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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CELSO MARTINS passa a régua nesse tormentoso capítulo. MOSQUITO terá sua memória bem velada. MAISBARULHO volta ao 'backstage', por hora...

OPINIÃO
Apropriações e apropriações de um legado

Por Celso Martins*

Um dia após o enterro de Amilton (Mosquito) Alexandre dois episódios ilustram que existem apropriações e apropriações, uma legítima, com respaldo na solidariedade, camaradagem e parceria, outra, com ares de ilegitimidade, tende a cair nos braços de interesses político-eleitorais.
A apropriação legítima está sendo operada com muita competência pelos jornalistas Sérgio Rubim (Canga) e Jerônimo Gomes Rubim, já faz algum tempo, através da ocupação do espaço que Mosquito deixou, ainda vivo, conforme podemos observar nos textos por ele deixados (Tijoladas do Mosquito continua no ar). Na real os Rubim continuam uma trajetória iniciada antes do surgimento do Tijoladas, com características próprias.

A outra iniciativa, que poderia assumir características de “desobediência civil” e, aí sim, resultar em medidas concretas e eficazes de moralização da coisa pública, nasce aparentemente tutelada. Estaria surgindo no cabresto de interesses outros, desassociados do que poderíamos chamar de “memórias mosquitianas” ou o jeito “mosquitiano” de se manifestar. Trata-se, aqui, caso a iniciativa tome o rumo apontado em manifesto**, de uma apropriação indébita, uma extorsão intelectual, um estupro politizado.

Felizmente, entre os que tomaram a iniciativa do ato desta sexta-feira (16.12, 17 horas, Catedral), existem cabeças iluminadas que podem conduzir a indignação resultante da morte de Mosquito – pela forma e nas circunstâncias em que aconteceu –, no caminho Político sim, mas com P maiúsculo, sem visar votos na próxima eleição. Caso este setor do movimento social de Florianópolis não consiga conduzir este sentimento pelo caminho sadio e desinteressado, teremos nada mais que um comitê de campanha em franca (e antecipada) atividade.
Nunca é demais lembrar: nos dias que antecederam a morte, Mosquito escreveu e telefonou para diversas pessoas pedindo emprego, estava precisando refazer a vida e precisava de um plus para dar o start. Aquele era o momento para os acólitos de hoje "exaltarem a memória" do blogueiro.


*Celso Martins é jornalista e historiador, editor do Portal de Notícias Daqui na Rede e dos blogs Sambaqui na Rede2 e Fragmentos do tempo2. Cobriu pelo jornal O Estado a Novembrada em 1979 em Florianópolis que resultou nas prisões de sete estudantes, entre eles Amilton Alexandre.

**O citado manifesto abre anunciando o mote: “Mandem me prender! Afirmo, como Mosquito afirmou: Dário é corrupto!” E anuncia um “Júri Popular” denominado “Tijolada por Justiça”, informando em seguida a data e local do ato.
MOSQUITO

E o Claudio Humberto repercutiu a morte do Mosquito em sua coluna, uma das mais lidas do Brasil

15/12/2011 | 00:00

Profissão de morte

A polícia prometeu elucidar o enforcamento do mais polêmico blogueiro catarinense Amilton Alexandre, do “Tijoladas do Mosquito, terça (13)”.


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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

R.I.P Mosquito - Uma cerimônia de despedida peculiar



Mosquito, Amilton Alexandre para os simples mortais que não presavam a intimidade de seus milhares de seguidores, dentre as diversas bandeiras que empunhou, uma paradoxalmente foi a do Jornalista diplomado versus jornalista sem canudo. Hoje, na concorrida cerimônia de adeus que aconteceu no Cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi em Florianópolis, estavam os presidentes da ACI - Academia Catarinense de Imprensa, do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina e o ex-Presidente da FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas.


Um feito em tanto. Entre a emoção natural dos parentes e a comoção de seus mais próximos amigos e mesmo de pessoas que não divisavam sua amizade, o protagonista desse jornalismo arrevesado, mereceu a respeitosa presença de destacados representantes do chamado 'Jornalismo' formal. Dezenas de jornalistas, blogueiros, amigos e desconhecidos prestaram a derradeira homenagem à beira do jazigo. Alguns discursos e um ato político foi ensaiado. À beira da sepultura sua filha de 11 anos ouviu mais de uma vez que tinha muito que se orgulhar de seu pai. E TEM MESMO. Mosquito era diferente. "Todos nós somos", uma companheira de lutas lembrou em seu discurso de despedida.


Esse Mosquito-style-news contava mais das coisas que os jornais chapas-branca alimentados pela propaganda estatal, revelava fatos tramados em convescotes dos traquitanas de plantão, desenterrou das tumbas e lançou luz a diversos atos de corrupção, arreganhou com seu dedo proctológico a reputação "ilibada" da cacalhada de sempre. Tudo isso foi taxado de denuncismo de quinta categoria, cópia digital barata do jornalismo "marrom", e muito mais do que ele mesmo dizia dos outros. 'Teorias de comunicação' cujos predicados ele achava divertidos, insólitos e fugazes, tanto que não lhe atormentavam a alma. O que não divertia o Mosquito era não poder falar, quererem calar-lhe o verbo afiado nas tribunas da vida. As TIJOLADAS DO MOSQUITO e suas tuitadas estão perenizadas em seu último gesto de redenção em busca da liberdade que não conseguiram retirar-lhe. Mosquito, ao seu modo, determinou quando pararia. E mais ninguém. ADEUS!

