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terça-feira, 5 de abril de 2011

Radioatividade alta faz Japão redobrar controle sobre a pesca




05 de abril de 2011 • 11h44 • atualizado às 12h03

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O Japão se comprometeu nesta terça-feira a reforçar a vigilância sobre os pescados diante do vazamento radioativo da usina nuclear de Fukushima ao mar, onde se detectaram níveis de iodo cinco milhões de vezes acima do limite legal.

A operadora da central, Tokyo Electric Power (Tepco), detalhou nesta terça-feira que as análises efetuados no dia anterior em uma região marítima próxima ao reator 2 de Fukushima mostraram até 200 becquerels de iodo-131 por centímetro cúbico.

A análise também revelou um nível de césio-137 que excedia o limite em 1,1 milhão de vezes, segundo dados da Tepco divulgados pelo canal NHK.

Em média, o iodo-131 se degrada em oito dias, mas o período necessário para a semidegradação do césio-137 é de 30 anos.

Acredita-se que a água altamente contaminada esteja vazando ao mar através de uma rachadura na parede de uma fossa próxima ao reator 2 de Fukushima, mas todas as tentativas de deter o escape foram até agora malsucedidas.

Os técnicos da Tepco tentaram vedar a fissura com cimento e frear o fluxo de água com polímeros absorventes, mas não houve êxito. Agora, planejam injetar silicato de sódio no subsolo da fossa para tentar bloquear a passagem da água contaminada, que se acredita que poderia vir de outra fissura em algum duto subterrâneo, segundo a NHK.

A elevada radioatividade no mar despertou uma profunda preocupação com a contaminação dos produtos pesqueiros da área, que se soma à existente sobre alguns produtos agrícolas.

Enquanto a pesca em Fukushima continua paralisada, nesta terça-feira foi informado que em águas da vizinha província de Ibaraki foram detectados elevados níveis de iodo radioativo, de 4.080 becquerel por quilo, em um tipo de peixe similar à enguia.

Até agora, o Japão não havia estabelecido um máximo legal de iodo para a pesca, já que a Agência de Segurança Nuclear considerava difícil que os pescados acumulassem radioatividade, mas na atual situação o governo planeja determinar limites semelhantes aos decretados para o caso das verduras.

Na mesma região de Ibaraki, outro peixe mostrou uma contaminação de 526 becquerels de césio radioativo, acima do limite legal de 500 becquerels, o que levou a cooperativa local de pescadores a proibir a captura desta espécie, informou a agência local "Kyodo".

Em meio à preocupação pelo impacto da contaminação na indústria pesqueira da área, o ministro da Agricultura e Pesca, Michihiko Kano, assegurou que o governo intensificará as inspeções para verificar a segurança dos produtos.

A fiscalização será reforçada em Ibaraki, mas também na província litorânea de Chiba, ao leste de Tóquio, informou Kano, citado pela Kyodo.

A preocupação com a eventual radioatividade no pescado ocorre depois de ter sido detectada contaminação em vários tipos de vegetais de Fukushima e Ibaraki, cuja distribuição foi proibida.

Conter a radiação é uma das prioridades no interior da usina nuclear, onde os avanços se veem dificultados pelas cerca de 60 mil toneladas de água altamente radioativa que inundam várias áreas e dificultam a passagem dos operários.

Como medida de emergência, os funcionários da Tepco começaram nesta segunda-feira a despejar no mar 11.500 toneladas de água com um nível de radioatividade relativamente baixo (100 vezes superior ao limite).

O objetivo é esvaziar os depósitos que contenham esse líquido para poder armazenar nele a água muito mais contaminada (até 100 mil vezes o limite), que dificulta as tarefas dos técnicos.

O ministro de Economia japonês, Banri Kaieda, disse nesta terça-feira que esse vazamento não representa um risco para a saúde, embora tenha pedido desculpas pela preocupação gerada entre os cidadãos e, sobretudo, entre a comunidade de pescadores da região.

