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domingo, 18 de setembro de 2011

E A POLICIA SOUBE PELO JORNAL - Gangue do Rolex age em Ipanema e no Leblon com hora e dia marcados

Sábados, das 10h às 14h


Publicada em 16/09/2011 às 23h57m

Vera Araújovaraujo@oglobo.com.br
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RIO - Sábado, chova ou faça sol, no Leblon ou em Ipanema, entre 10h e 14h, uma dupla de assaltantes sai de motocicleta à caça de suas vítimas com um único objetivo: roubar relógios de grife. O GLOBO teve acesso aos 76 registros de roubos de relógios feitos de 1 de abril ao dia 5 deste mês na 14ª DP (Leblon) e descobriu que, nesses cinco meses, foram levados pelos bandidos 18 da marca Rolex, três da Breitling, dois da Baume & Mercier e um da Bulgari. Dezessete desses ataques foram aos sábados entre 10h e 14h.

O fato de os assaltos acontecerem num mesmo dia e horário chama a atenção para o assassinato do arquiteto Rômulo Castro Tavares, de 33 anos . Ele foi morto no dia 3 deste mês, um sábado, às 10h45m, na porta de casa, na Rua Prudente de Morais, em Ipanema, ao ser abordado por dois homens de moto. Rômulo estava com um Rolex ao ser assassinado. Procurada semana passada pelo GLOBO, a Divisão de Homicídios (DH) informou não ter conhecimento da relação entre os roubos de relógios e a morte do arquiteto. Na sexta-feira, no entanto, a polícia revelou que a gangue do Rolex é a principal suspeita do crime.

Vítimas: ladrão usa mochila e pistola PT-380

Outros indícios apontam para os ladrões de Rolex. O homem que atirou no arquiteto usava uma mochila preta e o tiro foi disparado com uma pistola PT-380. Outras vítimas contaram que o ladrão que as atacou também usava uma mochila. Duas delas, que conhecem armas e foram ouvidas pelo GLOBO, informaram que o criminoso usava uma pistola PT-380.

INFOGRÁFICO: Os quarteirões do medo

Diretor de Comunicação do Comitê Organizador Local da Copa de 2014, Rodrigo Paiva foi um dos que não se esqueceram da arma usada pelo bandido, quando teve seu Rolex roubado, em 30 de julho, no Leblon:

- Eu tinha acabado de sair de um caixa eletrônico na Rua General Venâncio Flores. O bandido tirou a arma da mochila e encostou a pistola prateada na minha barriga. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de ele ir direto no relógio. Ele queria o Rolex. Já fui assaltado seis vezes, mas, pela primeira vez, senti que o bandido não queria dinheiro.

Economista foi assaltado em praça de Ipanema

Assim como Rodrigo, mais seis vítimas ouvidas pelo GLOBO tiveram a mesma sensação: o objetivo do ladrão era levar o relógio.

- Quando soube da morte do arquiteto em Ipanema, logo me lembrei do meu caso - contou o economista Y. - Sei que fui escolhido nos dois minutos em que fiquei parado na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, decidindo com a minha mulher o que comprar na padaria. Foi ali que o bandido viu o meu relógio e me marcou. Ele desceu da moto com a mochila na frente. Pensei que quisesse alguma informação. Mas ele abriu a mochila, mostrou a pistola PT-380 e ordenou: "Me dá o relógio!".

Y. foi assaltado no dia 20 de agosto, às 12h50m. Ele descreve o bandido como um homem forte, acima do peso, com altura entre 1,65 e 1,70 metro. A descrição bate com as informações prestadas pelas demais vítimas.

Esse assaltante é profissional. De longe, ele percebeu que o relógio era legítimo

- Esse assaltante é profissional. De longe, ele percebeu que o relógio era legítimo - comentou o economista.

Motociclista, Y. aprova a Operação Barreira, desencadeada pela polícia para combater o uso de motos em assaltos:

- Com a criação das UPPs, era óbvio que os bandidos iriam para o asfalto assaltar.

