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terça-feira, 13 de março de 2012

Você conhece Albufeira, em Portugal? El Tigre, mi perro louco refaz antes da primavera a rota que percorreu num verão dos anos 70 com uma diva hollywoodiana

El Perro percorreu o sul de Portugal no verão de 1969, dirigindo uma Mercedez-Bens creme com estofados grená, exigência de uma celebridade hollywoodiana. De lá, seguiram até Saint Tropez margeando o Mediterrâneo numa história recheada de glamour e lágrimas, sexo, traições e arrependimentos. A diva o levara a Europa por segurança, já que o cão fazia bicos com metade da canastrada dos estúdios. 

Especialmente, quando depois de alguns martinis ao entardecer de Los Angeles, decidiam seguir para Las Vegas,  consumindo tudo quanto era aditivos, lícitos e ilícitos, dentro da limousine que o cão com maestria guiava noite a dentro pelo deserto. Na manhã seguinte, cedinho, regressavam incógnitos pela malta de repórteres e incólumes após um sono restaurador, estatelados nos fundos do enorme Cadillac. Era uma Sodoma amplificada com o acréscimo das drogas e do álcool. Uma Gomorra móvel, que desfilava o pecado Mojave afora. Naquela época, uma peça completava quase meia-década de sucesso em Nova Iorque, na Broadway. Lauren Bacall, no teatro, e Ingrid Bergman no cinema, protagonizaram a enfermeira nessa comédia que trazia um divertidíssimo Walter Matthau. Portugal ganhou depois sua adaptação .... (leia abaixo). 
 
Enquanto isso, El Perro seguia em direção a Espanha numa jornada que recebeu a visita de galãs e cafajestes, alguns galãs cafajestes, outros cafajestes marginais ao mainstream. Mas as cores do Mediterrâneo, especialmente naquele início de verão europeu, dramatizavam o cenário digno de uma pena afiada. Até chegarem na Côte d'Azur três paradas foram marcantes para a celebridade, despercebida pelos farejadores dos tablóides de fofoca da Velha Senhora (detalhes nos próximos posts)
 
Ficheiro:Albufeira 7.jpgA FLOR DO CACTO estreou na Broadway em Nova Iorque em Dezembro de 1965, contando com Lauren Bacall no papel da enfermeira, onde foi um dos maiores êxitos teatrais da década ultrapassando as 1200 representações. Rapidamente foi adaptada ao cinema, numa comédia protagonizada por Walter Matthau e Ingrid Bergman, pela qual Goldie Hawn recebeu o Oscar logo na sua estreia no grande écra. Nos anos 70, foi um colossal êxito em Portugal, contando com actores de eleição como Laura Alves, Paulo Renato, Alina Vaz, Carlos José Teixeira, Ângela Ribeiro, Alda Pinto e Rui Mendes, entre outros, permanecendo durante dois anos em cena no Teatro Monumental. Em 2010, Hollywood regressou a uma adaptação extremamente livre deste texto com Jennifer Aniston e Adam Sandler em ENGANA-ME QUE EU GOSTO, enquanto a versão teatral de A FLOR DO CACTO regressou aos palcos de Nova Iorque, nos primeiros meses deste ano, sendo actualmente um dos maiores êxitos da Broadway. (Leia no Original)
 





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O "Som" que sai das mesas dos DJs de regra é uma bosta composta de baixo e batera de repetitivo mau gosto. Pior, quando o arremate vem em forma de "sertanejo universitário" e "pagode de boutique"

Mi perro loco e senil levou-nos, eu e o musico e engenheiro de som Jam Walker em um famoso mix de bar descolado com Beach Club, localizado no badalado Norte / Leste da Ilha (relevem alguns problemas de acentuação do meu PC), No caminho, para conhecer o espaço onde vamos tocar um set modernoso/contemporâneo, estilo Maiorca-Ibiza-St Tropez, entre as evoladas psicodélicas dos adeptos, fizemos uma breve pesquisa de material apropriado para nosso duo COOLcoroK & CoCOOlrocka, composto por um Baixão pesado pilotado pelo Jam W e a sobreposição de riffs de guitarra poderosos e velozes pelo signatário (modesto) em jumps, loops and grooves - ou o que seja isso para os leigos.
 Assim, na muvuca de cds espalhados no Bugatti (phodam-se os invejosos, eh assim que chamo minha Kombi) redescobrimos alguns temas raros, nascidos nos primórdios dessa tendencia, que se at é  teve um inicio promissor com os belos discos cosmopolitas do Buddha Bar parisiense e seu clone de verão na Cote D'Azur, com excelentes participação de protagonistas da zona mediterrânea (Europa Africa e Asia Menor - Península da Ásia Ocidental conhecida por península da Anatólia, situada entre o mar Negro e o mar Mediterrâneo), o processo infaustamente descambou para a imbecilização que alguns chamam hoje de musica. As raves tornaram-se o oásis de sniffers insones. Emerge, então, com mais e mais vigor a mediocridade hoje reinante, apesar de dois ou três pratos, da alta tecnologia, high fidelity e dezenas de milhares de musicas aa disposição. Ha material suficiente para o mais imbecil dos DJs mixar minimamente com bom gosto e noção de campo harmônico. Talvez seja pedir demais. Limitam-se, na maior parte do tempo, a montar um set prévio com batidas que alternam o frio ao quente, o rápido ao lento, drum & bass repetitivos. E a turba, todos e todas, ficam com uma mãozinha pra cima e a cabeça meio inclinada lateralmente pra baixo balançando num sicronismo árido de criatividade e pobreza estética alarmante. Tico e Teco esbarram-se por horas a fio, e movidos a balinhas e que tais, regadas por água ou por champas (a intimidade da galera que emula os news richs  é  abespinhante quando se trata de alcunhar os modismos da hora). Pois, descubro na Kombi, digo na Bugatti, o CD que encabecou algumas das mais respeitadas listas (se alguma pode ser assim considerada) dos melhores de ... 2008. Assista e diga o que você acha... e também, aproveite e descubra alguma diferença nesses últimos 5 anos... Na volta a assepsia foi feita por Buckethead!