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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Paulo Garfunkel e seu VIRALATA no Blog do Orlando


vira lata sai da cadeia e invade a matilha cultural
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blogdoorlando - como surgiu a idéia de se fazer estórias dentro do universo prisional?
Paulo Garfunkel – Veio de uma conversa com o Dr. Drauzio que já fazia um trabalho voluntário de redução de riscos no Carandiru no auge da epidemia de Aids nos anos 90.
Ele leu o Vira Lata que saiu nas bancas pela VHD DIffusion que editava a revista Animal.
O Vira Ø foi lançado em 91 na Bienal de Quadrinhos.
blogdoorlando - elas sempre foram pensadas para serem quadrinizadas?
Paulo Garfunkel -  Desde que  comecei a pensar na história de um cara filho da mesma mãe com pais de raças diferentes, eu já via como um HQ erótico e com trama de ação.
Sacanagem e pancadaria.
blogdoorlando - e a parceria entre você e o libero?
Paulo Garfunkel - Um dia, eu mostrei o roteiro pro Skowa, só o texto escrito como um folhetim de aventuras, aí perguntei se ele conhecia algum desenhista que pudesse fazer os quadrinhos.
Ele ligou pro Libero que disse que não poderia, porque estava embarcando pra Europa, mas perguntou ao Skowa:
“Que onda de desenho esse seu amigo tá pensando ?”
Quand eu disse: “Hugo Pratt“, o Libero falou: “…espera que eu tô indo aí!”
Foi em 89, ficamos amigos. De lá pra cá, ás vezes a vida leva cada um pra um lado, mas é sempre divertido trabalhar em dupla com o Líbero, que é um puta artista.
Libero - Depois do telefonema do Skowa, fui pra casa do Magrão e ele leu uma sequência chamada “Batismo de Fogo” . Tinha sangue pra todo lado . Pensei “não é a minha cara”, mas resolvi tentar fazer , por querer muito fazer um dia uma HQ e por reconhecer a qualidade do texto e da história. Quando fui tentar desenhar o sangue escorreu que nem tinta, extravasava algo de mim com certeza. Sempre li quadrinhos de ação e foi um prazer desenhar as lutas e a sacanagem. Além do que abracei a idéia do personagem, um anti herói dosubmundo brasileiro , miscigenado, portador de várias culturas e raizes espirituais, um herói do povo.
blogdoorlando - os personagens, apesar de brasileiros, têm características próximas aos do manara. isso foi proposital?
Paulo Garfunkel - Dentro e fora dos quadrinhos, que mulheres  são melhores que as dele ?
Libero - muita gente acha que o Manara é minha principal influência, mas não é. Claro que é um puta desenhista fenomenal e que suas mulheres e trepadas são de arrasar. Até copiei uns desenhos dele – admito sem problema, pois não é fácil ter de desenhar 60 páginas com um cachê pequeno – então tomei umas idéias emprestadsa pra levar para um público que não conhecia nada disso, que nunca leu nada – os presos, a bandidagem mesmo.
Só que nunca o tive como modelo. Meus ídolos pra valer são o Hugo Pratt (como a história da minha amizade com o Paulo mostra bem), o Kirby (sensacional!) e o Moebius que, este sim , acho que deixou uma marca no meu traço pra sempre (Se Deus quiser, aliás). Mais tarde descobri o Crumb que é absolutamente genial.
Vira Lata foi uma espécie de faculdade de desenho e narrativa pra mim, foi ali que aprendi a me comunicar graficamente e a história inédita do álbum, a última, é , pra mim, como se fosse uma formatura mesmo. Nela cheguei , sem pensar muito, mais perto do estilo do Pratt, que acho maravilhoso.
Quanto a desenhar mulher bonita, isso é bom demais mesmo.
blogdoorlando - como as revistas foram recebidas dentro da prisão?
