Parte da água contaminada, calculada em 60.000 toneladas, inundou a sala de máquinas de três dos seis reatores da central, assim como encanamentos e galerias subterrâneas. A alta taxa de radioatividade impede os funcionários da Tokyo Electric Power (Tepco) de reparar os circuitos de resfriamento nos edifícios. Um porta-voz da Tepco informou que 10.000 toneladas de água contaminada no térreo da sala de máquinas do reacor 2 serão transferidas para uma área de tratamento de resíduos radioativos com capacidade para 30.000 toneladas.
terça-feira, 19 de abril de 2011
FUKUSHIMA BREAKING NEWS - Tepco inicia bombeamento de 10.000 toneladas de água radioativa
sexta-feira, 25 de março de 2011
Breaking News Japan - Japão contabiliza mais de 10 mil mortos e situação nuclear se agrava
quarta-feira, 16 de março de 2011
Fukushima news - Técnicos deixam usina nuclear de Fukushima por risco de radiação
50 funcionários realizavam o resfriamento de um dos reatores.
Foi constatado um pico nos níveis de radiação dentro da usina.
Do G1, com agências internacionais
O governo japonês realizou nesta quarta-feira (16) a retirada dos 50 técnicos que trabalhavam na estabilização do reator 3 da usina nuclear de Fukushima. A retirada foi necessária após a constatação de um pico nos níveis de radiação dentro da usina.
"As autoridades retiraram os funcionários para uma zona segura, de maneira temporária", disse o porta-voz do governo, Yukio Edano. Os técnicos jogavam água do mar nos reatores para tentar estabilizá-los e evitar um superaquecimento.
Nesta quarta, uma fumaça branca saindo da usina pôde ser vista por alguns instantes. O fato intensificou os temores de acidente radioativo, já que poucas horas antes foi confirmado um novo incêndio no reator 4.
Reatores danificados
As barras de combustível nuclear dos reatores 1 e 2 da usina nuclear japonesa de Fukushuma Daiichi foram parcialmente danificadas, disse nesta quarta a Tokyo Electric Power Co. (TEPCO), que opera a planta.
O dano no reator 1 foi de 70%, e no 2, de 33%. O núcleo dos reatores parece ter derretido parcialmente após a perda das funções de resfriamento, ocorridas na sexta-feira (11) após o terremoto de magnitude 9 seguido de tsunami que atingiu a costa.
O derretimento aumentaria o risco de danos aos reatores e de um possível vazamento nuclear, dizem especialistas.
Um novo incêndio atingiu na manhã desta quarta, pelo horário local, o reator 4 da usina de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, mas já foi controlado, segundo a Agência Nuclear do Japão.
Na véspera, uma explosão de hidrogênio provocou um incêndio no mesmo reator, danificando o teto do prédio que o abriga.
O Exército dos EUA, que colabora com as autoridades japonesas, controlou as chamas.
A instalação nuclear, na província japonesa de Fukushima, foi bastante afetada pelo terremoto seguido de tsunami que devastou regiões costeiras japonesas.
O tremor e o maremoto danificaram as funções de refrigeração da usina, forçando a TEPCO a usar água do mar para baixar a temperatura dos reatores e liberar o ar radioativo para a atmosfera a fim de reduzir a pressão causada pelo calor.
O reator 4 estava em manutenção no momento do terremoto. Os reatores 1, 2 e 3 também foram afetados. No total, a usina tem seis reatores.
Os responsáveis tentam impedir um acidente mais grave, com grande vazamento radioativo.
A usina fica a 240 km da capital do Japão, Tóquio, onde há temor de contaminaçãoradioativa e os níveis de radiação ficaram dez vezes acima do normal nesta terça (15).
O nível da radiação também subiu em outras cidades.
Mas a previsão da meteorologia era de que, nesta quarta, os ventos soprassem para o mar, o que pouparia a capital de uma contaminação pior.
Em meio à tensão causada pela crise nuclear, o país continua os trabalhos de resgate de sobreviventes e de corpos nas regiões costeiras devastadas.
O número de mortos oficial passa de 3.300, mas as autoridades estimam que ele possa passar de 10 mil.
O país também enfrenta cortes programados de energia, por conta do desligamento de usinas nucleares.
O objetivo, segundo o governo, é impedir blecautes maiores.
Também há problemas de desabastecimento de provisões, combustível e nos transportes públicos.
Efeitos da radiação são devastadores para os seres humanos
Os raios gama são os mais perigosos porque atravessam o corpo e deformam as células, podendo levar a vários tipos de câncer.
Primeiro, o terremoto. Depois, o tsunami devastador e ainda, o medo do que não dá pra ver: a radiação nuclear. As explosões nos reatores da usina de Fukushima 1, no nordeste do Japão, assustaram o mundo. Três tipos de radiação podem ser liberados no meio ambiente em acidentes em usinas nucleares.
