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quinta-feira, 31 de março de 2011

ELE NUNCA SAIU DO ARMÁRIO - Viúva relata em livro choque ao descobrir 'vida secreta gay' do marido

Sally Ryder Brady conta jornada 'agridoce' em livro de memórias de seu casamento de 46 anos.

Livro recebeu críticas distintas (Foto: Divulgação - St Martin's Press)Livro recebeu críticas distintas
(Foto: Divulgação - St Martin's Press)

Ao mesmo tempo em que lidava com a dor de ter se tornado viúva, após um casamento de 46 anos, a americana Sally Ryder Brady se viu, em 2008, diante de outro desafio: o que fazer com a constatação de que seu marido era homossexual?

Esse é o tema do recém-lançado livro A Box of Darkness (St Martin's Press), em que Sally tenta mostrar como tentou fazer as pazes, na viuvez, com as 'duas vidas' de seu marido, Upton.

Em uma delas, Upton era carinhoso, bom pai, divertido, inteligente, erudito, um editor bem-sucedido. Na outra vida, era introspectivo, violento, homofóbico, com tendências ao alcoolismo - e gay.

Em seu site, a autora diz que a jornada 'agridoce' pela qual passou ao redescobrir seu marido atesta 'os desafios e os prazeres universais do amor duradouro'.

A constatação da homossexualidade ocorreu pouco após a morte de Upton, de causas naturais, em 2008, quando Sally encontrou uma pilha de revistas de nudez masculina em meio aos pertences do marido. 'Respirei fundo diversas vezes, sentindo-me de repente sem oxigênio e um pouco doente', recorda ela em seu livro.

A cena a levou de volta a 1970, quando, após uma noite de bebedeira, Upton admitiu para Sally ter tido relações homossexuais com um velho amigo. Ele atribuiu o ocorrido ao álcool e à 'negligência' da esposa, que não estaria lhe dando atenção suficiente.

Pouco depois de fazer a confissão, Upton encerrou a conversa. E nunca mais o casal tocou no assunto.

'Será que eu sabia?'

Com a descoberta das revistas pornográficas, a questão voltou a atormentar Sally.

'Quero jogá-las (as revistas) fora, mas, como um advogado ou detetive coletando provas, coloco-as de volta na gaveta. Rendo-me a uma enxurrada de tristeza - primeiro, a tristeza de autopiedade de uma amante enganada; então, a tristeza pelo sexo que compartilhamos tão pouco nos últimos 15 anos; finalmente, tristeza por Upton e pelo grande fardo de seu segredo. Como eu posso não ter sabido que ele era gay? Ou será que eu sabia?'

Sally conversou com os quatro filhos, com amigos e com a terapeuta de Upton e constatou que pouco se sabia dessa 'vida secreta' do marido e ele havia mantido sua homossexualidade em uma existência isolada.

'Não (eram) dois Uptons, mas duas realidades, dois mundos que ele deve ter lutado durante toda a sua vida para manter separado. (...) Posso passar o resto da minha vida tentando entendê-lo. Mas quem pode realmente saber o que passa no coração de outra pessoa? O que sei é que Upton me escolheu e que me amou. Acho que isso é suficiente', conclui a autora em sua obra.

O livro recebeu críticas distintas. Uma resenha no Washington Post desdenhou o fato de 'sentirmos como se tivéssemos assistido uma esposa arrastar seu marido (aos holofotes) e dar-lhe o tratamento que ele deve ter merecido. Exceto pelo fato de que ele está morto'.

Já texto do New York Times pondera que 'ainda que nós, como leitores, fiquemos perturbados pela certeza de que Upton ficaria aterrorizado pela versão pública de sua história, é mérito (de Sally) o fato de que sentimos tanta compaixão pelo sofrimento dele quanto pelo dela'.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Digitalização de livros gera polêmica entre acesso livre e pirataria

Corte dos Estados Unidos rejeita acordo da Google para criação de biblioteca virtual e livraria online. Editoras reclamam que rápida dispersão de livros digitais ilegais ameaça viabilidade comercial dos e-books.

Esta semana a Google sofreu um revés em seus planos de construir uma vasta biblioteca digital e uma livraria online. O juiz norte-americano Denny Chin rejeitou um acordo articulado pela gigante da internet com autores e editoras. Em sua decisão, o juiz concluiu que o acordo proposto não era "justo, adequado nem razoável".

O acordo garantiria à Google "direitos para digitalizar livros inteiros, sem a anuência dos proprietários dos direitos autorais, além de recompensar a Google por vender cópias sem permissão de trabalhos protegidos por direitos autorais", disse Chin.

Estava previsto que a Google pagaria 125 milhões de dólares para resolver direitos autorais pendentes e com isso poderia estabelecer um registro independente de direitos de livros. A receita arrecadada com vendas e publicidade seria repassada para os autores e editoras.

