Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estreias dos filmes da semana - Assista aos trailers

Estreias dos filmes da semana (18/01) - Opinião e Notícia

Muitas bobagens escritas, críticos frustrados fazendo análises ideológicas, técnica ignorada e especialmente, falta de HUMOR e interesse na diversão que o cinema proporciona: esta é a marca "crônica" nas crônicas que precedem um final de semana cheio de estreias de bom calibre. Vá ao cinema e faça seu próprio juízo. O resto pode estar na ponta de uma caneta frustrada.


1 – Django Livre Faroeste – (Django Unchained) EUA, 2012. Direção: Quentin Tarantino. Elenco: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Don Johnson, Kerry Williams, James Remar, Walton Goggins. Duração: 165 min. Classificação: 16 anos.
Django (Jamie Foxx) é um escravo liberto que, sob a tutela de um caçador de recompensas alemão (Christoph Waltz), parte para encontrar e libertar a sua esposa (Kerry Williams) das garras do fazendeiro Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). Indicado ao Oscar de filme, roteiro original, fotografia, edição de som e ator coadjuvante (Waltz).


2 – O Último DesafioAção – (The Last Stand) EUA, 2013. Direção: Kim Jee-woon. Elenco: Arnold Schwarzenegger, Forest Whitaker, Johnny Knoxville, Eduardo Noriega, Luis Guzmán, Jaime Alexander, Harry Dean Stanton, Zach Gilford, Rodrigo Santoro. Duração: 107 min. Classificação: 14 anos.
Um solitário xerife de fronteira (Arnold Schwarzenegger), ao lado de seus assistentes, tem a missão de impedir que um chefão do narcotráfico (Eduardo Noriega) em fuga pelos EUA chegue à fronteira mexicana em um super-carro, a 300 Km/h.
3 – Amor Drama/Romance – (Amour) França/Alemanha/Áustria, 2012. Direção: Michael Haneke. Elenco: Emmanuelle Riva, Jean-Louis Trintignant, Isabelle Huppert, Alexandre Tharaud, William Shimell. Duração: 127 min. Classificação: 14 anos.
Um casal francês octogenário precisa ajustar sua rotina quando ela tem um derrame que limita seus movimentos e ele passa a viver em função dos cuidados médicos dela. Indicado ao Oscar de melhor filme, filme estrangeiro, diretor, roteiro original e melhor atriz (Emmanuelle Riva).
4 – Sammy: A Grande Fuga Animação – (Sammy’s Avonturen 2) Bélgica, 2012. Direção: Vincent Kesteloot, Ben Stassen. Vozes: Wesley Johnny, Isabelle Fuhrman, Billy Unger. Duração: 92 min. Classificação: livre.
Continuação da aventura da tartaruga marinha Sammy, que é capturada por humanos e levada para um aquário submarino. Com exibição em 3D.
5 – O Homem Mais Procurado do Mundo Ação – (Seal Team Six: The Raid on Osama Bin Laden) EUA, 2012. Direção: John Stockwell. Elenco: Cam Gigandet, Anson Mount, Freddy Rodríguez, Xzibit, Kathleen Robertson, Robert Knepper, Eddie Kaye Thomas. Duração: 117 min. Classificação: 14 anos.
Baseado na ação real da CIA, em parceria com os membros das forças especiais do exército dos EUA, para encontrar o terrorista Osama Bin Laden no Paquistão.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

"As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne" - Personagem de Hergé chega ao cinema pelas mãos de Steven Spielberg

Diretor demorou 30 anos para conseguir fazer filme do personagem.

Tintin é considerado por Spielberg o antecessor de Indiana Jones.

Da France Presse

Tintin (Foto: Divulgação)Cena de "As aventuras de Tintin: o segredo
do Licorne" (Foto: Divulgação)

Tintin saltou das páginas das histórias em quadrinhos para as telas de cinema pelas mãos do americano Steven Spielberg, que filmou em 3D as aventuras do intrépido repórter, no longa-metragem que estreia
na Bélgica no próximo sábado (22).

"As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne" terá sua estreia mundial em Bruxelas - terra natal do célebre personagem criado há 80 anos por George Remi, mais conhecido como Hergé -, trinta anos depois de Steven Spielberg pensar pela primeira vez em levar o personagem para o cinema.

