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terça-feira, 22 de março de 2011

Brasileira ganha R$ 231 mil da Justiça britânica por que era chamada de Bob Esponja por colegas que zoavam seu sotaque

Lícia Faithful, de 31 anos, diz ter sofrido com estresse pós-traumático e depressão após 18 meses de discriminação racial em empresa.

Da BBC Brasil

Uma brasileira ridicularizada no trabalho e apelidada pelos colegas de Bob Esponja por causa de seu sotaque ganhou na Justiça britânica uma indenização de quase 142 mil libras (cerca de R$ 231 mil).

Lícia Faithful, de 31 anos, disse ter sofrido com depressão e estresse pós-traumático após 18 meses sofrendo discriminação racial na empresa de seguros médicos onde trabalhava, na cidade de Royal Tunbridge Wells, no sul da Grã-Bretanha.

Segundo seu relato à Justiça trabalhista, colegas gravavam sua voz e tocavam as gravações para ela, debochando de seu sotaque.mEles se referiam a ela como Bob Esponja, personagem de desenho animado conhecido pela voz aguda e anasalada.

Segundo Faithful, um colega chegou a perguntar a ela se ela cheirava cocaína, por causa de sua origem sul-americana.

Em uma viagem de ônibus da empresa, na qual ela era a única não-britânica, um colega teria feito uma referência aos 'malditos estrangeiros'.

A brasileira reclamou ainda que os colegas tiravam e escondiam as bandeiras brasileiras que mantinha em sua mesa e pediram a ela que não usasse uma blusa com a bandeira brasileira.

Bônus
Faithful, que ganhava um salário anual de 17.765 libras (R$ 28.870), também disse ter sido discriminada pelos chefes na distribuição de bônus na empresa.

Ela acabou deixando a empresa em 2008, sofrendo com depressão, estresse pós-traumático e agorafobia (medo de espaços abertos ou situações sociais fora de controle).

Segundo a juíza Gill Sage, do Tribunal do Trabalho de Ashford, no condado de Kent, a brasileira sofreu 'o mais sério caso de discriminação' e foi tratada 'menos favoravelmente por uma questão racial'.

Para a juíza, Faithful enfrentou um ambiente de trabalho 'hostil e degradante' numa empresa que não a apoiava. Segundo Sage, havia 'evidências substanciais' de que colegas a ridicularizavam.

Um comunicado da empresa Axa PPP Healthcare, divulgado após a decisão da Justiça, afirma que a companhia lamentava o desfecho do caso e estava estudando maneiras de melhorar o tratamento de seus empregados.

'O tratamento de nossos empregados com justiça é muito importante para nós e estamos trabalhando duro para criar uma cultura de trabalho positiva e apoiadora, na qual os empregados desfrutem de seu ambiente de trabalho e sintam que podem dar o seu melhor em servir nossos clientes', afirma o comunicado da empresa.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Charlie Sheen pede US$ 100 milhões em processo contra a Warner

Ator entrou com ação em nome do elenco e da equipe de 'Two and a half men'.

Sheen quer indenização por danos morais e pagamento por oito episódios.

Do G1, em São Paulo

Cartaz da série 'Two and a half men' dentro do estúdio Warner, na Califórnia.  (Foto: AP)Cartaz da série 'Two and a half men' dentro do estúdio
Warner, na Califórnia. (Foto: AP)

O ator Charlie Sheen entrou com uma ação contra a Warner Bros e o produtor Chuck Lorre no qual pede US$ 100 milhões, informa o site TMZ nesta quinta-feira (10). Sheen teria aberto o processo em nome do elenco e da equipe da série "Two and a half men".

Na ação, o ator pede uma indenização por danos morais, além do pagamento de oito episódios que foram cancelados e atores e equipe da série deixaram de receber.

No processo, o advogado de Sheen, Marty Singer, alega que houve "conspiração" por parte da Warner e de Lorre para que o ator fosse responsabilizado pelo cancelamento de "Two and a half men" - uma das maiores audiências da TV americana.

O advogado também defende que o ator foi dispensado pela empresa quando estava em tratamento médico - o que é considerado uma violação da lei trabalhista dos Estados Unidos.

A Warner anunciou a demissão de Sheen - o protagonista da série sobre um solteirão boêmio que é obrigado a sustentar o irmão fracasso e o sobrinho adolescente - na última segunda-feira (7). "Após consideração cuidadosa, a Warner Bros. Television encerrou os serviços com Charlie Sheen em 'Two and a half men', com efeito imediato", informava o estúdio em comunicado oficial.

O documento não revelava se "Two and a half men" continuaria a ser produzido.

Chuck Lorre (Foto: Reuters)Chuck Lorre, o produtor que é alvo de Sheen em ação
judicial. (Foto: Reuters)

Em entrevista ao programa de TV "Access Hollywood" logo após a divulgação do comunicado do Warner, Sheen havia dito que não foi procurado pelo estúdio antes do anúncio da demissão.

"Eu recebi um texto [pelo celular] ou algo assim. Tem outra coisa: esses caras são baratas tão covardes que nem tiveram a decência de me ligar. Eu coloquei US$ 5 bilhões nos bolsos dos ternos baratos deles (...) e esse é o respeito que eu ganho? É deplorável e eles deveriam se envergonhar!", disse o ator ao jornalista Billy Bush, acrescentando que a decisão estaria mais ligada ao fato de seus chefes não o compreenderem do que aos recentes escândalos que ele protagonizou na mídia.

Na ocasião, o ator também havia dito que pretendia entrar com ação legal contra a Warner Bros. por quebra de contrato.

Escândalos
Charlie Sheen vem chamando a atenção nos últimos dias por assumir seus problemas com álcool e drogas e ofender Chuck Lorre, criador de "Two and a half men" - sucesso da TV americana, cuja oitava temporada foi cancelada após os escândalos com seu protagonista: em janeiro, ela havia sido suspensa para o ator ser internar em uma clínica re reabilitação.

Em entrevistas a canais de TV, Sheen chegou a exigir um aumento salarial para voltar ao seriado de TV e disse que estava irado com os chefes do estúdio e do programa.

Pelo papel principal na série, na qual interpreta um solteiro mulherengo com reflexos de sua própria personalidade na vida real, Sheen recebia o maior salário da TV americana, próximo dos US$ 2 milhões por episódio. A sitcom exibida pela CBS é atualmente a comédia de maior audiência dos EUA. "The big bang theory", também criada por Lorre, vem atrás.

Fontes do setor de TV dizem que já havia um contrato assinado para uma nona temporada do seriado. O ator chegou a afirmar que toparia filmá-la, mesmo após os problemas com o estúdio e o canal, desde que seu pagamento fosse de US$ 3 milhões por episódio. "É pegar ou largar", afirmou na semana passada.

O ator Charlie Sheen. (Foto: Reuters)O ator Charlie Sheen. (Foto: Reuters)

Sheen também tem feito barulho na internet. Na noite do último sábado (5), o ator lançou por conta própria na web seu novo talk show, batizado de "Sheen's korner" (canto do Sheen). Na estreia, o programa chegou a ter 100 mil acessos.

Em meio ao burburinho, o ator também estreou sua página no Twitter. Em 25 horas e 17 minutos, tornou-se a pessoa que mais rápido chegou ao número de 1 milhão de seguidores no serviço de microblog.

terça-feira, 24 de novembro de 2009