Com a criação das UPPs, era óbvio que os bandidos iriam para o asfalto assaltar

A hipótese de tentativa de assalto no caso do arquiteto é uma das principais linhas de investigação da DH. Em imagens captadas pelo circuito de câmeras de um prédio vizinho, vê-se que o assassino de Rômulo estava na garupa de uma moto e já seguia o carro da vítima. Uma testemunha contou que o bandido se posicionou na frente do arquiteto, abriu uma mochila preta e, em seguida, fez o disparo. Enquanto o arquiteto caía com um tiro na barriga, o assassino voltou para a moto e fugiu.

Uma outra vítima levantou a hipótese de os bandidos aguardarem o alvo na porta de casa. Nesse caso, a loja onde foi adquirido o relógio estaria sob suspeita, pois o comprador fornece o endereço.

- Eu havia comprado o relógio quatro dias antes de ser assaltado - comentou o empresário X. - O bandido me abordou quando eu parava o carro em frente ao portão da garagem. O ladrão bateu no pulso dele, sinalizando que queria o meu relógio. Fui assaltado no sábado, por volta das 14h, na mesma rua do arquiteto.

Criminosos atacaram também dentro de lojas

O engenheiro Z., já teve seis Rolex roubados e não acredita que os criminosos esperem as vítimas em casa.

- Da última (20 de agosto, no Leblon), o porteiro achou que o bandido já estava nos esperando. Mas acho que foi aleatório.

Os assaltos na região estão deixando moradores em estado de alerta. Entre os casos levantados pelo GLOBO, três chamam a atenção. Os assaltantes atacaram as vítimas dentro de lojas.

- O bandido entrou na loja sem se incomodar com as câmeras - contou um comerciante que viu dois clientes serem assaltados em sua loja.

Em relatórios de análise de roubos em geral praticados por bandidos em motocicletas, feitos pela 14ª DP (Leblon), constata-se que os assaltantes trocaram a quarta-feira pelo sábado. De maio a julho deste ano, a maior parte (24%) dos casos em que bandidos usaram motos ocorreu nas quartas-feiras. No mês passado, a maior parte (22%) aconteceu nos sábados.

- Já estamos investigando de forma cuidadosa os roubos em que são utilizadas motocicletas - disse o delegado titular da 14ª DP, Gilberto Ribeiro.

A partir da descoberta do GLOBO sobre a gangue do Rolex, que age com dia e hora marcados, a polícia vai investigar o caso, a fim de chegar também ao receptador. O delegado pede a quem tiver qualquer informação que telefone para o Disque-Denúncia (2253-1177).

Após a morte do arquiteto, o comandante do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Frederico Caldas, informou que, no mês passado, houve 120 roubos a transeuntes na área do batalhão, enquanto no mesmo mês de 2010 foram 97 (um aumento de 23,7%). Perguntado se havia recebido a informação de que o sábado era o dia preferido dos criminosos, Caldas disse que não:

- Nunca soube de quadrilha específica de roubo de relógios.

Os relógios Rolex custam de R$ 11 mil a R$ 100 mil.

Em São Paulo, plano contra quadrilhas

A polícia de São Paulo criou um plano de inteligência para desbaratar grupos especializados no roubo de relógios Rolex. A Secretaria de Segurança Pública verificou que pelo menos cem adolescentes eram usados pelas quadrilhas, que chegavam a pagar R$ 20 por relógio roubado. No mercado oficial, um Rolex pode custar até R$ 100 mil. Ainda segundo a secretaria, não há informação de que bandidos de São Paulo estariam atuando em parceria com assaltantes no Rio.

Em junho, a polícia desmantelou uma quadrilha que aliciou, nos últimos três anos, adolescentes na Grande São Paulo para roubar não só os relógios importados, mas aparelhos de celulares, principalmente nas regiões de Itaim Bibi e dos Jardins. Foram presos cinco suspeitos de participar do esquema, que fornecia armas de brinquedo para que os adolescentes praticassem os delitos. Além dos assaltos nas ruas, as quadrilhas especializadas em Rolex passaram a invadir lojas da rede em shoppings da capital paulista.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/09/16/gangue-do-rolex-age-em-ipanema-no-leblon-com-hora-dia-marcados-925383187.asp#ixzz1YEdO6JxC
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terça-feira, 14 de junho de 2011

Vídeo com mulher de short sobre capô de carro da PM é investigado

Imagem na internet mostra garotas de top acariciando PMs em rua de SP.

