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sábado, 8 de outubro de 2011

E A CIÊNCIA ESTAVA MAIS UMA VEZ ERRADA. Trio recebe Nobel de física por provar aceleração da expansão do Universo ..

Três astrônomos norte-americanos foram escolhidos na categoria física.

Pesquisas com supernovas renderam o prêmio aos estudiosos.

Do G1, em São Paulo

Os cientistas norte-americanos Saul Perlmutter, Adam Riess e Brian Schmidt receberam o Nobel de física de 2011 por pesquisas que mostraram como a expansão do Universo está acelerando. Os estudos se basearam na observação da luz de supernovas - explosões que marcam o fim da vida de estrelas com muita massa.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) no Instituto Karolinska em Estocolmo, na Suécia. O fato de que o Universo está se expandindo já era conhecido desde a década de 1920. O trio, no entanto, descobriu que essa expansão está acelerando -- e não desacelerando, como era anteriormente esperado.

Os ganhadores do Nobel de Física 2011: Saul Permutter, Adam Riess e Brian Schmidt (Foto: Permutter e Riess: AP; Schmidt: Divulgação)Os ganhadores do Nobel de física 2011, que estudam a aceleração do Universo: os norte-americanos Saul Permutter, Adam Riess e Brian Schmidt (Foto: Permutter e Riess: France Presse; Schmidt: Divulgação)

"A partir de seus estudos, eles descobriram que a taxa de expansão do Universo está acelerando. Essa conclusão veio como uma enorme surpresa para os cientistas", disseram os membros do comitê do Nobel.

Durante o anúncio, os apresentadores do prêmio mostraram que 95% da energia estimada no Universo não tem origem conhecida. "Consiste de objetos que nós não sabemos nada a respeito. Essa descoberta é um marco para os estudantes de cosmologia."

Sobre a expansão, o comitê da premiação afirma que o Universo teria dobrado de tamanho nos últimos 5 bilhões de anos - mesma idade do nosso Sistema Solar. Para demonstrar a rapidez do "crescimento", os premiados analisaram a luz de supernovas distantes e próximas.

Para o comitê, as pesquisas realizadas pelo trio também mostram como equações da teoria da relatividade geral, a principal teoria desenvolvida pelo físico alemão Albert Einstein em 1915, estão corretas.

A premiação será de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a R$ 2,7 milhões. Saul Perlmutter receberá metade desse valor. Já Schmidt e Riess irão ficar com 2,5 milhões de coroas suecas cada, já que dividem o prêmio - ambos são membros do mesmo projeto, o High-z Supernova Search Team.

Palavra do premiado
Contatado pela Fundação Nobel por telefone, Brian Schmidt, atualmente trabalhando na Austrália, disse que não esperava o prêmio. "É uma dessas coisas que a gente pensa que nunca vai acontecer", disse ele em coletiva.

É como se meus filhos tivessem nascido, estou fraco nos joelhos"
Brian Schmidt, Nobel de física
de 2011

O cientista diz que dará uma aula amanhã exatamente sobre o assunto que lhe rendeu o Nobel. "É como se meus filhos tivessem nascido, estou fraco nos joelhos", disse o astrônomo, que trabalha na Universidade Nacional da Austrália.

Já Saul Perlmutter é membro da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos. Adam Riess integra a equipe de cientistas da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, também em solo norte-americano.

Ainda nessa semana serão conhecidos os vencedores dos prêmios de química, literatura e da paz. Na segunda-feira (10), será conhecido o vencedor na categoria economia.

Na última segunda-feira, o Instituto Karolinska anunciou três cientistas como vencedores do Nobel de medicina de 2011: o francês Jules Hoffman, o norte-americano Bruce Beutler e o recém-falecido canadense Ralph Steinman, que continua como recebedor do prêmio.

Entenda o prêmio
A história da expansão do Cosmos começou com o trabalho de cientistas como Edwin Hubble - que foi homenageado ao servir de nome para o telescópio. Eles conseguiram mostrar, por meio de observações, que o Universo estava aumentando de tamanho.

Para crescer, o Universo precisa ter energia, que os astrônomos acreditavam vir somente de objetos como nós, as árvores, os planetas e as estrelas. Mas se isso fosse verdade, a gravidade desses materiais iria fazer o Universo ser "brecado". Ainda iria crescer, mas não tão rápido.

