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terça-feira, 11 de outubro de 2011

COLDPLAY vai por hits de estádio, baladas e até hip hop em 'Mylo xyloto'

Disco tem dueto com Rihanna, rocks dançantes e guitarras em destaque.

G1 publica faixa a faixa do quinto CD da banda, que será lançado no dia 24.

Braulio LorentzDo G1, em São Paulo

A capa do disco 'Mylo xyloto', do Coldplay (Foto: Divulgação)A capa do disco 'Mylo xyloto', do Coldplay
(Foto: Divulgação)

Bem no começo do show que o Coldplay fez no Rock in Rio, no dia 1º de outubro, Chris Martin pegou uma lata de spray e grafitou a palavra Rio no cenário. Mas com um coração no lugar da letra "o", vale lembrar.

A cena resume bem o que a banda inglesa pretende com o disco "Mylo xyloto", que sai no dia 24. Ainda com o produtor Brian Eno, o grupo ameaça fincar o pé em outro gueto (o do hip hop), mas não abandona o som agradável - há quem prefira chamar de "coxinha".

Há single inspirado em poperô dos anos 90 ("Every teardrop is a waterfall"), batidas hip hop dignas de uma Beyoncé da vida e faixa com participação de Rihanna ("Princess of China"). Baladinhas bonitas, pop criado para ser entoado em megashows e hits dançantes que passam longe do R&B, contudo, também estão presentes. O G1 ouviu o aguardado quinto trabalho do grupo. Leia o faixa a faixa:

1 - "Mylo xyloto"
A introdução instrumental dura apenas 41 segundos. A faixa-título vem sendo tocada no começo dos shows logo após o tema do filme "De volta para o futuro".

2 - "Hurts like heaven"
Embora vá pela linha das mais agitadinhas já lançadas pelo Coldplay, o arranjo meio new wave traz batidas aceleradas do começo ao fim, algo pouco comum na discografia do quarteto. Funciona na primeira ouvida e não tem muito a ver com o resto do CD.

Chris Martin, do Coldplay, grafita durante show no Rock in Rio (Foto: Flavio Moraes/G1)Chris Martin, do Coldplay, grafita durante show no Rock in Rio (Foto: Flavio Moraes/G1)

3 - "Paradise"
É o primeiro sinal de que o disco apresenta uma pegada mais R&B do que os quatro trabalhos anteriores. Escolhida como segundo single, a faixa tem refrão um tanto enjoativo.

4 - "Charlie Brown"
A fórmula barulho-silêncio-barulho de hits como "Clocks" e "God put a smile upon your face" é posta em prática uma só vez. Candidata a hit, a faixa é a mais careta do disco. O que não quer dizer que ela seja ruim, é claro.

5 - "Us against the world"
Se fosse encaixada no primeiro disco da banda, "Parachutes" (2000), ninguém notaria. A bonita canção - e a mais crua do pacote - é despida de sintetizadores. O arranjo orquestrado não tem as firulas do disco "Viva la vida or death and all his friends", de 2008.

6 - "M.M.I.X."
Segundo interlúdio. São 45 segundos em clima new age.

7 - "Every teardrop is a waterfall"
O primeiro single do CD, no qual a guitarra de Jonny Buckland conduz tudo, é construído a partir da levada de piano de "I go to Rio", do cantor Peter Allen (1968-1992), creditado entre os autores. Mas não foi essa a canção que inspirou Martin. Ele ficou encantado com uma cena do filme "Biutiful", com o poperô "Ritmo de la noche", da cantora Mystic.

8 - "Major minus"
Quem usa a expressão "coxinha" para definir o som do Coldplay pode gostar da faixa, que representa um lado mais soturno da banda. Mesmo assim, a música é a cara do U2. Os timbres da guitarra de Buckland e até os vocais de Martin fazem lembrar Bono e companhia.

Chris Martin, Will Champion, Jonny Buckland e Guy Berryman formam o Coldplay (Foto: Divulgação)Chris Martin, Will Champion, Jonny Buckland e Guy Berryman formam o Coldplay (Foto: Divulgação)

9 - "U.F.O."
É do time de "Us against the world" e indicada para quem morre de amores por "Violet hill", "Fix you" (sem aquele final) e "Life is for living", faixa escondida no fim do primeiro disco.

10 - "Princess of China"
É a primeira da banda gravada com outro artista. Segundo os integrantes, a música foi pensada para ser um dueto entre Chris Martin e uma cantora. Rihanna era a primeira opção e aceitou. Nenhuma outra é tão descaradamente R&B.

11 - "Up in flames"
Uma batida que remete ao trip hop de Portishead e Massive Attack, refrão cantado em falsete, frases de piano bem simples. São poucos recursos e uma pinta de faixa inacabada, mas o Coldplay consegue ainda assim criar uma música decente.

12 - "A hopeful transmission"

Terceiro e mais curto respiro do CD. São 31 segundos.

13 - "Don’t let it break your heart"

A banda deixa para o final a canção mais poluída do disco. Com a melodia em segundo plano, a música até tem um "ôôôôô" memorável no fim, mas não passa disso.

14 - "Up with the birds"
Começa só com voz e piano, até desembocar em arranjo épico com cordas. No fim, bateria, guitarra e baixo conduzem o ouvinte até a porta de saída.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

G1 CRITICOU, mas na TV tava bom! - Chuva, atraso e Guns N' Roses fecham a última noite do Rock in Rio

Axl Rose subiu ao Palco Mundo às 2h40 e saiu duas horas depois.