Caso de indisciplina foi reaberto após corporação ver imagem no Youtube.

Kleber TomazDo G1 SP

Câmera flagra mulher subindo em capô de carro da Polícia Militar (Foto: Reprodução)Vídeo no site Youtube mostra mulher subindo em capô de carro da Polícia Militar (Reprodução)

Um vídeo postado na internet que mostra policiais militares da Zona Norte de São Paulo mantendo contato físico de conotação sexual com mulheres – uma delas sobe, inclusive, no capô do carro oficial – durante uma ocorrência de perturbação do sossego em 2008 chegou recentemente ao conhecimento da Polícia Militar. Mais de dois anos depois, essas imagens estão sendo usadas para reabrir a investigação sobre o caso de indisciplina. Naquela época, o comando responsável pela região chegou a apurar a mesma denúncia, mas como não viu as cenas, só advertiu dois policiais pela conduta inapropriada.

Quatro policiais militares e dois carros da corporação estão envolvidos na ação ocorrida na Rua Araguaia Martins, no bairro Cachoeirinha, na Zona Norte. Eles foram filmados do alto de um imóvel por um morador. Incomodado com o barulho feito por um grupo de jovens em motos e carros, ele havia telefonado para o 190 da PM. Rapazes e moças bebiam e ouviam música alta.

A gravação de 6 minutos e 38 segundos foi parar no site YouTube em 5 de outubro de 2008. Nela, garotas de shorts e tops se atiram para dentro da janela dos carros da PM. Uma delas chega a subir no capô do veículo. Um homem aparece abrindo a porta e coloca uma jovem sentada no banco brincando que ela havia sido presa. Outro rapaz surge dando tapas no bumbum das moças na frente dos policiais, que não fazem nada. Não é possível saber se há adolescentes no grupo de baderneiros.

Nas cenas, é possível comprovar que os policiais não detiveram os suspeitos que estavam guiando embriagados e sem documentação as motos. Os veículos também não foram apreendidos.

“Os caras falaram que não têm documento da moto. O outro falou que não tem carta [habilitação para dirigir]. E o outro está tão bêbado que não consegue dirigir... falou isso para o guarda. E que o guarda falou? ‘Que não tem nada a ver. Que as motos estão paradas e não vou fazer nada, meu’”, narra o morador, que se mostra indignado ao filmar a ação policial na rua em frente à sua casa.

Sob o título ‘festa do funk na araguaia martins-sp’, as cenas descritas acima foram vistas 1.078 vezes até 12 de abril, quando o G1 procurou a assessoria de imprensa da PM para comentar o assunto. A resposta do comando da Zona Norte veio nesta sexta-feira (10), quase dois meses depois do primeiro contato.

“Na ocasião, em 2008, após analisar os fatos, o comando local não conseguiu identificar todos os envolvidos nem individualizar as condutas e decidiu por advertir dois policiais militares. Recentemente, após ter acesso a outros elementos, foi determinada a instauração da sindicância nº 47BPMM-015/06/2011 para reavaliar o caso. Na sindicância, já foram ouvidas as pessoas que postaram o vídeo no YouTube, policiais militares que trabalharam naquela noite e outras provas foram obtidas, porém as investigações ainda estão em andamento. Assim que concluído o procedimento, novas informações serão passadas”, informa a nota divulgada pela Polícia Militar.

A decisão de reabrir o caso foi do coronel Antonio Marin, do Comando de Policiamento de Área metropolitana 3, responsável pela Zona Norte, segundo a PM. A sindicância foi reaberta para apurar se a conduta dos policiais incorreu em crime, contravenção ou indisciplina.

De acordo com a Polícia Militar, os quatro policiais envolvidos na ocorrência e que foram filmados em atitude suspeita pertenciam ao 9º Batalhão da PM. Atualmente, o 47º Batalhão é o responsável pela área norte. Os policiais suspeitos de conduta inadequada continuam trabalhando normalmente enquanto são investigados.

