Mostrando postagens com marcador Berlim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Berlim. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de agosto de 2011

09 de Novembro de 1989 - Finally, the wall is down!

Queda do Muro

Alemães em pé em cima do muro, em1989, ele começaria a ser destruído no dia seguinte.

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

O muro de Berlim e o Portão de Brandemburgo ao fundo em 9 de novembrode 1989.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strasse, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira.

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.

"Tear down this wall" (1987) - Depois do democrata veio 23 anos depois o republicano Regan convidar Gorbachev a derrubar o muro

"Tear down this wall!" (em português "Derrube este muro!") foi um desafio do então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan ao líder daUnião soviética Mikhail Gorbachev a destruir o Muro de Berlim.

Em um discurso junto ao Portão de Brandemburgo, em 12 de junho de 1987, na comemoração do 750º aniversário de Berlim, ao falar sobre o Muro, , Reagan propôs a Gorbachev, então secretário geral do Partido Comunista Soviético, que se derrubasse o muro como sinal do desejo de Reagan em aumentar a liberdade no Bloco do Leste.

[editar]Contexto político

Ronald Reagan falando em frente ao Portão de Brandemburgo no Muro de Berlim

Construído em 1961, o Muro de Berlim tornou-se um símbolo do comunismo. No discursoIch bin ein Berliner , o ex-presidente americano John F. Kennedy alegou que o repentino suporte dos EUA à Alemanha Ocidental, logo após ter-se erigido o muro, foi um movimento para evitar fluxo do Leste para o Oeste.

A visita do presidente em 1987 foi a sua segunda dentro de cinco anos. Aconteceu em um tempo de elevada tensão entre o Leste e o Oeste, causada primariamente pelo debate sobre a presença de mísseis americanos de curto alcance na Europa e o acúmulo de material de defesa, mesmo estando em tempo de paz. Reagan havia agendado a participação numa cúpula do G7 em Veneza, Itália, e depois fez uma rápida parada em Berlim.

O Portão de Brandemburgo foi escolhido para destacar a convicção do presidente de que a Democracia ocidental oferecia a melhor alternativa para o fim do Muro.

[editar]O discurso

Chegando em Berlim a 12 de junho de 1987, o presidente e a primeira-dama Reagan estiveram no Reichstag, de onde avistaram o muro de uma sacada. Reagan então fez seu discurso ao portão de Brandemburgo às 14:00, em frente a dois painéis de vidro a prova de balas que o protegiam de franco-atiradores da Berlim Oriental. Cerca de 45 000 pessoas assistiam; dentre os espectadores estava o presidente da Alemanha Ocidental, Richard von Weizsäcker, ochanceler Helmut Kohl e o prefeito da Berlim Ocidental, Eberhard Diepgen. Naquela tarde, Reagan disse:

“Damos as boas-vindas à mudança e à abertura, pois acreditamos que a liberdade e segurança caminham juntos, que o progresso da liberdade humana só pode reforçar a causa da paz no mundo. Há um sinal de que os soviéticos podem fazer que seria inconfundível, que faria avançar dramaticamente a causa da liberdade e da paz. Secretário Geral Gorbachev, se você procura a paz, se você procura prosperidade para a União Soviética e a Europa Oriental, se você procurar a liberalização, venha aqui para este portão. Sr. Gorbachev, abra o portão. Sr. Gorbachev, derrube esse muro![1]”

Referências

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Festival de dança brasileira tem 5ª edição em Berlim

DA DEUTSCHE WELLE, NA ALEMANHA

Festival de dança contemporânea brasileira chega à sua quinta edição fugindo dos clichês sobre a identidade nacional e mostrando um país cheio de energia e politicamente engajado.

Ousadia é a palavra que melhor descreve a quinta edição do Move Berlim, festival de dança contemporânea brasileira que ocorre a cada dois anos na capital alemã. Além de consolidar o intercâmbio cultural entre os dois países, a edição de 2011 do evento teve um caráter político, tanto em sua curadoria como em suas escolhas estéticas.

A boa notícia é que os grupos de dança presentes mostraram que o festival estava certo em suas escolhas. Os espetáculos, que podem ser vistos até este domingo (17/04), são ousados, jovens e cheios de energia, conseguindo ser extremamente brasileiros, regionais e, ao mesmo tempo, cosmopolitas.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Iraniano 'Nader and Simin' ganha Urso de Ouro em Berlim

Drama de Asghar Farhadi foi o grande vencedor da mostra na Alemanha.

Cineasta já havia vencido prêmio de melhor diretor em 2009.

Do G1, com AFP

Asghar Farhadi recebe o Urso de Ouro (Foto: AP)Asghar Farhadi recebe o Urso de Ouro (Foto: AP)

O Urso de Ouro da 61ª edição do Festival de Berlim foi atribuído este sábado (19) ao filme "Nader and Simin - a separation", um drama familiar do diretor iraniano Asghar Farhadi. Recebido com aplausos calorosos em sua exibição na terça-feira (15), o longa logo foi considerado um dos favoritos ao prêmio.

O trabalho de Farhadi, que ganhou o prêmio de melhor diretor pelo suspense "Procurando Elly" na edição de 2009 da mostra berlinense, traz para as telas a história de uma mulher que quer se divorciar para poder levar a filha de 11 anos para viver fora do Irã.

O pedido não é atendido, e assim ela e seu marido, Nader, concordam com uma separação informal, e a menina fica com o pai. Mas ele tem que cuidar do próprio pai, que sofre de mal de Alzheimer.

Para ajudá-lo em casa, Nader contrata uma jovem grávida, que trabalha escondida do marido. A decisão se revela trágica quando ela sofre um aborto espontâneo no trabalho e sua família culpa Nader pelo ocorrido.

"Trata-se de uma crise dos seres humanos de hoje e da questão da moral", explicou o diretor aos jornalistas. "Comparamos o que fazemos com padrões do passado. Aqueles padrões morais não podem mais ser aplicados diretamente, assim não há padrão que você possa usar como referência para as suas ações", emendou.

Cena do filme 'Nader and Simin: a separation'. (Foto: Divulgação)Cena do filme 'Nader and Simin: a separation'.
(Foto: Divulgação)

"Uma pessoa moderna com uma vida moderna tem muitos conflitos, por isso eu acho que as pessoas estão procurando por uma nova definição de moralidade", acrescentou.

Outros prêmios
O ganhador do Urso de Prata como segundo melhor filme foi "O cavalo de Turin", do diretor húngaro Bela Tarr. Ulrich Koehler recebeu o troféu de melhor diretor por "Sleeping sickness", que trata de uma família ocidental que realiza trabalho humanitário na África.

O prêmio de melhor roteiro foi concedido a Joshua Marston e Andamion Murataj por "The forgiveness of blood", que investiga a antiga tradição de feudos familiares que ainda vigora em algumas partes da Albânia até hoje.

O filme argentino "Ausente", dirigido por Marco Berger e exibido na categoria "Fórum", venceu nesta sexta-feira (18) o prêmio Teddy do Festival de Berlim, destinado ao cinema de temática homossexual.

O prêmio, que nesta edição completou 25 anos, foi entregue em uma festa realizada no antigo aeroporto de Tempelhof, em Berlim, que atualmente recebe todo tipo de festas e desfiles de moda.

A cerimônia recebeu a visita do prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, assim como a do diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, e de outras personalidades da vida pública da capital alemã.

"Ausente" é o segundo longa-metragem de Berger, um thriller que trata do poder intimidador das aparências. A produção conta a história de um adolescente que persegue um adulto sabendo que, por ser menor de idade, a Justiça está do seu lado.