Paulo Garfunkel - Os caras gostavam, davam palpites pras próximas aventuras, às vezes reclamavam de um enredo mais complexo ou de uma diagramação menos convencional.
Nos dias de distribuição, corríamos por todas as celas entregando uma revista pra cada preso.
Na cadeia não pode haver diferença. eram 7.700 caras. Demorava entre 3 e 4 horas a distribuição.
Eles pegavam o gibi e já saíam lendo.
“Porra, esse Vira Lata tá sempre no cio!” comentou uma vez um malandro.
blogdoorlando - qual a participação do drauzio varella no processo de criação?
Paulo Garfunkel - Decidíamos juntos qual tema seria abordado naquela edição como: crack, tuberculose, ou drogas injetáveis, etc…
Aí eu escrevia o roteiro, o Líbero quadrinizava,  e antes da finalização líamos os três juntos, pra corrigir algum ponto e esclarecer procedimentos de prevenção.
Sempre sem adotar um tom didático e erotizando o uso da camisinha.
Como diz o Dr Drauzio: “É uma revista de sacanagem com supervisão científica!”
Já na terceira ou quarta revista aparecia o próprio, desenhado nos momentos mais calientes, dando as dicas:
“Vai dar a segunda, herói ? Outra camisinha!”
blogdoorlando - dos anos 90 pra cá, o que mudou quanto à questão da aids dentro das cadeias?
Paulo Garfunkel - Nas cadeias é como aqui fora, só que mais concentrado.
Agora, a   Aids já não mata tanto, o “baque”, como era chamada  a cocaína injetável caiu de moda, o que do ponto de vista da disseminação do HIV é uma vantagem.
Mas agora  é a vez do crack, que desestrutura mais rapidamente o usuário.
O nóia  causa muita confusão na cadeia, porque perde o discernimento e atravessa o samba.
E o código de conduta da malandragem é muito rígido.
“Lá fora, a lei caduca. Aqui dentro, não. O cara pisou na bola, um dia ele vai pagar.”
blogdoorlando - e agora sai um coletânea pela editora peixe grande com lançamento na matilha cultural. como rolou isso e o que tem nele?
algo inédito?
Paulo Garfunkel - Pois agora, 21 anos depois do lançamento primeiro ViraLata, 10 anos depois da implosão do Carandiru, nos aparece o Toninho Mendes, o lendário editor da revista Circo, com a idéia de fazer essa  coletânea.
Tá aí, um almanacão de 440 páginas, contendo a história que saiu pela Animal, que mostra parte da Gênesis do herói, mais as 7 revistas que só circularam na cadeia, um dossie organizado pelo Toninho, que conta a trajetória do Vira-Lata dentro e fora das grades e, de lambuja, uma aventura inédita ambientada na Amazônia.
blogdoorlando - existe a possibilidade de esta saga continuar ainda em algum momento futuro ou vocês etão fechando um ciclo?
Paulo Garfunkel - Tem muita história do Vira Lata pela frente. O argumento ganhou um prêmio de incentivo do PROAC pra criação do roteiro de um longa metragem de animação.
O roteiro tá pronto e estamos correndo atrás da papelada da Ancine.
Tem um projeto de série de TV.
E eu continuo escrevendo passagens da vida do Vira Lata pra futuros gibis.
Libero - Não sei o que acontece agora como Vira Lata, mas é um prazer grande vê-lo fora dasgrades e sempre vou gostar de desenhá-lo. Acho importante dizer que desenhos do Vira no blog dele já aparecem no traço de outros artistas . O Yuri Garfunkel e o Bruno Mestriner da Sopa Grafix e isso aumenta nosso leque de possibilidades.
serviço:
lançamento do álbum vira lata
de paulo garfunkel e libero malavoglia
supervisão científica de drauzio varella
editora peixe grande
r$69
dia 18 de setembro
das 18h às 22h
matilha cultural
r. rego freitas, 542
v. buarque – sp
fone: 11 3256 2636

