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segunda-feira, 18 de abril de 2011

MASSACRE DE REALENGO - Escola palco da tragédia retoma atividades hoje

GERAL

Paulo Junior, O Globo e Clarissa Monteagudo, do Extra

A Escola Municipal Tasso da Silveira, ond e 12 crianças foram brutalmente assassinadas no dia 7 de abril , será reaberta nesta segunda-feira. A expectativa é de que os estudantes voltem à rotina gradativamente.

Segundo a Secretaria municipal de Educação, não há prazo para as aulas retornarem à rotina habitual.

Os professores e a direção do colégio recepcionarão os alunos do 9 ano, que realizarão apenas atividades culturais e lúdicas, como a criação de mosaicos e a pinturas de paredes. As tarefas poderão ser acompanhadas pelos pais. Uma equipe de psicólogos estará a postos no local para dar apoio à comunidade escolar.

- Eu não vou parar de estudar por conta do que houve - diz M.V.S, aluno do 5 ano, que, no dia da invasão, refugiou-se com os colegas e a professora em uma sala do 3 andar.

Leia mais em Volta às aulas nesta segunda-feira em Realengo

sábado, 9 de abril de 2011

MASSACRE de REALENGO - Dois dias após ataque, família não buscou corpo de atirador no IML

Nenhum parente foi liberar cadáver para enterro. Caso ninguém vá ao local em 15 dias, Welington será sepultado como indigente

iG Rio de Janeiro | 09/04/2011 15:51

Dois dias depois do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, nenhum parente foi ainda ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer o reconhecimento e liberar o corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira.

Caso ninguém vá ao local em 15 dias, o corpo será sepultado como indigente. O iG esteve hoje no IML e recebeu a informação de que não há previsão de liberação do corpo, embora esta manhã tenham surgido rumores de que ele seria internado neste sábado.

No cemitério de Murundu, em Padre Miguel (zona oeste), onde ele deve ser enterrado, também não há informações.É lá que está o túmulo de sua mãe, Dicéa Menezes de Oliveira. Na carta encontrada junto com o assassino de 12 crianças, Wellington pede para ser sepultado junto a ela.

O muro da casa de sua família em Realengo, perto da escola, foi pichada com os dizeres ”assassino” e “covarde”.

Na noite de sexta-feira, o chaveiro Charleston Souza de Lucena e o vigia Izaías de Souza foram presos por atuarem como intermediários da venda do revólver calibre 32 para Wellington, por R$ 260. Cada um recebeu R$ 30 por fazer a ligação com o dono da arma, um homem identificado apenas como Róbson – que teria sido seqüestrado e está desaparecido desde o carnaval.