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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Origem da BUNDA, em aula colhida na WEB pelo pelo Dr. Tortolla





MOMENTO CULTURAL
Os responsáveis pela bunda como é conhecida na atualidade, e aí me refiro ao conceito contemporâneo de bunda, ou seja, a bunda como ela é, são os africanos. Mais especificamente os angolanos e os cabo-verdianos. Para ser ainda mais preciso, as angolanas e as cabo-verdianas. Foram elas, angolanas e cabo-verdianas, que, ao chegarem aqui durante as trevas da escravatura, revolucionaram tudo o que se sabia sobre bunda até então.
Foi assim: naquela época, a palavra bunda não existia. Os portugueses, quando queriam falar a respeito das nádegas de uma cachopa, diziam, exatamente isso, nádegas. Ou região glútea, tanto faz. Aí, os escravos angolanos e cabo-verdianos chegaram ao Brasil. Só que eles não eram conhecidos como angolanos nem cabo-verdianos. Eram os bantos chamados bundos, que falavam o idioma ambundo. Ou quimbundo. A língua bunda, enfim.
Os bundos, esses, em especial as mulheres bundas, possuíam a tal região glútea muito mais sólida, avantajada, globosa. Os portugueses, que, ao contrário do que se acredita, não são bobos, logo encompridaram os olhares para as nádegas das bundas. Uma delas passava diante de uma turma de portugueses e eles já comentavam: - Que bunda!
Em pouco tempo, a palavra bunda, antes designação de uma língua e de um povo, passou a ser sinônimo de nádegas.
Assim nasceu a bunda.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

UMA RAZÃO GAÚCHA PARA VIVER - Bombacha abaixo

Um gaúcho foi demitido, perdeu guampudo a esposa pro vizinho, a prenda amante traiu o pilchado com o patrão que lhe despediu e o carro foi roubado e não tinha um mísero seguro. Apenas justificativas que o garboso desandou a espalhar. Disse o guapo que dado os sucessivos infortúnios, resolveu se suicidar. Meio descabeçado, prestes a se jogar do viaduto um mendigo interpela a figura anacrônica que de bombacha preparava da murada um salto no nada:

- O senhor vai se matar?

- Vou. E que tu nem tente me impedir tchê.

- Não! Calma. Mas já que o senhor vai se matar, com esse frio não se importaria em dar as suas roupas para mim, não? São meio esquisitas, mas...
O gaucho concordou e se despiu por completo. O mendigo,olhando para o corpo nu do gaucho, pergunta:

- Olha, o senhor tem uma bundinha muito gostosa. Já que vai se matar e ninguém vão saber, deixa eu fazer esse loló campeiro? Darias... como tu dirias, tua rosca?

Sem nada mais a perder, o sujeito concorda e deu o brioco para o transeunte mendigo que lhe castigou o derrièri, esfolando o pepino na cóça de laço que lhe impusera o espiralado cú. Protestou apenas, o suicida, limpar antes de consumar o ato, os gurgumilhos do churril que o mate lhe causara e riscara as calças de bege-café e, impregnara as pelancas do fiofó com sementes de feijão campeiro e mau odor que sentia no dedo indicador que cheirava. Protestou ainda, contudo - Larga meus garrão que quero rebolar pra ti - disse o atezonhado pampeiro suicida desvencilhando seus calcanhares enquanto se arrumava despudoradamente debruço.

Passado o constrangedor acasalamento cabeludo-berberado disse o suicida arroseado como piá pançudo - Mas bah, tu não poderias devolver as minhas roupas?
Diz o mendigo agora intrigado, pós coito animado por rancheiras que inundaram minha infância no radinho de pilha jogado sobre os fardos de fumo do galpão campeiro em que aninhava minha adolescência pré-Câmara dos Deputados [isso, virei deputado federal...]:

- Mas o senhor não vai se matar?

- Mudei de idéia. Descobri uma razão para viver, tchê!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Leitura de Férias: livro discute a influência da 'busanfa', do calipígio, do traseiro na humanidade

Livro francês discute 'influência do traseiro' na humanidade

Capa do livro 'A Face Oculta do Traseiro' (divulgação)

Para autores, falar das nádegas é 'falar de nós mesmos'

Um documentário e um livro que chegam nesta quarta-feira ao público francês prometem alimentar um debate nacional sobre a contribuição do traseiro na formação do imaginário nacional.

La Face Cacheé des Fesses (“A Face Oculta das Nádegas”, em tradução livre), uma parceria entre a documentarista Caroline Pochon e o jornalista Allan Rothschild, estreia em forma de documentário nesta quarta-feira no canal Arte de televisão, horas antes de a edição impressa homônima chegar às livrarias.

Os autores concluíram 18 meses de uma investigação que as editoras da obra, Arte e Democratic Book, estão apresentando como "séria, ao mesmo que lúdica", e com um "toque de espírito libertino". "Quando falamos das nádegas", diz um trecho do documentário, "falamos de nós mesmos".

Psicanálise e semiótica

Os autores propõem uma viagem multidisciplinar pelas diferentes representações do traseiro na história da humanidade, emprestando conceitos de história da arte, psicanálise, sociologia e semiótica.

Pochon e Rothschild falam a um país onde as referências ao que a revista semanal L’Express descreveu como "a parte mais subversiva da anatomia humana" não são incomuns. "A pátria, a honra, a liberdade, nada existe: o universo gira em torno de um par de nádegas", disse o filósofo Jean-Paul Sartre, como lembrou o diário Le Monde.

Nesse contexto, a imprensa vem tratando esta celebração ao traseiro como "a cereja do bolo dos lançamentos natalinos". "Há mil coisas a dizer sobre as nádegas", afirmam Pochon e Rothschild. "Elas nos falam sobre os fundamentos – no sentido literal e figurado – de nossa sociedade, os seus tabus e os seus desejos", refletem.