Prós e contras

Na Alemanha, a chanceler federal Angela Merkel havia se posicionado pessoalmente contra o acordo. Além disso, várias editoras e autores alemães haviam se manifestado contra o acerto. "Hoje é um dia importante para o direito autoral", disse o presidente da Associação do Comércio Livreiro Alemão, Gottfried Honnefelder, na quarta-feira, um dia após a decisão.

Google Books já digitalizou mais de 15 milhões de livrosGoogle Books já digitalizou mais de 15 milhões de livrosApoiadores do acordo argumentam que a biblioteca digital e a livraria online propostas pela Google colocariam à disposição milhões de livros esgotados e dariam aos autores uma nova oportunidade de lucrar com seu trabalho. A diretora jurídica da Google, Hilary Ware, disse que a decisão judicial foi "claramente decepcionante" e que a companhia iria "considerar nossas opções".

Em dezembro passado, a gigante da internet lançou a Google eBookstore, um empreendimento separado da Google Books, que foi lançado em 2004 e já digitalizou mais de 15 milhões de livros de mais de 100 países.

Prato cheio para a pirataria

Mas se de um lado está a possibilidade de ampliar o acesso aos livros, do outro está a pirataria. A moderna cultura do "download" colocou na cabeça das pessoas que tudo o que existe na internet está à disposição, e de graça.

Para o desgosto de muitas editoras em todo o mundo, um crescente número de consumidores tem preferido fontes ilegais para adquirir livros e periódicos. Grandes livrarias eletrônicas ilícitas reúnem todo o tipo de obras – da cara literatura científica a recentes best-sellers, sem contar os jornais e revistas.

Restrições de oferta e altos preços acabam levando consumidores á tentação do download ilegal. "Quando as editoras não disponibilizam o conteúdo que você precisa, o download ilegal é uma forma de autoajuda", diz Manuel Bonik, autor de um novo estudo sobre pirataria de livros digitais. A estimativa é que tal comportamento provoque perdas milionárias anualmente às editoras.

Batalha perdida

Nos EUA, e-books substituem rapidamente cópias tradicionaisNos EUA, e-books substituem rapidamente cópias tradicionaisLeis que fixam o preço de livros fizeram da Alemanha um prato cheio para a pirataria. Regulamentações preocupadas em proteger editoras e pequenos varejos contra grandes redes comerciais têm levado a altos preços de e-books no país.

O estudo de Bonik mostra que as lojas de e-books comerciais estão perdendo a corrida contra os websites ilegais. Estatísticas da ferramenta de busca do Google sugerem que as pessoas buscam primeiro por e-books em lugares que elas sabem serem ilegais.

Em alguns casos os e-books são de fato gratuitos, principalmente no Projeto Gutenberg – coleção de livros cujo direito sobre a propriedade intelectual já expirou e, portanto, podem ser distribuídos gratuitamente.

A maioria das editoras tenta defender seu território e remover o conteúdo pirateado da web, mas parece que elas estão travando uma batalha perdida. "Os websites de e-books ilegais são hospedados normalmente no exterior, em países como Togo, onde a busca pelos responsáveis é quase impossível", diz Susanne Barwick, advogada da Associação do Comércio Livreiro Alemão.

Autora: Annika Reinert / Francis França
Revisão: Carlos Albuquerque


segunda-feira, 14 de março de 2011

Yves Marchand e Romain Meffre mostram Detroit em ruinas em livro fotográfico

Fotógrafos registram abandono de Detroit

Os fotógrafos franceses Yves Marchand e Romain Meffre retrataram no livro Detroit in Ruins a decadência da cidade que já foi uma das maiores dos Estados Unidos.

O projeto foi executado entre 2005 e 2010. Os dois já fotografavam teatros abandonados em Paris até encontrar, na internet, uma imagem da estação ferroviária abandonada em Detroit. Com esta imagem em mente, os dois partiram para os Estados Unidos.

Chegando à cidade, os fotógrafos encontraram uma paisagem de abandono e decadência no centro de Detroit, algo que começou na década de 50 e se acelerou nos anos 60.

Detroit é a cidade onde a indústria automobilística nasceu: Henry Ford criou a primeira linha de produção em 1913. Com isso, a cidade cresceu com belos prédios e chegou a ter quase 2 milhões de habitantes na década de 50.

No entanto, nos anos 50 a classe média branca começou a deixar o centro da cidade. Na década seguinte, em 1967, a tensão social chegou ao auge com um dos confrontos urbanos mais violentos da história dos Estados Unidos.

Depois disso, o êxodo da população se acelerou e bairros inteiros começaram a desaparecer. Prédios antigos do centro de Detroit foram esvaziados, a cidade perdeu metade de sua população em 50 anos.

