Mostrando postagens com marcador Usina Nuclear. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Usina Nuclear. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de abril de 2011

FUKUSHIMA BREAKING NEWS - Tepco inicia bombeamento de 10.000 toneladas de água radioativa

TÓQUIO - A Tepco, empresa proprietária da central nuclear de Fukushima (nordeste do Japão), iniciou nesta terça-feira as operações de bombeamento de 10.000 toneladas de água radioativa do reator 2. Desde o terremoto e tsunami de 11 de março, que danificaram os sistemas de resfriamento dos reatores de Fukushima Daiichi (N°1), centenas de milhares de toneladas de água do mar, e depois água doce, foram utilizadas para resfriar os reatores e impedir a fusão do combustível nuclear.

Parte da água contaminada, calculada em 60.000 toneladas, inundou a sala de máquinas de três dos seis reatores da central, assim como encanamentos e galerias subterrâneas. A alta taxa de radioatividade impede os funcionários da Tokyo Electric Power (Tepco) de reparar os circuitos de resfriamento nos edifícios. Um porta-voz da Tepco informou que 10.000 toneladas de água contaminada no térreo da sala de máquinas do reacor 2 serão transferidas para uma área de tratamento de resíduos radioativos com capacidade para 30.000 toneladas.

Na semana passada, a empresa tentou esvaziar uma galeria técnica subterrânea do reator 2, com a retirada de 700 toneladas de água radioativa. Mas após alguns dias de trabalho, a Tepco constatou que o nível de água não baixava na galeria em consequência dos vazamentos procedente do funcionamento regular dos reatores. O porta-voz da Agência de Segurança Nuclear japonesa, Hidehiko Nishiyama, informou que as operações de bombeamento devem durar 26 dias.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Breaking News Japan - Japão contabiliza mais de 10 mil mortos e situação nuclear se agrava



A situação da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi foi definida como “muito grave” pelo governo japonês. O número de mortes em consequência do terremoto e do tsunami passa de 10 mil pessoas, enquanto 17,5 mil estão desaparecidas.

"Ainda não estamos em uma posição de ser otimistas ", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, em Tóquio, depois da deterioração das perspectivas sobre a Usina de Nuclear de Fukushima 1. Ele afirmou ainda que a perspectiva continua "muito grave " nos reatores 1, 2 e 3. "Seguiremos informando com exatidão.”

O presidente agradeceu as equipes que trabalham na região central e expressou solidariedade com os trabalhadores que ontem (24) sofreram queimaduras graves nas pernas em razão do contato com água radioativa. A alta radioatividade no líquido encontrado na sala de turbinas obrigou os técnicos a saírem do local, interrompendo os trabalhos de reparação dos reatores 1 e 2.

Segundo a empresa que opera a usina, a Tepco, o líquido tinha uma radioatividade de 3,9 milhões de becquerel por centímetro cúbico, 10 mil vezes maior que o normal. Hidehiko Nishiyama, um porta-voz da Agência para a Segurança Industrial e Nuclear (NISA), disse que o aumento da radioatividade no recipiente de líquido pode superaquecer o combustível usado.

Nishiyama afirmou que a água provavelmente vem do núcleo do reator, aumentando temores do início de um processo de fusão. Ou seja, a ligação do núcleo que desencadeia uma reação. "Temos alguns problemas com a proteção contra a radiação", afirmou o funcionário, que pediu a Tepco maior proteção dos trabalhadores na operação da planta.

A Tepco começou a bombear água potável em vez de água do mar esta tarde no reator 1, na sequência de um pedido de Washington para impedir processos de corrosão. O Exército vai transportar grandes quantidades de água para resfriar os reatores, disse o ministro da Defesa Toshimi Kitazawa.

O governo japonês pediu as pessoas que moram em um raio de 30 quilômetros (km) da central para irem para lugares mais afastados. A recomendação não é baseada em razões de segurança, mas para tentar evitar "problemas cotidianos", segundo o porta-voz Yukio Edan.

O chefe de gabinete da Agência Internacional de Energia Atômica, o argentino Rafael Grossi, disse a um canal a cabo de televisão que o material radioativo liberado na atmosfera pela planta em Fukushima "é mínima e não apresenta perigo para a saúde".