sábado, 22 de outubro de 2011

'É muito difícil fazer quadrinhos', diz o desenhista Peter Kuper

Americano está no Rio para participar da segunda edição da Rio Comicon.

Quadrinista adaptou obras literárias de Franz Kafka para os desenhos.

Henrique PortoDo G1 RJ

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O quadrinista Peter Kuper na Rio Comicon (Foto: Henrique Porto/G1)O quadrinista Peter Kuper na Rio Comicon (Foto:
Henrique Porto/G1)

Do alto de seus mais de 30 anos de carreira, o norte-americano Peter Kuper alerta: ser desenhista não é fácil. Convidado da segunda edição da feira de quadrinhos Rio Comicon, que acontece na Estação Leopoldina, no Rio, até domingo (23), o quadrinista comenta o esforço que faz para despertar reflexões políticas e sociais através de uma atividade muitas vezes encarada como simples entretenimento.

"Pode ser um problema exclusivamente meu, mas acho tão difícil fazer quadrinhos. Porque preciso que algo me force a fazer uma piada, ela não pode ser dissociada do que me cerca. Acho que as pessoas têm que ser malucas para não se interessarem pelo mundo à sua volta. Para mim, quando alguém diz ‘não me interesso por política’ é a mesma coisa que ouvir ‘não quero saber do fogo que queima o sofá onde estou sentado’. Afeta você, se estiver prestando atenção ou não", diz o quadrinista, que também faz ilustrações e capas para publicações como "Time", "Newsweek" e "The New York Times", além de lecionar cursos sobre quadrinhos há 25 anos.

"Sei que há coisas acontecendo, problemas muito sérios. Sinto a necessidade de falar sobre eles. Então, o que faço é desenhar. Vem dessa maneira", comenta Kuper, que já morou em Israel e na cidade mexicana de Oaxaca.

A experiência na América Central entre 2006 e 2008 rendeu o livro "Diário de Oaxaca" e teve muito mais um caráter de "fuga" do que uma simples opção. "Em parte quis fugir da política dos Estados Unidos. Estava tão cansado da administração de George W. Bush e de tudo o que acontecia no meu país... então fui para o México. Chegando lá, aterrissei no meio de uma greve de professores. Percebi que, para onde quer que a gente vá, haverá sempre um problema", contou Peter, atual morador de Nova York.

Desenho da série 'Spy vs. Spy' feito com exclusividade para o G1 (Foto: Reprodução)Desenho da série 'Spy vs. Spy' feito com
exclusividade para o G1 (Foto: Reprodução)

Spy e Kafka
Mas a carreira do futuro professor de Harvard (ele dará aulas na universidade no próximo ano) também inclui outros tipos de "desafios", como o próprio Kuper destaca. Em 1993, foi convidado para desenhar a clássica série "Spy vs. Spy", da revista "Mad", por conta da aposentadoria de seu criador, Antonio Prohías.

"Quando me convidaram, quase disse 'não'. Porque vinha desenhando meus próprios quadrinhos e desenvolvendo meus próprios personagens. Mas me pediram para experimentar. 'Faça apenas um, veja se funciona', disseram. Não me deram o emprego de cara", relembra Kuper, explicando porque decidiu aceitar a proposta.

"Lembrei do impacto que 'Spy vs. Spy' teve sobre mim, especialmente porque adorava a ideia de quadrinhos sem diálogos. E cresci lendo a revista 'Mad'. Então, decidi fazê-lo. Pensei que fosse durar apenas um ou dois anos. Já estou nisso há 16", relembra.

Ousadia ainda maior foram as adaptações que fez para as obras literárias do escritor Franz Kafka, "Desista!", reunindo nove pequenas histórias, e "A metamorfose", que narra a angústia do jovem Gregor Samsa. Ao despertar de uma intranquila noite de sono, Samsa percebe que se transformou num inseto asqueroso, uma espécie de barata gigante, sem entender o que teria provocado a mutação.

"Foi muito excitante transportar o universo de Kafka para os quadrinhos. Ele usa palavras muito descritivas. As ilustrações quase que se desenharam sozinhas algumas vezes. Ao mesmo tempo, foi um baita desafio. Mas não sei mensurar exatamente se fui muito estúpido ou corajoso por não ter me intimidado com a missão. Ou melhor: creio que a estupidez tenha vencido", brinca o desenhista.