Cansaço do público e falta de empolgação do vocalista prejudicaram show.

Gustavo MillerDo G1, no Rio

Guns N’ Roses, chuva, atraso e Rio de Janeiro é uma combinação que já virou tradição. Um ano e meio após fazer um show burocrático na Cidade Maravilhosa, em uma apresentaçãoremarcada devido a um temporal, Axl Rose e companhia fecharam a edição 2011 com uma performance ainda menos inspirada.

Após o pesado show do System of a Down, um pé d’água caiu sobre a Cidade do Rock e chegou a alagar o Palco Mundo. Previsto para começar 1h10, a apresentação do Guns só iniciou 1h30 depois, com um rechonchudo Axl vestindo uma capa de chuva amarela, óculos escuros e chapéu (veja o comparativo dele em 1991 e agora, 20 anos depois).

O figurino "Pica Pau desce as cataratas" foi se alterando ao longo da noite: o vocalista trocou três vezes de camiseta, colocou casaco de couro, tirou o casaco de couro e mostrou uma coleção de chapéus de fazer inveja ao líder do Jamiroquai.

O show
Após iniciar com "Chinese democracy", faixa do álbum homônimo de 2008, o Guns atacou com três hits de "Appetite for destruction" (1987) que dispensam apresentações: "Welcome to the jungle", "Mr. Brownstone" e "It's so easy". O público acendeu com a escolha e pareceu não se importar com algo que marcaria o resto do show: como o Guns N' Roses se tornou uma banda cover de si mesma desde o Rock in Rio 2001.

Os integrantes atuais (a maioria é de 2006 pra frente) executam os clássicos dos anos 80 e 1990 com maestria, semelhantes as gravações originais. Porém falta a todos o carisma dos integrantes da formação clássica - o guitarrista DJ Ashba até emula Slash com a cartola e o cigarro no canto da boca. Nenhum deles convence também quando ganham longos e tediosos momentos solos – os guitarristas tocam “Sunday bloody Sunday” (U2) e até o tema de “A Pantera Cor de Rosa”.

“Essa não é a música do ‘CSI?’, provocou Axl após o tecladista Dizzy Reed tocar “Baba O’Riley”, do The Who, no piano. A frase foi dita após um dos vários sumiços que o vocalista deu ao longo do show – ele entrava em uma cabine coberta com pano preto e saai de lá depois, misteriosamente, sempre com um novo acessório na cabeça.

Esses longos intervalos foram aos poucos esfriando o público, que ficou o tempo todo sob uma forte chuva. Apesar de Axl não apostar tanto em faixas de "Chinese democracy", que teve "Better" e "Street of dreams", e preferir um grande best-of de seu grupo (“November rain”, “You should be mine”, “Live and let die”, “Patience”, Paradise city" e “Sweet child O’ mine” estiveram no repertório), em nenhum momento o show conseguiu esquentar de verdade, nem nos vários momentos em que o baterista batia no bumbo para a plateia gritar o nome do grupo. “Knocking on heavens door” foi um raro momento em que houve uma interação banda-plateia, com o público segurando o refrão após Axl dar seu gritinho característico.

Ele, apesar de se mostrar feliz e bem-humorado, não se esforçou no show e passou a maior parte parado, movimentando-se muito pouco (o palco molhado não deixou, tudo bem). A falta das estripulias do passado fez o público prestar mais atenção na sua voz, que aos poucos se esvaiu. O agudo rasgado característico apareceu somente no começo da apresentação e nas faixas mais lentas. Nas mais pesadas ele se poupou, preferindo o grave.

A única surpresa da noite foi quando eles tocaram "Stranged", do álbum "User your illusion II", de 1991. A faixa, que de acordo com Axl não era apresentada ao vivo há 18 anos, foi o momento mais inspirado do líder e de sua trupe. Além de dar um gostinho do que era o Guns N' Roses no seu auge.

sábado, 1 de outubro de 2011

Zeca Baleiro promete surpresa para show na tarde deste sábado

Ele disse que cantará música de um compositor brasileiro bem 'rock and roll'.

Cantor se apresenta ao lado do congolês Lokua Kanza.

Do G1, em São Paulo

Após o ensaio feito na manhã deste sábado (1º), o cantor Zeca Baleiro, disse que prepara uma surpresa para o show que fará nesta tarde, no Palo Sunset.

"A gente sempre traz um "As" na manga. Vou cantar uma música de um compositor que eu considero o compositor mais rock and roll do Brasil, numa alusão ao Rock in Rio, obviamente, mas eu não vou dizer quem é."

Zeca contou que se apresentou no Rock in Rio Lisboa no ano passado, com Jorge Palma, um compositor local. Porém, contou que no Brasil, a responsabilidade é maior. "No Brasil... é a nossa casa, a responsabilidade aumenta. Aqui vou dividir a cena com Lokua Kanza, um compositor africano genial. A gente vai fazer uma parceria bem divertida. Vou cantar músicas dele, ele, minhas. Vai ser bem legal."

As perspectivas para esse show são bem positivas, segundo o cantor, que diz estar ansioso. "A ansiedade é grande, especialmente porque você está sendo anfitrião de um convidado estrangeiro. Você quer fazer todas as honras, quer que tudo saia a contento. Mas a pasagem de som foi super satisfatória, os ensaios também. Acho que vai ficar bem bonito, vai ser bem bonito."