Mas os três cientistas escolhidos para receber o Nobel de física de 2011 mostraram, por observações, que o crescimento do Universo não só existe como está sendo acelerado a cada momento.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cientistas dizem ter achado partícula mais rápida que velocidade da luz

Neutrino chegou 60 nanossegundos antes da luz.

Feito seria 'impossível', segundo teoria de Einstein.

Do G1, com agências internacionais

Cientistas europeus divulgaram nesta quinta-feira (22) uma descoberta que promete abalar um dos pilares fundamentais da física: partículas que bateram a velocidade da luz. O anúncio foi feito por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS) a partir de dados obtidos no supercolisor do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern). Se for confirmado, pode gerar uma reformulação na teoria da relatividade de Albert Einstein.

Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)Sede do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), em Genebra, na Suíça (Foto: AP Photo / Anja Niedringhaus / Arquivo)

Segundo os pesquisadores, os dados foram checados durante seis meses e as medições refeitas 15 mil vezes.

Temos alta confiança em nossos resultados."
Antonio Ereditado, porta-voz do CNRS

"Temos alta confiança em nossos resultados. Checamos e rechecamos procurando por qualquer coisa que possa ter distorcido nossas medições, mas não encontramos nada", afirmou o porta-voz do grupo, Antonio Ereditado.

De acordo com o representante do Cern, James Gilles, a comunidade científica está convidada a analisar os dados e pede que outros físicos tentem repetir o experimento. Para isso, todas as informações referentes à pesquisa serão disponibilizadas online.

Ereditado afirma que a publicação do experimento visa exatamente colocá-lo a disposição de outros cientistas, uma vez que eles admitem que a diferença é muito pequena.

"Meu sonho é que outro experimento independente encontre a mesma coisa -- daí eu ficaria aliviado", disse ele.

A física moderna de Albert Einstein terá de ser revista com a quebra da velocidade da luz (Foto: AP Photo)A física moderna de Albert Einstein terá de ser
revista com a quebra da velocidade da luz
(Foto: AP Photo)

O que aconteceu
Partículas elementares conhecidas como "neutrinos" foram lançadas do Cern, na Suíça, em direção ao laboratório subterrâneo de Gran Sasso, na Itália, a 730 km de distância. Segundo os pesquisadores, elas chegaram 60 nanosegundos (ou 60 bilionésimos de segundo) mais rápido do que a luz em seu destino.

Parece pouco, mas segundo Einstein, nada no Universo poderia ser mais rápido que a velocidade da luz -- nem 1 nanossegundo.

O resultado abre "perspectivas teóricas completamente novas", disse o CNRS em comunicado.

"Dito de outro modo, em uma 'corrida de fundo' de 730 km, os neutrinos cruzaram a linha de chegada com 20 metros de vantagem" , explicou o CNRS.

Milhares de experimentos já foram feitos no passado para testar os limites da velocidade da luz, mas até agora nada foi encontrado que fosse mais rápido que ela.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Se rir é o melhor remédio, GARGALHAR é recomendação médico-científica

Gargalhar age como analgésico, diz estudo

Turista em frente à Torre Eiffel em Paris: rindo à toa

Dar uma boa gargalhada libera substâncias químicas que agem como analgésico natural, reduzindo a dor, indica uma pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha.

Para testar a hipótese, os pesquisadores mediram as reações de voluntários à dor – por exemplo, colocando uma sacola de gelo sobre o braço para medir quanto tempo eles aguentavam.

Depois, eles foram divididos em dois grupos – o primeiro assistiu a um vídeo de comédia de 15 minutos, e o outro assistiu a uma filmagem que os pesquisadores consideraram entediantes, como programas de golfinhos.

Quando foram novamente submetidos a dor, os que tinham dado gargalhadas foram capazes de suportar até 10% mais dor que antes de rir, indicou a pesquisa.

Já os que assistiram a programas entediantes foram menos capazes de suportar dor que antes de assistir ao filme.

Euforia

O coordenador da pesquisa, professor Robin Dunbar, acredita que uma risada incontrolável libera endorfina, uma substância química que não apenas gera certa euforia como atua como analgésico.

"É o esvaziamento dos pulmões que causa o efeito", disse o pesquisador à BBC.