A crise nuclear se soma à tragédia causada no nordeste do Japão pelo terremoto e o tsunami de 11 de março, que deixou 12.344 mortos e 15.237 feridos, segundo o último levantamento oficial.

quinta-feira, 31 de março de 2011

ASAHI SHIMBUN de Sexta-Feira - Empresa americana de alta tecnologia empresta robôs para recuperação de Fukushima

軍用ロボ、フクシマに投入 米ハイテク企業が名乗り(1/2ページ)

2011年4月1日8時44分

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写真:福島救援で来日したものと同型の軍事ロボット「タロン」=キネティック北米社提供拡大福島救援で来日したものと同型の軍事ロボット「タロン」=キネティック北米社提供

写真:福島救援で来日したものと同型の軍事ロボット「ドラゴン・ランナー」=キネティック北米社提供拡大福島救援で来日したものと同型の軍事ロボット「ドラゴン・ランナー」=キネティック北米社提供

写真:福島第一原発に投入されるものと同型の軍事ロボット「ドラゴン・ランナー」=キネティック北米社提供拡大福島第一原発に投入されるものと同型の軍事ロボット「ドラゴン・ランナー」=キネティック北米社提供

 東京電力福島第一原発の事故を受け、遠隔操作ロボットの開発が盛んな米国から、複数のハイテク企業が支援に名乗りを上げている。イラク戦争に使われた軍用ロボも投入される。原発事故という特殊現場での効果は未知数だが、期待は高まっている。

 「日本政府が世界にロボット、無人機を求めています」。世界の注目が「フクシマ」に集まっていた3月22日、米バージニア州にある国際無人機協会(AUVSI)のホームページに会員企業向けの案内が載った。

 ロボット開発に取り組む研究者や企業でつくる世界最大の業界団体で、現在55カ国から2千社以上が加盟している。協会によると、原発事故後、日本政府が米国務省にロボットや無人機の支援を要請。現時点で少なくとも3社が支援に動き出しているという。

 キネティック北米社は、遠隔操作できる長いアームを備えた積み込み機(ローダー)を東京電力に提供した。前後のカメラ7台と熱探知カメラなどで現場の状況を把握。アーム先端のショベルや電動カッター、粉砕器なども操作できる。

 国防産業とのつながりが深い同社は、無限軌道走行型の軍用ロボット「タロン」と「ドラゴン・ランナー」も日本に送り込んだ。

 タロンは米軍ロボの先駆的存在で、路上の爆発物の探知・処理に多用されている。イラクやアフガンなどの戦地、同時多発テロの現場などに投入されてきた。今回のタロンには放射性物質の精密測定器や暗視カメラも搭載済みだ。

 ドラゴンは米海兵隊向けに開発された小型ロボで、屋内の偵察や車両底部の不審物探査などの任務に適している。原発内部に入り込み、詳細な破損状況の確認などに使われることが想定されている。


Radioactividade de Fukushima chega à água subterrânea

31.03.2011 - 19:29 Por PÚBLICO, com agências

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A contaminação radioactiva da central nuclear de Fukushima já terá chegado à água subterrânea nas imediações do acidente. O elemento iodo 131 foi descoberto num aquífero 15 metros abaixo da central que está a enfrentar o maior desastre nuclear desde Tchernobil.

Segundo um porta-voz da Tokyo Electric Power Company (Tepco) – operadora da central – uma amostra de água recolhida na quarta-feira revelou uma concentração de iodo radioactivo 10.000 vezes superior ao limite legal. “Não há dúvida de que se trata de um valor elevado”, disse o porta-voz, citado pela agência AFP.

É mais um dado novo a lançar ainda mais preocupação sobre o acidente em Fukushima, atingida pelo sismo e tsunami de 11 de Março, com ondas de 14 metros que inutilizaram os seus sistemas de arrefecimento.

Hoje, foi também detectado um novo pico na concentração de elementos radioactivos no mar, a 330 metros da central, com valores 4385 vezes superiores ao normal.

O Japão está agora a receber ajuda especializada de alguns países – como a França e os Estados Unidos – para enfrentar a sua crise nuclear. Mas ao mesmo as autoridades estão a ser criticadas pela resposta ao acidente de Fukushima. Uma especialista francesa, líder da Comissão Independente de Investigação e Informação sobre a Radioactividade, afirma o Governo devia ter dado pastilhas de iodo à população logo no início da crise. Essas pastilhas saturam a tiróide com iodo estável, impedindo que a acumulação de iodo radioactivo.

“Eles ainda o devia fazer agora, porque a contaminação continua, mas será menos eficiente”, disse a especialista Corinne Castanier, ouvida pela Reuters.

Hoje também se soube que nem todas as pessoas que estão a trabalhar no combate ao acidente de Fukushima têm medidores individuais de radioactividade, conforme é obrigatório por lei. Segundo a rede japonesa de televisão NHK, em algumas equipas apenas os respectivos líderes dispõem deste equipamento.