O cineasta estava fascinado desde 1981 pelo repórter de topete e sapatos esportivos, que Spielberg considera o antecessor de Indiana Jones, o arqueólogo da saga também dirigida por ele, um dos maiores sucessos da história do cinema.

Desde então ele desejava levar para o cinema as aventuras do jornalista investigador, mas sabia que não queria um filme com atores, nem um desenho animado.

Críticos que já assistiram ao filme em Paris consideram que a longa espera valeu a pena e que o diretor de "E.T." conseguiu captar a magia do herói que conquistou várias gerações de amantes dos quadrinhos.

Saga
O projeto de Spielberg de filmar Tintin, personagem quase desconhecido nos Estados Unidos, foi uma aventura desde o início.

O diretor contactou Hergé em 1983 e o belga parecia entusiasmado em trabalhar com o americano, mas o criador de Tintin morreu antes de um encontro. Foi a viúva do artista, Fanny, quem cedeu ao cineasta os direitos para levar o repórter ao cinema, em 2006, após árduas negociações.

Mas Spielberg teve que esperar pelo desenvolvimento da tecnologia de "motion capture" (captura de movimento) para poder filmar Tintin, que foi coproduzido pelo diretor da saga "O Senhor dos Anéis", Peter Jackson.

Ele queria usar a técnica, na qual os movimentos de atores reais dão vida a personagens digitais por meio de sensores - algo já visto por exemplo nas criaturas azuis de "Avatar" -, para dar mais emoção e expressividade aos personagens.

O britânico Jamie Bell, que interpreta Tintin, vestiu uma roupa especial com pontos eletrônicos, que ao ser captados pela câmeras permitiu aos animadores reproduzir seus movimentos no cinema.

Bell, que interpretou "Billy Elliot" em 2000, compartilha o protagonismo com Andy Serkis (Gollum no "Senhor dos Anéis"), que encarna o Capitão Haddock, enquanto Daniel Craig, o atual James Bond, interpreta a Rackham o Terrível.

Milu, o cão que é o fiel amigo de Tintin, é o único personagem completamente digital do filme, baseado em três histórias em quadrinhos.

O lançamento do filme também tem um caminho distinto ao usual: ao invés de uma estreia nos Estados Unidos, "As Aventuras de Tintin" será exibido primeiro na Europa.

A estratégia é criar uma grande expectativa para a estreia do filme nos Estados Unidos, às vésperas do Natal, que é uma das grandes esperanças de bilheteria de Hollywood.

sábado, 8 de outubro de 2011

UMA BELA PITANGA EM FLOR - Camila encara nudez pela primeira vez no cinema


Camila Pitanga encara pela primeira vez a nudez no cinema

A atriz participará do longa-metragem Eu Receberia as Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios

Apesar de já ter brilhado com personagens sensuais na tevê, Camila Pitanga irá encarar pela primeira a nudez no cinema, no longa-metragem Eu Receberia as Piores Notícias Dos Seus Lindos Lábios. Nele, a atriz viverá Lavínia, ex-prostituta e ex-drogada.

À revista Alfa, ela revelou que se consultou com Sônia Braga – estrela do filme Gabriela (1983) e da novela (1975) de mesmo nome – sobre o grande desafio de mostrar-se, diante das câmeras, como veio ao mundo:

— Ficamos quase duas horas conversando. Ela me disse "Olha, Camila, o que fiz foi o seguinte: como sabia que tinha muitas cenas de sexo, já fiquei pelada no primeiro dia".

http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,380,3517515,Camila-Pitanga-encara-pela-primeira-vez-a-nudez-no-cinema.html

sábado, 1 de outubro de 2011

Obras de construção e reforma de salas de cinema terão isenção de tributos federais

Medida tem como objetivo estimular o aumento no número de salas no país

A construção e reforma de salas de cinema passarão a ser isentas de tributos federais. Medida provisória publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União prevê a suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) para projetos de salas de exibição de filmes.

O benefício consta do programa Cinema Perto de Você, criado pela medida provisória. A principal novidade é um regime especial de tributação para as empresas com projetos de construção de salas aprovados pela Agência Nacional do Cinema (Ancine). Elas comprarão mercadorias sem tributação para concluir as obras. No caso de produtos importados, também haverá a suspensão do Imposto de Importação.

Segundo o subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa, a medida tem como objetivo estimular o aumento no número de salas de cinema no país.