"É exatamente o que acontece quando alguém diz que riu até doer. Soa como uma experiência bastante dolorosa, e é a dor que produz o efeito da endorfina."

A pesquisa indicou que uma risadinha contida não basta; é preciso uma boa gargalhada para ter o efeito.

Além do quê, nem todos os programas de comedia têm o mesmo resultado. Humor bobo, tais como o de programas como Mr. Bean, e até mesmo do seriado Friends, parecem ser mais eficazes.

Já os monólogos de comediantes, no estilo stand-up comedy, não elevaram a tolerância dos voluntários à dor.

"Fico um pouco hesitante de dizer isso, mas tínhamos uma série de vídeos do (bem-sucedido comediante britânico) Michael McIntyre, que achávamos que teria um bom efeito. Mas acho que esse tipo de humor é muito cerebral para gerar grandes gargalhadas", disse Dunbar.

Praticante de risoterapia levantando o astral em campo de ioga na Índia

Efeito social

Os pesquisadores não mediram diretamente o nível de endorfina nos voluntários porque isto envolveria a extração de fluidos através de uma longa agulha – um procedimento que provavelmente geraria mau humor entre o grupo e influenciaria os resultados.

Para o professor Dunbar, a pesquisa pode ajudar a explicar o papel do riso no estabelecimento da sociedade humana, dois milhões de anos atrás.

Enquanto todos os primatas são capazes de rir, só os humanos são capazes de gargalhar e, portanto, liberar endorfina através do riso.

A teoria do professor Dunbar é que a endorfina favoreceu a criação de laços sociais entre os indivíduos da espécie.

"Neste estágio, quisemos mostrar que, sim, rir ativa endorfina. O próximo passo será avaliar se dar risadas realmente faz com que grupos fiquem mais próximos, trabalhem em equipe e demonstrem mais generosidade", disse o pesquisador.

Se este for o caso, poderia explicar porque, há 2 milhões de anos, as tribos de humanos uniam até cem pessoas, enquanto a de primatas de grande porte contemporâneos chegavam apenas à metade deste número.

Notícia velha, mas novíssima! - Pesquisadores americanos dizem ter criado o menor motor elétrico do mundo

Aparelho pode ser usado em nanotecnologia e medicina; criadores buscam reconhecimento da inovação no livro 'Guinness'.


O motor, feito com uma única molécula com diâmetro de um bilionésimo de metro, é tema de um artigo no periódico Nature Nanotechnology.

Por suas dimensões minúsculas, o motor pode ser útil em nanotecnologia e medicina, onde pequenas quantidades de trabalho podem ser aproveitadas de maneira eficiente.

Motores feitos com uma única molécula já foram construídos antes, mas esse é o primeiro que pode ser movido individualmente por uma corrente elétrica.

"As pessoas já descobriram que podem fazer motores movidos a luz ou reações químicas, mas o problema disso é que você dirige bilhões deles ao mesmo tempo", disse à BBC Charles Sykes, químico da Universidade Tufts, em Massachusetts, nos Estados Unidos.

"O que nos empolga em relação ao elétrico é que podemos estimular e observar o movimento de apenas um motor, e podemos ver como as coisas se comportam em tempo real."

Uso em miniatura

O motor consiste de uma molécula de sulfeto de butil metil colocada sobre uma superfície de cobre. O único átomo de enxofre presente na molécula age como um eixo.

A ponta de um microscópio de efeito túnel, ou STM (do inglês Scanning Tunneling Microscope) - uma minúscula pirâmide cuja ponta tem diâmetro de apenas um ou dois átomos -, é usada para enviar uma corrente elétrica para dentro do motor.

Simultaneamente, o STM também produz imagens da molécula enquanto ela gira.

A molécula se move em ambas as direções, com uma velocidade de até 120 rotações por segundo. No entanto, quando se tira a média após algum tempo, observa-se uma rotação real em uma única direção.

Segundo Sykes, se a molécula for levemente alterada, pode ser usada para gerar radiação de micro-ondas ou incorporada aos chamados sistemas nanoeletromecânicos.

"O próximo passo é colocar a coisa para trabalhar para que possamos medi-la - acoplando-a a outras moléculas, enfileirando-as, ao lado uma das outras, para que se transformem em rodas dentadas em miniatura."

