martins. A escolaconquistou seu 14º título nesta terça-feira (8).
Bloco Vade Retro Abacaxi desfila de ré em Ipanema, no Rio
Samba faz crítica ao excesso de organização dos blocos cariocas.
'O povo é que faz o carnaval', ressalta fundador do bloco.
Bernardo TabakDo G1 RJ
O Vade Retro Abacaxi despertou, no fim da tarde desta terça-feira (8), a curiosidade de muita gente que passava pelo calçadão do Arpoador, em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O motivo é simples, mas insólito: o bloco tem como marca registrada desfilar de ré, com todos andando para trás.
A bateria, que alternava marchinhas de carnaval com a música tema deste ano – “Me deixa hein... paz” - , saiu da concentração, junto à Pedra do Arpoador, e rumou em direção a Rua Francisco Otaviano. À medida que o bloco avançava, sempre de costas, carregava muita gente que estava no calçadão e não resistia à proposta do desfile.
O bloco foi criado em 2003 por um grupo de artistas plásticos, que fizeram um protesto contra a instalação do Museu Guggenheim na cidade do Rio de Janeiro. “A proposta do Guggenheim aqui no Rio era equivocada. Por isso criamos o bloco para fazer uma manifestação. Esse movimento acabou contribuindo para impedir a construção do museu”, conta o artista plástico Aimberê César, um dos fundadores do bloco.
De lá pra cá, o bloco, que é bienal, já fez cinco desfiles, sempre de ré. E, em 2011, o Vade Retro Abacaxi fez uma crítica ao que os organizadores do bloco consideram um excesso de organização do carnaval carioca. “Não somos contra organizar, mas sem choque de ordem”, explicou Aimberê.
“O povo é que faz o carnaval. A cultura é mais importante do que esses clichês de organização, que não são reais”, afirmou o artista plástico. “Se houvesse banheiros químicos suficientes, de qualidade, dignos e limpos, o povo não faria xixi na rua”, finalizou.
terça-feira, 8 de março de 2011
Foi-foi. É-é. Vai-Vai ganha seu 14o. título do carnaval paulistano com homenagem ao maestro João Carlos Martins
08/03/2011 17h59 - Atualizado em 08/03/2011 18h40
'Preciso de mil lenços', diz maestro após
vitória da Vai-Vai
João Carlos Martins recebeu a notícia nos Estados Unidos.
Segundo ele, essa é a maior emoção de sua vida.
Bruno AzevedoDo G1 SP
O maestro João Carlos Martins, homenageado pela escola de samba Vai-Vai, campeã do Carnaval 2011 de São Paulo, afirma que a vitória da agremiação com o enredo “A Música Venceu” é a maior emoção de sua vida. Ele disse não ter palavras para definir o que sentiu ao receber a notícia, mas que se expressaria muito bem se tivesse um piano por perto.
“Eu já fui chamado de maestro chorão. Agora, então, preciso de mil lenços”, disse Martins por telefone ao G1 de Fort Lauderdale, dos Estados Unidos. O maestro está em viagem internacional para anunciar a turnê que fará com a Orquestra Bachiana em setembro. Na quarta-feira (9), o maestro seguirá para Nova York.
Com a vitória, Martins afirma que antecipará sua volta ao Brasil de sexta (11) para quinta-feira (10) para que possa, na sexta, participar do desfile das campeãs no Sambódromo do Anhembi.
“Essa vitória tem um significado para mim que é muito difícil descrever com tudo que passei na vida e receber uma homenagem dessas. Desculpa, mas não estou com palavras [para descrever a emoção]. Se tivesse com piano poderia descrever melhor”, disse emocionado.
Martins acompanhou a apuração de um hotel. Segundo ele, à medida que o telefone começou a tocar com mais frequência foi crescendo a expectativa. Somente na reta final da apuração é que ele conseguiu ver pela internet a leitura das notas.
Durante o desfile, na madrugada de sábado (5), o maestro chegou a dizer que a emoção que sentiu era semelhante à que sentiu ao tocar no Carnegie Hall, em Nova York. Após a vitória, ele diz não ter dúvidas: “Essa é a maior emoção da minha vida. Sem dúvidas”.
Hoje com 71 anos, o pianista se tornou maestro após uma série de problemas nas mãos. Ele perdeu parte dos movimentos depois de sofrer uma lesão em um nervo da mão direita. O músico chegou a recuperar parte dos movimentos com tratamento intensivo, mas na década de 90 foi golpeado na cabeça, vítima de um assalto, e perdeu novamente o movimento das mãos. No século 21, João Carlos Martins dedicou seus conhecimentos à regência e aos projetos sociais que visam à inclusão de jovens carentes por meio da música.
Desfile
A comissão de frente da Vai-Vai trouxe uma síntese da vida do maestro. Entre os 16 componentes estavam personagens da música, política, momentos da vida, mulheres e o futebol, uma das paixões do maestro, que torce para a Portuguesa. Dois componentes com pernas-de-pau representaram pinturas de Salvador Dalí. O pintor espanhol teria dito ao maestro que ele era o maior intérprete do compositor Johann Sebastian Bach, após assistir a uma de suas apresentações no Carnegie Hall, em Nova York.
Com mais de 70 metros, o carro abre-alas - na verdade três alegorias acopladas - sofreu uma pequena avaria na lateral durante a entrada no Sambódromo.
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