— A ideia é incentivar a construção e reformas de salas de cinema para ampliar o acesso da população [à produção cinematográfica] — declarou.

Atualmente, a alíquota de PIS e Cofins soma 9,25%. O IPI, em média, corresponde a 12%, o que totaliza uma carga tributária federal de cerca de 20% para o setor de cinema. A Receita Federal, no entanto, informou não ter previsão de quanto deixará de arrecadar com a suspensão desses tributos.

Um decreto ainda sem data para ser editado decidirá se a suspensão de tributos vale apenas para equipamentos específicos de cinema (como projetores e telas) ou se também abrangerá os materiais de construção usados nas obras das salas de exibição.

Para ter direito ao incentivo, a empresa terá de apresentar projeto de construção ou modernização de salas à Ancine. Se for aprovado, ela ainda terá de se habilitar na Receita Federal para aderir ao regime especial de tributação.

O programa Cinema Perto de Você também prevê a criação de uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a construção de salas. O Ministério da Fazenda, no entanto, não informou os detalhes sobre as condições dos empréstimos.

AGÊNCIA BRASIL

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

EMMY x OSCAR - Público migra junto com seus astros para TV e mitiga relevância da festa da estatueta dourada

Jornalista Heloisa Tolipan, do JB, traça novo perfil do público e das celebridades que ao emprestarem seus talentyos à televisão, relativizam a importância do Oscar...

HT na TV: prestígio dos Emmy Awards coloca em xeque relevância do Oscar?

Editor da coluna analisa a relação dos espectadores com a premiação voltada para TV

Jornal do BrasilPor Pedro Willmersdorf

Confira também o nosso blog.

Não é de hoje que se comenta sobre o crescimento desenfreado de participações de grandes astros de Hollywood em séries de TV norte-americanas. Quebrou-se, já faz um tempinho, a barreira entre a calçada da fama do cinema dos sonhos ianques e a telinha da TV, hoje palco para grandes produções, com a presença ilustre de nomes por trás das câmeras, como Martin Scorsese, tanto quanto à frente delas, como, por exemplo, Kate Winslet, em seu primeiro trabalho feito para a caixinha mágica, a minissérie 'Mildred Pierce', que a agraciou com o Emmy 2011 de Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV. E quem viu a emoção com que Kate subiu ao palco para receber a láurea deve entender do que estou falando quando abordo a relevância da TV na atual indústria do entretenimento dos EUA. Lá, a televisão se tornou válvula de escape para um apuro técnico, estético e narrativo, roubando a cena do antigo posto supremo do Grande Cinema.

Kate Winslet: estrela consagrada do cinema é mais uma a se render (e ser premiada) pelo território mágico da televisão
Kate Winslet: estrela consagrada do cinema é mais uma a se render (e ser premiada) pelo território mágico da televisão

O Emmy, cuja 63ª cerimônia aconteceu ontem, pode ser considerado um espelho que reflete perfeitamente esta transição de prestígio, que pode não explicitar exatamente um desgaste total do cinema hollywoodiano e do Oscar, sua maior festa, mas exibe a imagem de uma nova relação entre público e produto. Em miúdos, os espectadores demonstram por suas séries favoritas muito mais apego do que em relação aos filmes que mais gostam. As redes sociais, claro, são termômetro para este novo panorama, principalmente se lembrarmos a pasmaceira em torno da última edição do Oscar. Aliás, você lembra quem venceu o último Oscar?

Seja um pequeno boicote pela ausência da série-sensação 'True blood' entre os indicados, a alegria por mais uma vitória de 'Mad men' e 'Modern family' ou então o reconhecimento da grandiosidade de certas atrações, como o épico 'Game of thrones' ou 'Boardwalk Empire', do gênio Scorsese: a diversidade de estilos, nomes e dramaturgias (trindade trabalhada em alto nível de excelência) faz com que as séries americanas se tornem parceiras dos espectadores, desenvolvendo neles o laço de carinho que às vezes falta em relação aos filmes consagrados com a estatueta do Oscar. Mas, sejamos justos, não é só pelo fato de estarem todos os dias em nossas vidas que as produções da TV americana vêm despertando cada vez mais essa fidelização de fãs. A qualidade das mesmas é o principal prêmio que as estrelas do Emmy vêm nos dando, temporada após temporada.