Detalhe da adaptação para os quadrinhos de 'A metamorfose', de Franz Kafka, desenhada por Peter Kuper (Foto: Reprodução)Detalhe da adaptação para os quadrinhos de 'A metamorfose', de Franz Kafka, desenhada por Peter Kuper (Foto: Reprodução)

domingo, 31 de julho de 2011

Em outros tempos, Capitão América já foi promotor e filho de J.D. Salinger

Super-herói da Marvel teve ao menos 4 encarnações antes do filme atual.

Versão fracassada lançada em 90 tinha vilão com cara de Freddy Krueger.

Diego AssisDo G1, em São Paulo

Cena da série de TV do Capitão América produzida em 1944 pela Republic. Estrelado por Dick Purcell, seriado ganha lançamento em DVD (Foto: Reprodução)Cena da série de TV do Capitão América produzida
em 1944 pela Republic. Estrelado por Dick Purcell,
seriado foi relançado em DVD (Foto: Reprodução)

Promessa de sucesso de bilheterias da atual temporada de blockbusters, uso admirável dos efeitos especiais, boa amostra de como um filme de aventura pode ser - nem sempre o Capitão América esteve com essa bola toda, que a que marca a estreia de "Capitão América: o primeiro vingador", neste final de semana.

Apesar de ser o primeiro filme do super-herói da Marvel a de fato chegar aos cinemas, o personagem já teve outras encarnações fora dos quadrinhos nestes mais de 70 anos desde sua criação. Foi o promotor público Grant Gardner num seriado para a TV de 1944, retornou em 1966 - já como Steve Rogers - numa versão de animação tosca feita no Canadá, ganhou dois longas-metragens para a TV no final dos anos 70 e uma mal-sucedida adaptação de baixo orçamento na década de 90, que nunca conseguiu estrear na tela grande.

Relançada recentemente em DVD no Brasil pela Classicine, "Capitão América", a série de TV em branco-e-preto da década de 1940 teve apenas 15 episódios produzidos pela Republic, mas foi um relativo sucesso de público na época. A revista em quadrinhos tinha sido lançada havia apenas quatro anos e o super-herói era um popular aliado dos EUA na propaganda pela participação americana na Segunda Guerra Mundial.

Apesar disso, o seriado não se passa na guerra, nem tem nazistas como vilões. A própria identidade do Capitão América é outra. Na série de TV ele é Grant Gardner (Dick Purcell), um promotor público que decide combater o crime usando fantasia e máscara e tem como principal inimigo o Escaravelho, vilão capaz de hipnotizar e matar suas vítimas.

Com um clima mais detetivesco e menos "camp" do que o do seriado "Batman", que só chegaria à TV anos depois, a série "Capitão América" tem cenas de lutas espetaculares e uma narrativa que consegue prender o espectador a cada episódio, com finais que sempre colocam o herói em uma cilada, instigando os espectadores sobre o que viria no próximo capítulo.

Capitão América e seu parceiro, Bucky, lutam contra o Caveira Vermelha, em cena do desenho animado de 1966 (Foto: Reprodução)Capitão América e seu parceiro, Bucky, lutam contra
o Caveira Vermelha, em cena do desenho animado
de 1966 (Foto: Reprodução)

Seguindo à risca
A morte repentina do ator principal da série - Dick Purcell - meses após a conclusão das filmagens da primeira temporada aliada ao final da Segunda Guerra Mundial esfriaram um pouco o clima para o Capitão e, tanto nas HQs quanto na TV, ele passou um tempo no limbo até ser ressuscitado em 1966. Neste ano, o personagem voltou à televisão em uma série animada semanal assinada por uma produtora canadense e criada a partir das páginas originais das revistas em quadrinhos - que também tinham voltado à cena em 64.

Por esse motivo, a série de desenhos "Capitão América" é bem mais fiel às HQs do que a versão carne e osso para a TV de duas décadas antes. Logo no primeiro episódio, o desenho conta a origem do herói exatamente como estava nos gibis: Steve Rogers, um jovem franzino que não conseguia se alistar no exército se oferece como cobaia em um experimento militar que o transforma em um supersoldado a serviço do país.