O ministro da Economia, Banri Kaida, disse que o Japão está considerando um novo protocolo de segurança nuclear. A Tepco pediu um empréstimo de 1,5 trilhões de ienes, equivalente a US$ 18.500 milhões, nos principais bancos do país para enfrentar os efeitos de acidentes na usina nuclear.

O governo japonês informou que os danos do desastre ultrapassam os US$ 300 bilhões de dólares, ante os dados do terremoto de Kobe em 1995.

Da Agência Brasil


quarta-feira, 16 de março de 2011

Fukushima news - Técnicos deixam usina nuclear de Fukushima por risco de radiação

50 funcionários realizavam o resfriamento de um dos reatores.

Foi constatado um pico nos níveis de radiação dentro da usina.

Do G1, com agências internacionais

O governo japonês realizou nesta quarta-feira (16) a retirada dos 50 técnicos que trabalhavam na estabilização do reator 3 da usina nuclear de Fukushima. A retirada foi necessária após a constatação de um pico nos níveis de radiação dentro da usina.

"As autoridades retiraram os funcionários para uma zona segura, de maneira temporária", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano. Os técnicos jogavam água do mar nos reatores para tentar estabilizá-los e evitar um superaquecimento.

Nesta quarta, uma fumaça branca saindo da usina pôde ser vista por alguns instantes. O fato intensificou os temores de acidente radioativo, já que poucas horas antes foi confirmado um novo incêndio no reator 4.

Reatores danificados
As barras de combustível nuclear dos reatores 1 e 2 da usina nuclear japonesa de Fukushuma Daiichi foram parcialmente danificadas, disse nesta quarta a Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), que opera a planta.

O dano no reator 1 foi de 70%, e no 2, de 33%. O núcleo dos reatores parece ter derretido parcialmente após a perda das funções de resfriamento, ocorridas na sexta-feira (11) após o terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que atingiu a costa.

O derretimento aumentaria o risco de danos aos reatores e de um possível vazamento nuclear, dizem especialistas.

Um novo incêndio atingiu na manhã desta quarta, pelo horário local, o reator 4 da usina de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, mas já foi controlado, segundo a Agência Nuclear do Japão.

Na véspera, uma explosão de hidrogênio provocou um incêndio no mesmo reator, danificando o teto do prédio que o abriga.

O Exército dos EUA, que colabora com as autoridades japonesas, controlou as chamas.

A instalação nuclear, na província japonesa de Fukushima, foi bastante afetada pelo terremoto seguido de tsunami que devastou regiões costeiras japonesas.

O tremor e o maremoto danificaram as funções de refrigeração da usina, forçando a TEPCO a usar água do mar para baixar a temperatura dos reatores e liberar o ar radioativo para a atmosfera a fim de reduzir a pressão causada pelo calor.

O reator 4 estava em manutenção no momento do terremoto. Os reatores 1, 2 e 3 também foram afetados. No total, a usina tem seis reatores.

mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)

Os responsáveis tentam impedir um acidente mais grave, com grande vazamento radioativo.

A usina fica a 240 km da capital do Japão, Tóquio, onde há temor de contaminaçãoradioativa e os níveis de radiação ficaram dez vezes acima do normal nesta terça (15).

O nível da radiação também subiu em outras cidades.

Mas a previsão da meteorologia era de que, nesta quarta, os ventos soprassem para o mar, o que pouparia a capital de uma contaminação pior.

Em meio à tensão causada pela crise nuclear, o país continua os trabalhos de resgate de sobreviventes e de corpos nas regiões costeiras devastadas.

O número de mortos oficial passa de 3.300, mas as autoridades estimam que ele possa passar de 10 mil.

O país também enfrenta cortes programados de energia, por conta do desligamento de usinas nucleares.

O objetivo, segundo o governo, é impedir blecautes maiores.

Também há problemas de desabastecimento de provisões, combustível e nos transportes públicos.

VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)

Efeitos da radiação são devastadores para os seres humanos

Os raios gama são os mais perigosos porque atravessam o corpo e deformam as células, podendo levar a vários tipos de câncer.

Primeiro, o terremoto. Depois, o tsunami devastador e ainda, o medo do que não dá pra ver: a radiação nuclear. As explosões nos reatores da usina de Fukushima 1, no nordeste do Japão, assustaram o mundo. Três tipos de radiação podem ser liberados no meio ambiente em acidentes em usinas nucleares.