Por Pedro Willmersdorf

Em sentido horário: 'Mad men'; 'Game of thrones'; 'Modern family' e 'Boardwalk Empire'. A gama variada de estilos, aliada à qualidade das produções vem alavancando o poder da TV nos EUA.
Em sentido horário: 'Mad men'; 'Game of thrones'; 'Modern family' e 'Boardwalk Empire'. A gama variada de estilos, aliada à qualidade das produções vem alavancando o poder da TV nos EUA.

colunaheloisatolipan@gmail.com

Tags: emmy, heloisa tolipan, Oscar, TV

terça-feira, 9 de agosto de 2011

IMPERDÍVEL - "3%" é thriller alegórico do cagaço pré-vestibular com inspirações em The Wall


Piloto de série brasileira de ficção científica / Brazilian sci fi series pilot. Buscamos um canal de TV interessado em viabilizar a temporada completa / We are looking for a TV network to support the whole season. A série acompanha a luta dos personagens para fazer parte dos 3% dos aprovados que irão para o Lado de Lá. A trama se passa em um mundo no qual todas as pessoas, ao completarem 20 anos, podem se inscrever em um processo seletivo. Apenas 3% dos inscritos são aprovados e serão aceitos em um mundo melhor, cheio de oportunidades e com a promessa de uma vida digna. O processo de seleção é cruel, composto por provas cheias de tensão e situações limites de estresse, medo e dilemas morais. Produção / Produced by Maria Bonita Filmes & Nation Filmes Criação / Created by Pedro Aguilera Direção / Directed by Daina Giannecchini & Dani Libardi & Jotagá Crema

domingo, 15 de maio de 2011

NEM PENSAR, SE FOSSE 4D? 1º filme erótico 3D tem kung fu, pastelão e 'mensagem': "Sex and Zen 3D"

Sucesso em Hong Kong, 'Sex and Zen 3D' bateu estreia de 'Avatar' no país.

Produtor diz que longa atrai público feminino e até turistas chineses à ilha.

Diego AssisDo G1, em Cannes

Cena do longa 'Sex and Zen 3D' (Foto: Divulgação)Cena do longa 'Sex and Zen 3D' (Foto: Divulgação)

Nem Gus Van Sant, nem Woody Allen, nem o novo filme dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne. Um dos assuntos mais comentados durante a primeira semana do Festival de Cannes foi "Sex and Zen 3D", anunciado pelos produtores de Hong Kong como o primeiro longa-metragem erótico em 3D do mundo.

Lançado no mês passado em Hong Kong e exibido para compradores e frequentadores do festival na última sexta-feira (13), o filme de Christopher Sun e Shiu Stephen Junior já foi apelidado de "o 'Avatar' do sexo", graças à sua bilheteria de estreia no país, que bateu a do blockbuster 3D de James Cameron.

Recriação de um filme de mesmo nome lançado em 1991 pelo pai de Shiu, "Sex and Zen 3D" também foi rodado integralmente com câmeras 3D, mas com um orçamento infinitamente menor que o da superprodução hollywoodiana - apenas US$ 4 milhões.

"Nosso dinheiro era apertado. Não dá para competir com 'Avatar'. Usamos a mesma tecnologia e o mesmo espírito de 'Avatar' para fazer as coisas acontecerem, mas não tivemos o mesmo tempo de produção. James Cameron levou 5 anos para fazer o seu, e nós levamos só três meses", contou Sun, o diretor do filme, em entrevista ao G1.

Cena do longa 'Sex and Zen 3D', exibido durante o 64º Festival de Cannes (Foto: Divulgação)Cena do longa 'Sex and Zen 3D', exibido durante o 64º Festival de Cannes (Foto: Divulgação)


Mas assim como o filme de Cameron, o relativo sucesso da produção erótica cantonesa não pode ser explicado apenas com bytes e números. Um de seus maiores trunfos, especialmente se comparado a outros filmes de sexo, está na história, uma adaptação de uma antiga - e proibida - novela da dinastia Ming, passada de mão em mão nos últimos 200 anos, que narra a relação entre um príncipe malvado e um acadêmico que recorre aos favores do monarca para superar frustrações sexuais.