Na segunda-feira (13), as imagens haviam sido retiradas do YouTube. “Este vídeo foi retirado pelo usuário. Desculpe”, dizia o site. Questionada, a PM informou que não pediu a retirada das cenas. O G1 não conseguiu localizar o responsável pelo vídeo para comentar o assunto.

Análise das imagens
Em abril, a pedido do G1, o perito Ricardo Molina, um dos maiores especialistas em fonéticas forenses do Brasil, analisou as cenas do vídeo que estava no YouTube. Ele também clareou as imagens para tentar identificar os envolvidos. Afirmou que uma das cenas mostra nitidamente uma moça estender os braços em direção ao órgão genital de um policial que estava no banco do motorista da viatura.

“Apesar de o vídeo ser antigo, mostra que os policiais estão acostumados com esse tipo de contato com as moças. É preciso saber quem são esses policiais e se esse tipo de comportamento da PM continua naquela região”, disse Molina naquela ocasião.

Ouvidoria
Procurada em abril pelo G1, a Ouvidoria das Polícias informou que ia encaminhar o caso para apuração da Polícia Militar.

“Os policiais envolvidos na ação podem incorrer em crime de prevaricação, por não terem cumprido com o dever de apreender as motos sem documentação e multar os donos delas. Também poderão sofrer punição administrativa por indisciplina. Eles foram coniventes com a baderna e negligentes por não impedi-la”, disse o ouvidor em exercício Julio Cesar Fernandes Neves.

“As imagens sugerem que os policiais não terminaram com aquela bagunça e não registraram a queixa contra o grupo em troca de algum favor. Dá a entender que eles permitiram contato físico de conotação sexual para não fazerem nada. Essas imagens denigrem a corporação”, criticou Fernandes Neves.

O vídeo
Após analisar as imagens do Youtube, Ricardo Molina descreveu o que viu no vídeo. Segundo o perito, o grupo faz barulho numa rua da capital paulista durante a noite. Os responsáveis pelas imagens ficam indignados ao ver um grupo ironizar a chegada dos policiais com gargalhadas e brincadeiras. Mulheres se debruçam para dentro das janelas. Elas disputam um espaço para tocar o corpo de um policial militar sentado no banco ao lado do motorista. Algumas empinam o bumbum e ficam rebolando, mexendo os quadris.

É possível ver pelas imagens que uma mulher deixa metade do corpo para dentro do carro da polícia, do lado do carona. Enquanto isso, uma jovem de blusa vermelha estende o braço esquerdo em direção ao órgão genital do policial do lado do motorista. A mesma cena se repete nos dois carros e duram alguns minutos...

MAIS EM http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/06/video-com-mulher-de-short-sobre-capo-de-carro-da-pm-e-investigado.html

segunda-feira, 21 de março de 2011

Policial largou o plantão para ver atriz pornô anã e acabou dançando na corporação

Agente abandonou suas funções para ver a atriz pornô Bridget Powers.

'Ele foi indisciplinado ao largar suas atribuições', disse chefe de polícia.

Do G1, em São Paulo

Atriz pornô Bridget Powers.Atriz pornô Bridget Powers. (Foto: Divulgação)

O policial norte-americano Richard Bennett, de 28 anos, pediu demissão do departamento de polícia de Stoughton, no estado de Massachusetts (EUA), depois que foi a um bordel ver a performance de uma estrela pornô anã durante um plantão.

Segundo o jornal "Patriot Ledger", o agente abandonou suas funções para ver a atriz pornô Bridget Powers, conhecida também como "Bridget the Midget", que tem apenas 1,14 metro de altura.

O policial decidiu pedir demissão em vez de enfrentar um processo disciplinar, segundo o chefe de polícia Paul Shastany. "Ele foi indisciplinado ao largar suas atribuições e ir até o clube adulto", disse Shastany.

O chefe de polícia destacou que, pelo menos, cinco agentes comunicaram ao departamento a ida de Bennett até o clube. Shastany elogiou os policiais por terem denunciado o caso. "Esse é um exemplo do que funciona bem quando os policiais são responsáveis", disse.

Bridget Powers, de 29 anos de idade, se apresentou no bordel em junho. Ela já apareceu em vários filmes pornográficos e alguns filmes, como "Confissões de uma Mente Perigosa" e "8 Milímetros".