"Depois, podemos observar a propagação da rotação em cadeia", disse o pesquisador.

Segundo seus criadores, o motor elétrico de uma única molécula também pode ser útil em medicina. Ele pode ser usado, por exemplo, para levar quantidades controladas de medicamentos a locais específicos no organismo.

Nesse momento, a equipe de Sykes está em contato com o Livro Guinness dos Recordes para tentar registrar sua invenção como o menor motor do mundo.


terça-feira, 19 de abril de 2011

Homens têm fumado menos e mulheres têm bebido mais

O tabagismo caiu no país nos últimos 5 anos, especialmente entre os homens. Já o consumo abusivo de bebidas alcoólicas aumentou entre as mulheres. Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010). A pesquisa indica que cerca de 15,1% dos brasileiros são fumantes, enquanto 22% já deixaram o vício. Os homens são os que mais fumam, mas também são os que têm mais deixado o vício e têm diminuído a quantidade de cigarros consumidos. Os mais velhos, que já fumaram mais de 20 anos, são os que mais têm parado de fumar.

“A diminuição é mais lenta entre os menos instruídos. A carga das doenças não transmissíveis diminui mais lentamente ou aumenta naqueles que têm menos estudo. Um em cada cinco fuma nas classes mais baixas”, explica o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. Segundo ele, os mais velhos estão largando o tabagismo, enquanto os jovens começam a fumar, devido a sabores e cores que chamam a atenção dos adolescentes. "Assim o benefício é anulado".

Por outro lado, as mulheres têm abusado mais do consumo do álcool. 18% dos entrevistados disse ter consumido 5 doses para os homens ou 4 para as mulheres em única vez no último mês. Dentre elas, houve um crescimento chegando a 10,6% em 2010, apesar de os homens ainda abusarem com mais frequência do álcool. Os maiores índices foram encontrados em Recife, Salvador e Aracaju.

A pesquisa visa medir a prevalência de fatores de risco para infarto, diabetes, doenças respiratórias, responsáveis por mais de 64% das mortes no país. O levantamento, realizado anualmente desde 2006, apresenta dados sobre a saúde do brasileiro, a partir de indicadores como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, sobrepeso e obesidade, alimentação e sedentarismo. É ouvida a população adulta com mais de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal.

NÃO POR ISSO ABUSE DAS COISAS DO CORAÇÃO - Nova vacina reduz danos causados por infarto em mais de 60%

Cientistas britânicos dizem ter desenvolvido anticorpo que diminuiria os danos de ataques cardíacos sobre o tecido cardíaco e o cérebro.


Um estudo realizado na Grã-Bretanha comprovou que uma vacina aplicada em vítimas de ataque cardíaco pode reduzir em até 60% as inflamações do tecido cardíaco e os danos sobre as células do cérebro que se seguem a um infarto. Os ataques são causados pela interrupção do fluxo sangüíneo através de um coágulo ou sangramento que priva partes do corpo de oxigênio.

A maior parte dos danos a longo prazo ocorre quando a circulação se inicia novamente - e as próprias defesas do organismo atacam as células privadas de oxigênio. Esse efeito, que ocorre normalmente entre nove e 12 horas após um ataque cardíaco ou derrame, causa inflamação de grandes proporções e provoca mais de 80% dos danos permanentes sofridos. É isso que muitas vezes leva à morte ou à redução considerável da qualidade de vida das vítimas de ataques cardíacos e derrames.

Anticorpo

Mas após uma pesquisa de sete anos, cientistas da Universidade de Leicester contam ter desenvolvido um anticorpo capaz de impedir o corpo de atacar as células privadas de oxigênio. Com isso, as células passam a ser oxigenadas normalmente e, assim, os danos permanentes são reduzidos de forma significativa.

O primeiro passo foi identificar a enzima que tem um papel chave no processo de prejudicar a imunidade do coração. Após tê-la identificado, eles desenvolveram um anticorpo para neutralizá-la. A proteína seria tão eficaz que apenas duas injeções foram capazes de neutralizar a enzima, enquanto o coração se cura.

Foram realizados testes com ratos de laboratórios e mamíferos mais desenvolvidos e o anticorpo também se mostrou eficaz em testes feitos com sangue humano.Testes da vacina com seres humanos devem começar dentro de dois anos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.