As atrizes Yukikou Suou (esq.) e Vonnie Lui (dir.), de 'Sex and Zen 3D' (Foto: AP)As atrizes Yukikou Suou (esq.) e Vonnie Lui (dir.),
de 'Sex and Zen 3D' (Foto: AP)

Livremente adaptada por Shiu e Sun, a versão para o cinema 3D carrega nos tom de humor pastelão, nas cenas de kung fu e nas brincadeiras com o membro diminuto do jovem estudante - em uma das cenas mais escatológicas e hilárias jamais vistas em Cannes, o personagem tem o pênis cortado e trocado pelo órgão de um jumento.

Orgulhoso e falastrão, o herói começa a história cortejando e casando-se com a filha virgem de um senhor local, mas logo na primeira noite de amor percebe que também sofre de ejaculação precoce. Incomodado com a situação, ele procura o príncipe e o convence a deixar que pratique a arte do sexo com algumas de suas inúmeras concubinas. Mas, no seio do castelo, há diversos traidores, e quando o nobre descobre que estava sendo trapaceado pelo jovem acadêmico dá início à sua vingança, com requintes de tortura e maquiavelismo.

"O filme é sobre amor, mas com uma história paralela de vingança de um príncipe que toma uma atitude desproporcional por conta de uma coisa muito pequena. A mensagem de 'Sex and Zen 3D' é que o amor se sobrepõe ao sexo", diz Sun.

"Sou um comprador também. Vou há muitas projeções. E, normalmente aqui em Cannes, em 15 ou 30 minutos, metade da plateia já foi embora. Conosco tem sido diferente. Mais de 90% das pessoas ficam e veem o filme até o fim! Até os mais impacientes querem ficar para ver aonde vai essa história", comemora o produtor executivo.

Mais que isso: segundo Shiu, "mais da metade" do público de "Sex and Zen 3D", em cartaz em cerca de 80 salas de Hong Kong atualmente, é composto de mulheres. "A maioria das pessoas acha que filmes eróticos são para homens, mas já na versão de 1991 muitas mulheres foram ao cinema ver 'Sex and Zen' porque era uma comédia", explica. "Acho que uma das estratégias de marketing que fizemos muito bem foram os clubes das mulheres. Pegamos alguns cinemas e não deixamos homens entrar. As mulheres vão em grupos de 10 ou 20, como se estivessem indo ver homens fazer strip-tease. E se divertem à vontade", garante.

Além da presença feminina, Shiu afirma que a exibição do filme em seu país tem atraído muitos turistas chineses. "Muitos deles vão a Hong Kong por outro motivo e acabam vendo. Mas tem também excursões de turistas que estão indo a Hong Kong só para ver esse filme. Eles sabem que não poderão ver num futuro próximo e sabem que é algo que tem de ser visto no cinema [por causa do 3D]."

Cena do longa 'Sex and Zen 3D', exibido durante o 64º Festival de Cannes (Foto: Divulgação)Cena do longa 'Sex and Zen 3D', exibido durante o 64º Festival de Cannes (Foto: Divulgação)


De acordo com o produtor de "Sex and Zen 3D", a recente abertura do mercado de filmes na China tem sido positiva, mas "a censura é muito firme"."Eles estão matando a criatividade", reclama. Para contornar o problema da falta de atores e atrizes pornô que falem chinês, ele disse ter recorrido à mão de obra japonesa (os dois protagonistas do filme vêm de lá).

"As atrizes chinesas nem querem fazer [filmes eróticos]. Só as japonesas, por causa da diferença cultural. Elas pensam que é um bom trabalho e uma forma de se livrar da pressão do dia-a-dia, mas em Hong Kong ou na China sexo é uma coisa que elas só fazem com seus maridos ou amantes, não querem mostrar para o mundo", justifica Shiu.

Cena do longa 'Sex and Zen 3D' (Foto: Divulgação)Cena do longa 'Sex and Zen 3D' (Foto: Divulgação)

Enquanto a abertura total de mercado do gigante vizinho não vem, os produtores de "Sex and Zen 3D" vêm buscando negócios em outros continentes. "Estamos muito felizes com a resposta. Só no primeiro dia em Cannes, conseguimos fechar contrato com Turquia e a Tailândia. Na América Latina, também já vendemos para o Peru", revela Shiu.

Diante do cenário promissor, Sun, o diretor, afirma que já pensa em uma sequência. "Primeiro temos que ter certeza que as vendas internacionais deste filme atendam às nossas expectativas. A gente com certeza vai fazer, espero que possamos começar a filmar ainda este ano. Mas isso só se tivermos um bom roteiro", avisa.