Existem as partículas alfa, que geralmente não conseguem ultrapassar a pele de uma pessoa. são praticamente inofensivas. Já as partículas beta são capazes de atingir cerca de um centímetro na pele e podem causar queimaduras.

Os raios gama são os mais perigosos. Atravessam o corpo e deformam as células, podendo levar a vários tipos de câncer. Este é o grande temor de quem vivia perto das usinas nucleares no Japão.

Especialistas em energia nuclear elogiam a rapidez do governo do Japão, que mesmo depois de enfrentar uma catástrofe, retirou rapidamente os moradores do local.

“Houve um colapso das comunicações, um colapso da área de transporte, das estradas, dos serviços públicos, então a remoção foi feita em condições difíceis, mas foi uma decisão acertada e feita no tempo certo, o que salvou várias vidas”, diz o engenheiro nuclear da COPPE UFRJ, Aquilino Senra.

A radiação - em casos de grande vazamento - pode contaminar a água, o solo, os animais, tudo o que é vivo. Se um animal come o pasto contaminado e depois comemos a carne desse animal, estamos trazendo a radiação para dentro do nosso corpo.

Ainda não é o caso do Japão. Mas como medida preventiva, foram distribuídas cápsulas de iodo não radioativo para quem vivia perto das usinas. Com isso, o corpo não permite a absorção do iodo radioativo, evitando danos ao organismo.

“O iodo vai para a tiróide, daí se distribuir iodo em quantidade para as pessoas tomarem e saturar a absorção da tiróide, o iodo radioativo que vier da contaminação na entra mais”, explica o físico da COPPE UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.

terça-feira, 15 de março de 2011

TOKIO NUCLEAR RADIATIONS WINDS - Vento deve poupar Tóquio de ser contaminada por radiação no Japão

Material radioativo vazado da usina de Fukushima deve rumar para o mar.

Índices de radiação da capital eram 10 vezes superiores ao normal na terça.

Da Reuters

mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)mapa terremoto cidades afetadas (Foto: Arte G1)

Os ventos vão soprar do norte sobre a usina nuclear de Fukushima Daiichi na manhã desta quarta-feira (16), levando material radiativo pela costa japonesa, mas depois passarão a vir de noroeste, empurrando o material para o mar, segundo meteorologistas do governo do Japão.

Isso poupará a capital, Tóquio, cidade de 13 milhões de habitantes, que fica 240 quilômetros a sudoeste da usina, cujo sistema de refrigeração sofreu danos no grande terremoto da sexta-feira.

A direção do vento é um fator crucial para avaliar o impacto ambiental da nuvem radiativa resultante das explosões nos reatores.

As autoridades disseram que a radiação em Tóquio era dez vezes superior ao índice normal na terça-feira, quando o vendo soprou do norte e do nordeste.

Moradores da capital temiam a contaminação e muitos estavam deixando a região.

Loja funciona parcialmente às escuras para economizar energia elétrica nesta terça-feira (15) em Tóquio, capital do Japão (Foto: AP)Loja funciona parcialmente às escuras para economizar energia elétrica nesta terça-feira (15) em Tóquio, capital do Japão (Foto: AP)

Acidente de Fukushima já é nível 6 na escala até 7, diz autoridade da França

Situação piorou em relação à véspera, diz presidente de órgão francês.

Japão teve mortes, destruição e encara crise nuclear apór tremor e tsunami.

Da AFP

O acidente nuclear na usina japonesa de Fukushima 2 é de nível 6 numa escala que vai até 7, e a construção em torno do reator número 2 já não é hermética, anunciou nesta terça-feir (15) a Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN).

"O fenômeno adquiriu um alcance muito diferente do de ontem (segunda-feira). Está claro que estamos num nível 6", afirmou André Claude Lacoste, presidente da ASN (organismo independente).

Lacoste afirmou ainda que o prédio de contenção do reator número 2 de Fukushima também já não é hermético.

Na véspera, Lacoste havia afirmado que o acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobil.

"É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil", acrescentou.

No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.

Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobil, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um "acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde".

O nível 6, ou "acidente grave", se refere a um "vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas", e o nível 5, um "acidente com vazamento limitado".

Three Mile Island é uma central nuclear americana que, em 28 de março de 1979, sofreu uma fusão parcial.