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sexta-feira, 25 de março de 2011

Breaking News Japan - Japão contabiliza mais de 10 mil mortos e situação nuclear se agrava



A situação da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi foi definida como “muito grave” pelo governo japonês. O número de mortes em consequência do terremoto e do tsunami passa de 10 mil pessoas, enquanto 17,5 mil estão desaparecidas.

"Ainda não estamos em uma posição de ser otimistas ", disse o primeiro-ministro Naoto Kan, em Tóquio, depois da deterioração das perspectivas sobre a Usina de Nuclear de Fukushima 1. Ele afirmou ainda que a perspectiva continua "muito grave " nos reatores 1, 2 e 3. "Seguiremos informando com exatidão.”

O presidente agradeceu as equipes que trabalham na região central e expressou solidariedade com os trabalhadores que ontem (24) sofreram queimaduras graves nas pernas em razão do contato com água radioativa. A alta radioatividade no líquido encontrado na sala de turbinas obrigou os técnicos a saírem do local, interrompendo os trabalhos de reparação dos reatores 1 e 2.

Segundo a empresa que opera a usina, a Tepco, o líquido tinha uma radioatividade de 3,9 milhões de becquerel por centímetro cúbico, 10 mil vezes maior que o normal. Hidehiko Nishiyama, um porta-voz da Agência para a Segurança Industrial e Nuclear (NISA), disse que o aumento da radioatividade no recipiente de líquido pode superaquecer o combustível usado.

Nishiyama afirmou que a água provavelmente vem do núcleo do reator, aumentando temores do início de um processo de fusão. Ou seja, a ligação do núcleo que desencadeia uma reação. "Temos alguns problemas com a proteção contra a radiação", afirmou o funcionário, que pediu a Tepco maior proteção dos trabalhadores na operação da planta.

A Tepco começou a bombear água potável em vez de água do mar esta tarde no reator 1, na sequência de um pedido de Washington para impedir processos de corrosão. O Exército vai transportar grandes quantidades de água para resfriar os reatores, disse o ministro da Defesa Toshimi Kitazawa.

O governo japonês pediu as pessoas que moram em um raio de 30 quilômetros (km) da central para irem para lugares mais afastados. A recomendação não é baseada em razões de segurança, mas para tentar evitar "problemas cotidianos", segundo o porta-voz Yukio Edan.

O chefe de gabinete da Agência Internacional de Energia Atômica, o argentino Rafael Grossi, disse a um canal a cabo de televisão que o material radioativo liberado na atmosfera pela planta em Fukushima "é mínima e não apresenta perigo para a saúde".

O ministro da Economia, Banri Kaida, disse que o Japão está considerando um novo protocolo de segurança nuclear. A Tepco pediu um empréstimo de 1,5 trilhões de ienes, equivalente a US$ 18.500 milhões, nos principais bancos do país para enfrentar os efeitos de acidentes na usina nuclear.

O governo japonês informou que os danos do desastre ultrapassam os US$ 300 bilhões de dólares, ante os dados do terremoto de Kobe em 1995.

Da Agência Brasil


domingo, 13 de março de 2011

BREAKING NEWS - Dois Reatores Explodem na usina de Fukushima, 2 Mil corpos são encontrados e novo alerta de tsunami é dado no Japão

Governo suspendeu o alerta geral, Porém, está mantido para província litorânea.
Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)

Da France Presse
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Um novo terremoto foi sentido esta segunda-feira (hora local) por volta das 10h (22h de domingo, hora de Brasília), menos de três dias após o sismo mais forte da história do Japão, de magnitude 8,9. Quase uma hora depois, um alerta de tsunami foi emitido. A agência Kyodo citou uma autoridade dizendo que ondas de até três metros pderiam atingir a costa, incluindo a província de Fukushima.
O novo sismo teve magnitude 6,2 segundo a agência meteorológica japonesa e 5,8, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS). O epicentro deste novo terremoto foi registrado no mar, 150 km a nordeste de Tóquio, na província de Ibaraki, e fez balançar prédios altos na capital japonesa.
De acordo com o USGS, o abalo, uma das muitas réplicas do terremoto de sexta-feira, ocorreu a uma profundidade de 18 km.
O nível do mar se alterou levemente, mas segundo a agência meteorológica japonesa não há risco de tsunami.
O nordeste do Japão foi devastado na sexta-feira pelo maior terremoto já registrado no país, ao qual se seguiu um tsunami igualmente destruidor, que podem ter matado mais de 10 mil pessoas.