As fotos mostram desde prédios públicos abandonados, como escolas e bibliotecas, até bancos e hotéis luxuosos, além de fábricas de carros. Detroit, que já foi capital industrial no século 20, agora exibe ruínas em seu centro.

Os autores afirmam que Detroit ainda apresenta todos os prédios típicos de uma cidade americana, porém em estado de mumificação, como a delegacia de polícia onde documentos de investigação estão pelo chão ou casas antigas que já foram luxuosas.


    segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

    A ARTE DO (ou 'no') SEXO - Um novo brinquedinho iterativo para colorir sua vida

    Artista cria livro de colorir para adultos

    Temas mais maduros mudam o público comum infantil dos cadernos para colorir

    Da Redação
     Divulgação
    O artista Tyson McAdoo, especialista em arte pin-up, desenvolveu um livro de colorir que sai do lugar comum do público infantil. Ele criou o Hot Wax, um livro de 32 páginas destinado ao público adulto, com temas de nudez,tatuagem e lingerie. O livro custa o equivalente a R$ 24.

    sábado, 12 de dezembro de 2009

    London Talk homepage

    Bibliotecas públicas e a voz da comunidade

    Categorias dos posts:

    Daniel Gallas | 12:02, sexta-feira, 11 dezembro 2009

    Comentários (2)

    Esses dias eu percebi que um hábito de consumo meu mudou muito desde que me mudei para Londres. Eu praticamente parei de comprar livros aqui. Neste ano, só comprei dois livros.

    library226.jpgNo entanto, 2009 foi um ano em que li vários livros - de clássicos a lançamentos recentes. O motivo disso são as excelentes bibliotecas públicas de Londres. É difícil achar defeitos nas bibliotecas daqui. Os catálogos são atualizadíssimos, quase sempre com várias cópias dos últimos lançamentos do mercado. Os prazos são flexíveis (três semanas por livro), com multas baixas e possibilidade de renovação pela internet.

    Caso você não encontre um livro na sua biblioteca, mas que está disponível em outra do mesmo bairro, é possível encomendá-lo via internet para que ele seja retirado na biblioteca mais próxima da sua casa. Eu, que moro na fronteira de dois bairros de Londres - Lambeth e Southwark -, ainda tenho a vantagem de poder explorar os catálogos dos dois bairros.

    Isso sem falar no vasto catálogo de CDs e DVDs, que são alugados a baixos preços. Isso explica por que há tão poucas locadoras de filmes em Londres. É impossível competir com a biblioteca pública.

    Além disso, as bibliotecas se esforçam para unir pessoas de interesses comuns na comunidade. Há mais de um ano, minha esposa e eu estamos frequentando um grupo de leitores de quadrinhos. Nunca fui um grande fã das "graphic novels", mas confesso que graças ao grupo conheci vários quadrinhos com qualidade superior a de muitos livros da literatura clássica, como a série Love & Rockets, dos irmãos Hernandez.

    Pois foi frequentando o grupo de quadrinhos que tive uma inusitada experiência de participação política nas decisões da comunidade daqui.

    Há dois meses, os administradores das bibliotecas de Lambeth decidiram encerrar as atividades do grupo de quadrinhos do qual eu participo. Na visão deles, não havia necessidade de pagar hora extra para o funcionário que organizava os encontros. As reuniões acontecem uma vez por mês às 19h30, o único horário possível para quem trabalha durante o dia.

    MAIS DO MESMO http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/london/


    quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

    16ª edição do Prêmio AÇORIANOS de Literatura Adulta e Infantil agita Porto Alegre. Conheça a relação dos premiados e o serviço da cerimônia


    Em 14 de dezembro, às 20h, será realizada a 16ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil, no Teatro Renascença (Av. Erico Verissimo, 307, Porto Alegre, RS) e no saguão do Centro Municipal de Cultura.

    Conhecida como "A Noite do Livro", a premiação é dedicada aos melhores da produção literária e livreira de Porto Alegre, e reconhece os melhores títulos do ano anterior em dez categorias (narrativa longa, poesia, conto, crônica, ensaio de literatura e humanidades, literatura infantil, literatura infanto-juvenil, categoria especial, capa e projeto gráfico/design), além de seis destaques (editora e/ou livraria do ano, projeto de incentivo, promoção e divulgação da literatura, mídia digital, mídia impressa, rádio e TV). Durante a cerimônia de entrega dos troféus também será anunciado o Livro do Ano, que será escolhido entre os vencedores de todas as categorias e receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil. MAIS DO MESMO em http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2009/12/10/premio-acorianos-de-literatura-divulgara-os-vencedores-no-dia-14-de-dezembro.jhtm

    Veja abaixo os finalistas do Prêmio Açorianos de Literatura 2009:

    Categorias Não Literárias:

    Capa

    "O Muro", de Christina Dias, Capa de Elma, Editora Meia Lua
    "Raiva nos Raios de Sol", de Fernando Mantelli, Capa de Samir Machado de Machado, Não Editora
    "Theatro São Pedro: 150 Anos", de Gunter Axt (organizador), Capa de Flávio Wild, Editora Nova Prova

    Projeto Gráfico

    "As Guerras dos Gaúchos: História dos Conflitos do Rio Grande do Sul", de Gunter Axt (coordenador), Projeto Gráfico de Marília Ryff-Moreira Vianna, Editora Nova Prova
    "De Carona, com Nitro", de Luis Dill, Projeto Gráfico de Joãocaré e Juliana Dischke, Artes e Ofícios Editora Ltda
    "Ficção de Polpa (Vol. 3)", de Samir Machado de Machado, Projeto Gráfico de Samir Machado de Machado, Não Editora

    Categorias Literárias

    Conto

    "A Frase do Doutor Raimundo", de Antônio C. de A. Ribeiro/Orlando Fonseca/Tânia Lopes/ Athos M. Cunha (organizador), Editora Movimento
    "Grades do Céu", de Susana Vernieri, Editora Libretos
    "Trocando em Miúdos", de Luiz Paulo Faccioli, Editora Record (arrumar)

    Crônica

    "100 Lições para Viver Melhor", de Cláudio Moreno, L&PM Editores
    "234 Posições Pós-Modernas", de Ildo Carbonera, EST Edições
    "Doidas & Santas", de Matha Medeiros, L&PM Editores

    Ensaio de Literatura e Humanidades

    "Fronteiras e Confrontos", de Donaldo Schüler, Editora Movimento
    "Moinhos de Vento: Histórias de um Bairro de Porto Alegre", de Carlos Augusto Bissón, Editora da Cidade
    "Por que Ler Dante", de Eduardo Sterzi, Editora Globo

    Especial

    "As Guerras dos Gaúchos: História dos Conflitos do Rio Grande do Sul", de Gunter Axt (coordenador), Projeto Gráfico de Marília Ryff-Moreira Vianna, Editora Nova Prova
    "Manual de Anti-Ajuda", de Dois Santos dos Santos, Editora Nova Roma
    "Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios", de Luiz Cláudio Cunha, L&PM Editores

    Infantil

    "Doido para Voar", de Hermes Bernardi Jr., Artes e Ofícios Editora Ltda
    "
    Histórias Bem..." (Coleção), de Caio Riter e Márcia Leite, Editora Escala Educacional
    "Transpoemas", de Ricardo Silvestrin, Editora Cosac Naify

    Infantojuvenil

    "De Carona, com Nitro", de Luis Dill, Projeto Gráfico de Joãocaré e Juliana Dischke, Artes e Ofícios Editora Ltda
    "Meu Pai Não Mora Mais Aqui", de Caio Riter, Editora Biruta
    "Todos contra Dante", de Luis Dill, Editora Companhia das Letras

    Narrativa Longa

    "A Parede no Escuro", de Altair Martins, Editora Record
    "O Professor de Botânica", de Samir Machado de Machado, Não Editora
    "Uma Leve Simetria", de Rafael Bán Jacobsen, Não Editora

    Poesia

    "In Verso", de Tania Alegria, RIE - Redactors i Editors
    "Monolítico (Memória que Não Morre)", de Luiz de Miranda, Design Editora
    "Prosa do Mar", de Marlon de Almeida, Editora 7 Letras

    Coletânea de cartas de Machado de Assis reunidas em livro pela Academia Brasileira de Letras não revelam se Capitu capitulou

    A Academia Brasileira de Letras está lançando o segundo tomo de"Correspondências de Machado de Assis" contendo cartas e bilhetes do escritor a amigos e familiares, uma forma única de conhecer os pensamentos e a intimidade do maior representante da literatura brasileira. Este segundo volume traz as correspondências entre 1870 e 1889, período no qual o autor produziu romances como "A Mão e a Luva", "Helena", assim como coletâneas de contos. O terceiro e último livro da série será lançado no ano que vem com cartas de 1889 até 1908, ano da morte de Machado.

    Entre os assuntos encontrados nas cartas, tanto escritas por Machado como recebidas de colaboradores e amigos, está o desapontamento do escritor com a repercussão negativa de "Memórias Póstumas de Brás Cubas", muito ousado e diferente para a época, e uma resposta a Eça de Queirós que criticou a sua resenha negativa sobre "O Primo Basílio" publicada na revista "O Cruzeiro". Maiores informações e contato para compra através do site da Academia Brasileira de Letras. MAIS DO MESMO em http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2009/12/10/academia-brasileira-de-letras-lanca-livro-com-correspondencias-de-machado-de-assis.jhtm