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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Arte em revista

Atualizado em 7 de outubro, 2011 - 10:19 (Brasília) 13:19 GMT

A edição desta semana do Arte em Revista traz uma mostra na cidade de Zaragoza, na Espanha, totalmente dedicada à letra Z, numa referência à própria cidade.

Cem artistas, escritores, fotógrafos, designers gráficos e videoartistas participam do evento, em cartaz até seis de novembro.

Mona Lisa de Vik Muniz

A Mona Lisa de Vik Muniz foi recriada utiilzando apenas creme de amendoim e geleia

Além disso, uma peça de Beethoven que tinha um movimento perdido foi reconstituída 200 anos depois de ter sido composta pelo mestre.

O movimento foi recomposto pelo professor Barry Cooper, da Universidade de Manchester, a partir de rascunhos escritos pelo compositor alemão em 1799.

Em Bilbao, na Espanha, uma mesa de pingue-pongue ondulada e uma bicicleta de rodas quadradas fazem parte da mostra arte do impossível do francês Jacques Carelman.

O autor diz que o objetivo do trabalho é criticar o consumismo.

O artista brasileiro Vik Muniz recriou a emblemática Mona Lisa de Da Vinci totalmente com geleia e creme de amendoim.

Mais de cem peças do artista estão em exposição no museu Berardo, em Lisboa.

terça-feira, 22 de março de 2011

Veja as Fotos - Com ajuda de explosivos, artista português 'esculpe' obras em paredes de prédios

Um jovem artista português, Alexandre Farto, usa explosivos para criar esculturas e retratos em paredes de prédios antigos de Lisboa e outras cidades da Europa.

Farto, de apenas 23 anos, desenvolveu uma técnica usando explosivos, grafite, restos de cartazes e até retratos feitos com metal enferrujado para criar retratos e frases.

O artista, chamado pela imprensa britânica de "o Banksy português", disse à BBC Brasil que primeiro marca as várias camadas com spray e depois começa a "escavar" seus retratos, com ajuda de explosivos.

"Faço a escultura em cimento forte, depois aplico cargas explosivas, tapo tudo com estuque (argamassa) e depois arrebento todas ao mesmo tempo. E filmo em slow motion (câmera lenta)."

"Tento com o meu trabalho escavar as várias camadas que compõem o edifício da história, pegar nas sombras deste modelo de desenvolvimento uniformizador para tentar compreender o que se encontra por detrás", disse o artista.

Para fazer seus grandes retratos em muros e fachadas de prédios, Farto às vezes conta com a ajuda de amigos. "Quando é legal (o uso do muro ou fachada) e a dimensão é grande", explica o artista.

Farto conta que os retratos geralmente não surgem a partir de pedidos, não são encomendados.

"São retratos, alguns tirados ou feitos por mim, outros recolhidos de pesquisa e trabalhados. Tem em comum serem de pessoas anônimas, que vivem em cidades, gosto da ideia de escavar e cravar um rosto numa cidade, quase como dando um rosto à cidade."

“(É) uma dissecação semi-arqueológica na procura de uma base funcional, de uma essência que se perdeu na sobreposição de camada sobre camada, uma base cultural que foi perdendo a nitidez ao passar de geração em geração.”

Escolha

Farto conta que muitas vezes escolhe o lugar onde fará suas esculturas. No entanto, tem recebido convites para fazer suas intervenções em vários locais.

Seus trabalhos estão espalhados por vários locais do mundo como as cidades portuguesas de Lisboa, Porto, além de capitais como Londres, Moscou, Bogotá, e cidades como Medellín, Cali (na Colômbia), Nova York, Los Angeles, Grottaglie (sul da Itália).

O tempo gasto em cada trabalho de Farto, também conhecido como Vhils, varia, mas um trabalho em um prédio de dois andares, pode tomar um dia inteiro, por exemplo.

“Não sou eu quem determina o aspecto final do trabalho. Nunca tenho e nem quero ter o controle total do que faço – gosto do inesperado e do aleatório”, diz Farto.

O artista português afirma que se interessa pelo efêmero.

“O elemento que sempre tentei trazer da rua e da pintura de rua, para outros ambientes ou espaço interiores, é esse caráter efêmero das coisas. O meu trabalho não é estático, não está ali pendurado para durar, pretende trazer esta efemeridade para campos que institucionalmente não suportam esse elemento.”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Restolhos portugueses alentejanos

Um dos meus se aprochega e pergunta: - o que é esse tal de restolho que o pai escreveu? Acabava de prestar solidariedade ao Muska do Tijoladas do Mosquito (mais um mandado de censura às suas opiniões, agora sobr a licitação no transporte público). Disse que o vocábulo é usado no sentido de resto, fiapo, laivo, 'um mínimo' et coetera mas, que significa literalmente o resto da palha nos campos e trigais. Sem me certificar no dicionário, resolvi testar o banco de imagens do Google para RESTOLHO e encontrei para minha surpresa quatro imagens, das quais selecionei duas. A do belo campo de trigo fica na região do Alentejo, em Portugal, um país belíssimo e que tão pouco conhecemos. Ótimos vinhos, culinária e paisagens, mas sobretudo, têm ainda nas pessoas uma pureza secular (apesar da implicância e mal-humor de alguns mais velhos em Lisboa com os brazucas), as pessoas são abençoadas por uma quase infantil ingenuidade, fato que como graça nos concede andar no revés da flecha do tempo e descobrir como éramos. Portugal é minha Desterro do início dos anos 70. Batalha, Óbidos, Nazaré, Fátima (e o Santuário repleto pela fé incondicional em Deus m
anifestada por pessoas de TODAS as religiões que por ali passam anualmente), Sintra e suas vielas indescritíveis coroada pelo Castelo da Pena, os pasteizinhos de Belém... cada
um desses lugares, todos próximos de Lisboa merecem mais que uma menção nesse singelo post. Em breve, fotos e mais fotos da passagem de LsPAul e su Perro loco pela Velha Senh
ora. Um capítulo especial sobre Portugal. A outra imagem foi uma surpresa pelo que evoca, pelo que desperta, ou sugere. E registro aqui tanto a solidão quanto o convite escondido na imagem.