Existem as partículas alfa, que geralmente não conseguem ultrapassar a pele de uma pessoa. são praticamente inofensivas. Já as partículas beta são capazes de atingir cerca de um centímetro na pele e podem causar queimaduras.
Os raios gama são os mais perigosos. Atravessam o corpo e deformam as células, podendo levar a vários tipos de câncer. Este é o grande temor de quem vivia perto das usinas nucleares no Japão.
Especialistas em energia nuclear elogiam a rapidez do governo do Japão, que mesmo depois de enfrentar uma catástrofe, retirou rapidamente os moradores do local.
“Houve um colapso das comunicações, um colapso da área de transporte, das estradas, dos serviços públicos, então a remoção foi feita em condições difíceis, mas foi uma decisão acertada e feita no tempo certo, o que salvou várias vidas”, diz o engenheiro nuclear da COPPE UFRJ, Aquilino Senra.
A radiação - em casos de grande vazamento - pode contaminar a água, o solo, os animais, tudo o que é vivo. Se um animal come o pasto contaminado e depois comemos a carne desse animal, estamos trazendo a radiação para dentro do nosso corpo.
Ainda não é o caso do Japão. Mas como medida preventiva, foram distribuídas cápsulas de iodo não radioativo para quem vivia perto das usinas. Com isso, o corpo não permite a absorção do iodo radioativo, evitando danos ao organismo.
“O iodo vai para a tiróide, daí se distribuir iodo em quantidade para as pessoas tomarem e saturar a absorção da tiróide, o iodo radioativo que vier da contaminação na entra mais”, explica o físico da COPPE UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa.
terça-feira, 15 de março de 2011
TOKIO NUCLEAR RADIATIONS WINDS - Vento deve poupar Tóquio de ser contaminada por radiação no Japão
Material radioativo vazado da usina de Fukushima deve rumar para o mar.
Índices de radiação da capital eram 10 vezes superiores ao normal na terça.
Da Reuters
Os ventos vão soprar do norte sobre a usina nuclear de Fukushima Daiichi na manhã desta quarta-feira (16), levando material radiativo pela costa japonesa, mas depois passarão a vir de noroeste, empurrando o material para o mar, segundo meteorologistas do governo do Japão.
Isso poupará a capital, Tóquio, cidade de 13 milhões de habitantes, que fica 240 quilômetros a sudoeste da usina, cujo sistema de refrigeração sofreu danos no grande terremoto da sexta-feira.
A direção do vento é um fator crucial para avaliar o impacto ambiental da nuvem radiativa resultante das explosões nos reatores.
As autoridades disseram que a radiação em Tóquio era dez vezes superior ao índice normal na terça-feira, quando o vendo soprou do norte e do nordeste.
Moradores da capital temiam a contaminação e muitos estavam deixando a região.
Acidente de Fukushima já é nível 6 na escala até 7, diz autoridade da França
Situação piorou em relação à véspera, diz presidente de órgão francês.
Japão teve mortes, destruição e encara crise nuclear apór tremor e tsunami.
Da AFP
O acidente nuclear na usina japonesa de Fukushima 2 é de nível 6 numa escala que vai até 7, e a construção em torno do reator número 2 já não é hermética, anunciou nesta terça-feir (15) a Autoridade Francesa de Segurança Nuclear (ASN).
"O fenômeno adquiriu um alcance muito diferente do de ontem (segunda-feira). Está claro que estamos num nível 6", afirmou André Claude Lacoste, presidente da ASN (organismo independente).
Lacoste afirmou ainda que o prédio de contenção do reator número 2 de Fukushima também já não é hermético.
Na véspera, Lacoste havia afirmado que o acidente nuclear de Fukushima alcançou um nível de gravidade maior do que Three Mile Island, mas não chegou ao nível de Chernobil.
"É algo além de Three Mile Island (nível 5) sem alcançar Chernobil (nível 7). Estamos com toda certeza num nível intermediário, mas não se pode descartar que podemos chegar a um nível da catástrofe de Chernobil", acrescentou.
No sábado, as autoridades japonesas anunciaram que o acidente na usina de Fukushima N°1 alcançou o nível 4 da escala de acontecimentos nucleares e radiológicos (INES), que tem seu máximo no nível 7.
Segundo esta escala, a catástrofe nuclear de Chernobil, ocorrida em abril de 1986, foi avaliada no nível 7, o mais alto jamais alcançado, definido como um "acidente maior, com um efeito estendido ao meio ambiente e à saúde".
O nível 6, ou "acidente grave", se refere a um "vazamento importante que pode exigir a aplicação integral de contramedidas previstas", e o nível 5, um "acidente com vazamento limitado".
Three Mile Island é uma central nuclear americana que, em 28 de março de 1979, sofreu uma fusão parcial.