Velório de MOSQUITO será no Cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi, em Florianópolis

Deu no CANGABLOG

Despedida do Muska

O Mosquito será velado nesta quarta-feira, das 10h às 15h, no Cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi, onde será sepultado.

Muska não era um herói como parecia aos desavisados num primeiro momento, não gostava de ver seu modelo criticado e se exasperava quando confrontado pelos amigos. Entretanto, em tempos da individualidade de cada máquina, contrastados pela instantaneidade da opinião proporcionada pelas novas mídias eletrônicas, seus comentários indignados, gerados de todos os pontos da cidade que tivessem um WII-FI disponível, destacavam-se nessa multidão de anônimos avatares, carentes de uma cara, de uma face visível. Essa face era a do Mosquito, o Muska. Virara personagem de si mesmo. A criatura tomara conta do criador e por ela foi consumido até o tutano. Vai com Deus!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

LUTO - MOSQUITO deixou nas páginas do Tijoladas o nome daqueles que "ceifaram" sua vida, mas não conseguiram calar sua alma guerreira.



Em breve, alguns amigos jornalistas vão fazer uma resenha de todas as lutas que Amilton Alexandre, nosso Mosquito, travou. E o nome daqueles que denunciou estarão riscados no cabo do estilingue gigante com que atormentou com suas TIJOLADAS muitos dos que enfiaram despudorados as mãos entre as coxas da 'viúva' e se fartaram nas mamas fartas dos impostos que abastecem o erário. Não deu moleza e não teve, em contrapartida, moleza alguma. Um Quixote contra Moinhos moldados pela injustiça inexplicável de algumas decisões que lhe tolhiam o direito de falar. Exagerava na dose? N`algumas vezes exagerava na forma com que cavava as veredas em que pretendia enterrar os desmandos, a corrupção endêmica, os 'estelionatários' da coisa pública, os prevaricadores e toda uma camarilha de filhos-da-puta que atormentam quem acredita na Cidadania, na Ética e num Brasil melhor.

Nos conhecemos no Estreito, parte insular de Florianópolis. Mosquito morava perto da subida da Gaspar Dutra, após o Exército, aonde residiu boa parte de sua vida próximo ao Clube XV. Isso, desde o tempo em que se atravessava para Ilha pela "fila da ponte" Hercílio Luz. Substituíram os trilhos de madeira pelo asfalto e as filas só aumentavam até a construção da Colombo Sales, e não raras vezes dividimos o mesmo ônibus. O ponto final era na Praça Pio XII, ao lado das Americanas na Felipe Schmitt. O latão descia pela Conselheiro Mafra, circundava a Prç XV e voltava pela Felipe Schmitt. A placa da obra aponta maio de 1960, mas até o início dos 70 ainda se trilhava pelas guias de madeira.

Na volta pegávamos o ônibus do Canto ou o Balneário e ele saltava perto do Posto do Seu Maia (Meyer) e eu na Capelinha. No dia da Novembrada, enquanto eu sem entender nada atravessavaa Praça XV com um skate vindo de um half-pipe construído em Jurerê, vi o Mosquito se destacando na confusão recém iniciada. Depois, nos reencontramos já na UFSC e seu espírito contestador e libertário denunciava um futuro de lutas sem trégua.

Há cerca de um ano o Canga me ligou num domingo à noite avisando que o Mosquito estava internado na emergência do Celso Ramos com suspeita de infarto. Apesar de vir do Campeche, Sérgio Rubim foi mais rápido e acautelou-se solidariamente de tudo que o Mosquito precisava. Até médico particular. No hospital todos cuidaram dele com o respeito merecido. Uma história que está circunstanciadamente documentada no CANGABLOG. Estivemos juntos várias vezes, inclusive ia algumas vezes ao escritório falar de suas ações, trocar opiniões, pensava em parar, reclamava e resingava um pouco ao seu melhor estilo. Muito bem informado, recebia documentos que comprometiam metade da cacalhada que pôs e põe a mão na cumbuca.

Depois de algumas idas e vindas em sua bicicleta elétrica, Mosquito perdeu peso e ganhou confiança e a auto-estima subiu. Contou que recebeu uma oferta da Record, mas que nunca se concretizou. Mosquito era eclético, e tomava um café no Empórium, na Kibelândia ou num pé-sujo 'para profissionais' do balcão de linóleo com a mesma desenvoltura que lhe era peculiar. Diante da triste notícia, perde a cidade de Florianópolis seu mais aguerrido defensor, concordando ou não com suas idéias ou com a forma que as manifestava, perde o Brasil, perdem os AMIGOS. Perdem mais os que se calam covardes, perdem mais nossos filhos e netos que não terão uma cidade melhor e cujos negócios engendrados em seus subterrâneos serão menos, muitíssimo menos transparentes. Os ratos e ratazanas estão em festa. Que se phodam, pois o deles está guardado além das possibilidades da Misericórdia Divina!

LUTO - Amilton Alexandre, o Mosquito morreu. Florianópolis perde um defensor empedernido, nós perdemos suas já famosas Tijoladas e um Amigo!

domingo, 22 de março de 2009

FLORIANÓPOLIS 283 ANOS


fOTOMONTAGEM do Mosquito (Tijoladas do Mosquito http://tijoladasdomosquito.com.br/), com fotos próprias e do Celso Martins (Sambaquinarede http://sambaquinarede.blogspot.com/) que pego emprestada para homenagear nossa Ilha maltratada, linda e bela 'mulher' traída pelos homens que lhe põem mãos pretidigitadoras, que nesse 23 de março de 2009 completa 283 anos. Como bem assinalou o Muska, o site da setur remoçou a cidade em 1 ano.