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domingo, 9 de outubro de 2011

MARIJUANA - Substância presente na maconha pode diminuir dor de quimioterapia

Estudo mostra efeito benéfico do canabidiol contra câncerer de mama.

Dez estudos clínicos já estão em curso nos EUA com a substância.

Do G1, em São Paulo

Uma substância presente na maconha pode ajudar a diminuir a dor em pacientes que recebem remédios de quimioterapia contra câncer, segundo um estudo da Escola de Farmácia da Universidade Temple, nos Estados Unidos. A pesquisa foi divulgada na publicação científica "Anesthesia and Analgesia".

Os pesquisadores usaram animais para testar o canabidiol, o composto químico mais comum encontrado na planta que fornece material para a maconha.

Segundo a cientista Sara Jane Ward, professora-assistente na universidade e principal autora do artigo, a substância preveniu completamente o surgimento das dores causadas pela droga paclitaxel, usada como quimioterapia para tratar câncer de mama.

Para a pesquisadora, uma das vantagens do canabidiol é que a substância não produz efeitos psicoativos como euforia, apetite exagerado e queda na capacidade de cognição. Ward destaca que o canabidiol tem as mesmas vantagens da maconha, mas sem os efeitos ruins.

Ela pesquisa há anos a relação dos sistemas dentro do cérebro com o uso de maconha. Segundo a pesquisadora, os cientistas estão interessados há muito tempo na possibilidade do canabidiol também servir como uma opção terapêutica.

Nos modelos em animais, essa segunda aplicação do canabidiol foi comprovada, pois reduziu a atividade do tumor, especialmente quando combinada com o placitaxel. Segundo Ward, existem 10 testes clínicos sendo realizados nos Estados Unidos com o canabidiol para uma série de pesquisas como dependência da maconha, distúrbios alimentares e esquizofrenia.

Ela aposta nesse costume para pedir os testes clínicos necessários para que o canabibiol possa, no futuro, virar uma opção disponível a pacientes para amenizar a dor causada por remédios usados no combate ao câncer.

sexta-feira, 11 de março de 2011

SAÚDE - Médica orienta sobre o que fazer em caso de dor de ouvido e como evitá-la

DEU NO G1 - Pediatra e consultora Ana Escobar citou formas de acabar com o incômodo.

Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera.

Do G1, em São Paulo

Depois de tomar um banho de mar, piscina ou uma simples chuveirada, quem nunca teve aquela sensação chata e irritante de água acumulada no ouvido? Há quem dê uns pulinhos, umas batidinhas na cabeça, um assopro.

Alguns preferem prender a respiração, outros esquentam uma toalha com ferro e a encostam na orelha. Para orientar as pessoas nesses casos, o Bem Estar desta quinta-feira (10) convidou a pediatraAna Escobar, que também é consultora do programa.

O incômodo, o abafamento e a dor podem ser ainda maiores se a água for doce - de rio ou lagoa. Isso porque é onde se proliferam as bactérias Pseudomonas sp, um dos micro-organismos causadores da otite. Mais de 70% das infecções são por exposição à água, que empurra a cera pelo canal auditivo. Se a água estiver contaminada, pior ainda, pois ela tira a proteção natural que é a membrana do tímpano.

Ao repórter Filippo Mancuso, o otorrinolaringologista Andy de Oliveira recomendou pingar no ouvido uma única gota de ácido acético (vinagre) contendo álcool, que evapora e ajuda a proteger a região - apenas se ainda não houver infecção. Se manobras como essa (veja outras abaixo) não resolverem, é preciso procurar um especialista.

Água no ouvido (Foto: Arte/G1)

Como prevenção, é indicada ida a um médico antes de uma temporada na praia ou na piscina. Ele pode sugerir o uso de protetores, dependendo de cada caso. E não se deve esperar muito para marcar a consulta, pois o que começa com uma simples umidade pode terminar em infecção. Isso ocorre porque a cera deixa o pH do ouvido ácido, e a água o torna mais alcalino, criando um ambiente favorável à entrada de bactérias.