Também como nas HQs, o personagem tem como principal vilão o nazista Caveira Vermelha e, como aliado, o intrépido recruta James "Bucky" Barnes. Logo no quarto episódio da série, após se envolver em um acidente que coloca sua vida em suspensão, o herói é resgatado do mar pelos Vingadores, grupo integrado por Thor e Homem de Ferro ao qual a partir de então ele irá se juntar.

Cena de 'Captain America II: Death too soon', segundo dos dois longas para a TV produzidos pela CBS em 1979 (Foto: Reprodução)Cena de 'Captain America II: Death too soon',
segundo dos dois longas para a TV produzidos
pela CBS em 1979 (Foto: Reprodução)

Capacete de motoqueiro
Mais ou menos na mesma época em que a CBS produzia a popular série de TV "O Incrível Hulk", a emissora resolveu tentar fazer uma nova versão em carne e osso para o herói e lançou dois filmes-piloto de um seriado.

Novamente, o roteiro preferiu se distanciar quase que completamente do super-herói dos quadrinhos. Em "Capitão América", exibido pela primeira vez na CBS no no início de 1979, o personagem é um desenhista que é tratado com "superesteroides" após se ferir gravemente em um acidente. Com a ajuda de um cientista, ele cria um arsenal de guerra que o ajudará no combate ao crime. Mais do que a tradicional motoca, o Capitão América desta geração também pilota uma van e até uma asa delta com as cores da bandeira americana.

Em ambos os filmes para a TV, o personagem é interpretado pelo ator Reb Brown e veste uma fantasia desajeitada e um capacete enorme de motoqueiro, com direito a visor de acrílico. O escudo, com listras transparentes em lugar das brancas, serve não só como bumerangue para o herói mas também como parabrisas da supermoto pilotada por Rogers. A série nunca vingou.

Pouco mais de uma década depois, tentando surfar a onda da Batmania que se instaurou no mundo após o sucesso do filme de Tim Burton nos cinemas, a produtora Century Film Corporation tentou outra vez levar o Capitão para a tela grande. Ambicioso a princípio, o projeto tinha como um dos produtores ninguém menos que Stan Lee, o criador do Homem-Aranha e de diversos outros personagens da Marvel, e como ator principal Matt Salinger, filho do lendário escritor J.D. Salinger. Só faltava o dinheiro.

Capitão América enfrenta o Caveira Vermelha em longa metragem realizado em 1990, lançado apenas em home video (Foto: Reprodução)Capitão América enfrenta o Caveira Vermelha em
longa metragem realizado em 1990, lançado só
em home video (Foto: Reprodução)

Caveira ou Freddy Krueger
Filmado nos EUA e na Iugoslávia e realizado com um orçamento que não ultrapassou os US$ 10 milhões, o "Capitão América" de 1990 bem que tentou agradar os fãs. Apesar de algumas alterações nos personagens - o Caveira Vermelha, por exemplo, aparece como uma criação dos fascistas de Mussolini, não dos nazistas de Hitler como nas HQs -, a história era razoavelmente fiel à tradição do herói.

O resultado final, porém, ficou bem abaixo da expectativa executivos de Hollywood, e o filme acabou sendo lançado apenas em VHS (formato de home video anterior aos DVDs) só em 1992. Com um Caveira Vermelha deformado, que mais lembra o Freddy Krueger de "A hora do pesadelo", o longa foi um fracasso comercial, mas eventualmente é lembrado com carinho por alguns dos fãs saudosistas do Capitão.

Presente em pouquíssimos filmes desde então, Matt Salinger (que também esteve em "A vingança dos nerds", de 1984) virou ele próprio produtor de filmes de baixo orçamento em Hollywood e pode ser visto, agora, em uma rápida aparição durante uma das cenas do novo longa do Capitão América. Enfim, nos cinemas.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Revista Samba

Revista independente de quadrinhos produzida e editada em Brasília por Gabriel Góes, Gabriel Mesquita e Lucas Gehre. Para acessar o blog da revista, clique no mascarado acima.